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Drogas Ilícitas

 

MACONHA nas estradas e nos estádios de futebol.

Por IBGF/WFM



O bafômetro já era pelo menos na Inglaterra. Preocupados com o crescente aumento de motoristas drogados nas estradas, as autoridades da Rainha desenvolveram um novo equipamento de teste.

O novo aparelho é bem pequeno. E o teste é realizado com uma amostra de saliva, colhida junto ao motorista suspeito. Pela cor mostrada numa das hastes do aparelho, descobre-se o tipo de droga consumida e que ainda está a produzir efeitos.

Bafômetro já era.


Para as autoridades inglesas, o problema maior são os motoristas que dirigem sob efeito de maconha e que têm os reflexos e a atenção prejudicados.

As autoridades estimam que 1 milhão de britânicos dirija depois de fumar maconha. O número cai para 140 mil quanto aos motoristas sob efeito de cocaína ou heroína.

No Canadá, a preocupação maior também é com os motoristas sob efeito de maconha, em especial nos primeiros 60 minutos depois do uso.

As autoridades canadenses revelaram, em recente pesquisa, que o número de jovens que dirigem automóveis sob efeito de maconha é maior dos que guiam alcoolizados.

Numa última amostragem, verificou-se que 4% dos entrevistados dirigem depois de fumar maconha, por desconhecimento dos efeitos prejudiciais na atenção e nos reflexos.

Ao contrário das autoridades britânicas, as canadenses não farão testes nos motoristas e pelas estradas. Acreditam mais em campanhas educativas. A respeito, afirmam que a campanha com relação a não dirigir sob efeito de bebidas alcoólicas foi um sucesso absoluto.

Deixando as estradas britânicas e canadenses e chegando aos estádios de futebol de Milão, Roma, Torino e Palermo, outra pesquisa surpreendeu. Ela está estampada no jornal Corriere della Sera, o de maior circulação na Itália.

Nas estradas, maconha bate o álcool.