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DROGAS: saiu o relatório do Observatório Europeu.

Por IBGF/WFM



Resumo do relatório de 2005 do Observatório Europeu das Drogas e Toxicodependência

1)o consumo de ecstasy (MDMA) subiu e já ocupa o segundo posto no quadro sobre consumo de drogas. Fica abaixo apenas da cannabis.

2)caiu a demanda por drogas alucinógenas sintéticas. Cresceu entre os jovens universitários a busca pelas naturais, com componetes alucinógenos como, por exemplo, os "cogumelos mágicos". 3)os usuários de ecastasy, no âmbito dos países que integram a União Européia e nos três em fase de admissão (Turquia, Romênia e Bulgária), são estimados em 2,6 milhões.
O maior consumo verificou-se na Grã Bretanha, República Checa, Espanha e Estônia.
Verificou-se que os maiores consumidores são jovens, moradores em zona urbana e freqüentadores de discotecas, shows e clubes.
A Europa é maior centro produtor de ecstasy, que está em difusão pelo planeta.

4)o consumo associado de drogas sempre ocorre. Exemplos de pluriconsumo-- consumo interligado--: tabaco-maconha e bebida alcoólica-cocaína ou bebida alcoólica-heroína.

5)A cannabis continua sendo a droga mais consumida: 20% da população européia já experimentoui maconha ao menos uma vez ao longo da vida.
Dentre os usuários, o consumo é maior entre os homens, na base de 6x1 (para cada 6 homens, uma mulher). O emprego aparece entre jovens, na faixa entre 15 e 34 anos de idade.
Na Dinamarca, 44,6% dos jovens admitiram uso pelo menos uma vez na vida. Os países de consumo mais baixo de maconha são os seguintes: Portugal, Grécia e Polônia.

6)Quanto à cocaína, 3% da população adulta já provou a droga pelo menos uma vez ao longo da vida. São, portanto, 9 milhões de europeus consumidores.
Cerca de 3/3,5 milhões (1% de toda a população adulta) vez uso de cocaína no último ano (2004) e 1,5 milhões no último mês (agosto de 2005).
O maior consumo verificou-se na Espanha, Reino Unido e Itália.
As apreensões policiais de cocaína continuam a crescer: em 2002 foram 47 toneladas e, no ano de 2003, 90 toneladas, ou seja, quase o dobro.
A procura de tratamento por usuários de maconha subiu em 10%.

RETROSPECTIVA.

Conforme noticiou o site do IBGF, foi publicado o Relatório 2005 do Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência, que analisa o fenômeno das drogas (OEDT).

O Observatório (OEDT) realizou uma "panorâmica" sobre o fenômeno das drogas em 29 países, ou seja, nos Estados-membros. Também nos três países em face de admissão (Turquia, Romênia e Bulgaria) e na Noroega.

As principais conclusões estão condensadas em seis comunicados de imprensa, todos constantes do site da EMCDDA.

O relatório é complementado por três temas específicos sobre: 1) perturbações da ordem pública relacionadas com a droga,

2) alternativas à prisão para infractores consumidores de droga 3) o uso da buprenorfina no tratamento de substituição (droga substitutiva empregada em tratamento médico). O Relatório 2005 foi apresentado na sede da União Européia, em Bruxelas.

Como se percebe pelo exame do Relatório, cresceu significativamente o uso de drogas, como as estimulantes e psicoativas. A cocaína teve crescimento, o mesmo ocorrendo com as drogas sintéticas. O consumo de maconha continua em alta, sendo a droga mais consumida.

Para o Observatório (OSDT), -- sediado em Lisboa--, o consumo de ecstasy está aumentando. Já ocupa a segunda posição na relação de consumo, ficando atrás, apenas, da erva canábica (maconha).

Permanece baixo o consumo das substâncias sintéticas alucionógenas, como, por exemplo, o LSD.

Como já percebido no ano anterior (2204), cresce o consumo de drogas naturais alucinógenas, como os chamados "cogumelos mágicos". Essa tendência é percebida entre os estudantes universitários.

Acompanhado desde os anos 90, o consumo de ecstasy cresceu e a demanda foi estimada em 2,6 milhões de europeus nos estados pesquisados. Nesse universo, 0,8% com idade entre 15 e 34 anos realizou uso recente do ecstasy.

Prefácio do Relatório 2005.

Da introdução do Relatório 2005, consta o seguinte

. 1)O relatório anual do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência deste ano vê-se completado por recursos adicionais disponíveis em linha, como o nosso novo boletim estatístico que, nesta sua segunda edição, foi consideravelmente enriquecido, comportando agora mais de 200 quadros-fonte de dados quantitativos descrevendo a situação da Europa em matéria de toxicodependência.

O OEDT tem vindo a trabalhar há mais de 10 anos, em associação com os Estados‑Membros da União Europeia, no desenvolvimento de um panorama abrangente do fenómeno da droga na Europa.

A quantidade e a qualidade dos dados agora disponíveis para a realização das análises do relatório anual deste ano reflectem não só os avanços técnicos alcançados pelos grupos de trabalho científicos que fornecem a informação, como também o desempenho dos decisores políticos em toda a Europa em investir e apoiar o processo de recolha de dados. Este é um exemplo concreto dos benefícios de a Europa trabalhar em conjunto. Os Estados‑Membros divergem entre si não apenas no que diz respeito ao tipo de problema com que se deparam em matéria de toxicodependência, mas também nas respostas adoptadas para enfrentar tais desafios.

Ao mesmo tempo, e apesar destas diferenças, emergiu agora aquilo a que poderemos chamar de uma perspectiva europeia face à questão da toxicodependência. É possível hoje observar um forte consenso quanto à necessidade de fundamentar a acção numa compreensão lúcida da situação, de partilhar as experiências dos resultados positivos e de agir em conjunto sempre que possível para obter benefícios comuns.

Estas aspirações estão presentes na nova Estratégia da UE de luta contra a droga e no Plano de Acção da UE e constituem igualmente os temas-chave do presente relatório.

Chamamos a atenção para problemas emergentes com que nos deparamos actualmente, tais como o crescente consumo de drogas estimulantes, e da cocaína em particular, em certas partes da Europa ou o aumento contínuo do número de jovens a experimentar drogas na Europa.

Nitidamente, há ainda muito por fazer para melhorar a resposta ao consumo de drogas na Europa. Não obstante, apontamos igualmente no presente relatório para uma série de evoluções positivas, nomeadamente a expansão global de serviços para todos aqueles com problemas de toxicodependência e sinais de estabilização ou mesmo de declínio em alguns dos aspectos mais nocivos deste fenómeno.

Além disso, este relatório não só destaca alguns dos principais problemas que enfrentamos, mas traz também luz àquele que será provavelmente o futuro caminho no combate eficaz aos problemas de droga na Europa.

É com satisfação que observamos que, uma vez mais este ano, a quantidade de dados disponibilizados pelos novos Estados‑Membros da União Europeia aumentou. Além de notificar a situação na União alargada, incluímos também, sempre que disponíveis, dados sobre a Bulgária, Roménia e Turquia, e ainda algumas análises de evoluções a nível internacional que consideramos serem relevantes.

O carácter global do problema do consumo da droga acarreta consigo a necessidade de situarmos a nossa análise de âmbito europeu num contexto mais alargado.

O tráfico e o consumo de drogas estão intrinsecamente ligados a muitos dos problemas mais prementes do nosso tempo.

O consumo de droga traz consequências para a saúde e o desenvolvimento globais, a criminalidade e segurança individual, e para a segurança policial à escala internacional.

Mesmo sendo o relatório grandemente centrado no panorama europeu, nós não nos podemos dar ao luxo de ignorar que a questão com a qual estamos a lidar é uma questão que apresenta dimensões globais.

3.Os capítulos tratados no Relatório 2005

Capítulo 1 : Evolução das políticas e legislações.
Capítulo 2: Escolas, juventude e droga.
Capítulo 3: Cannabis.
Capítulo 4: Estimulantes do tipo das anfetaminas, LSD e outras drogas sintéticas.
Capítulo 5: Cocaína e cocaína crack.
Capítulo 6: Heroína e consumo de droga injectada.
Capítulo 7: Questões de criminalidade e detenções
4)Endereço para consulta.: http://www.emcdda.eu.int/?nnodeid=875

5)RESUMO de opinião do eurodeputado Giusto Catania.

O relatório anual do OEDT comprova, de modo inequívoco, o falimento das políticas proibicionistas. A conclusão é do euro-deputado Giusto Catania, que foi relator do documento que versou sobre estatégias antidrogas (para o período 2005-2012) aprovado pelo Parlamento Europeu. "Em toda a Europa cresce o consumo e a difusão da cocaína e da maconha (cannabis), muito difundidas entre os jovens.

Os dados coletados pelo Observatório são emblemáticos a confirmar que a criminalização dos consumidores não produziu uma diminuição da demanda. Por exemplo, na Itália se consome mais maconha do que na Holanda.

Agora, pela enésima vez foram desmentidas mentiras sobre danos à saúde em face do uso de drogas leves. Em os 3 milhões de europeus que consomem todos os dias maconha não foram encontrados nenhum problema do tipo médico.

É evidente que a estratégia das Nações Unidas sobre a "guerra às drogas" necessita de uma mudança radical que passe despenalização do consumo para um apoio econômico aos países de produção para que se opere e seja possível a mudança de modo a substituir a foha de coca e a produção do ópio (papoula)"


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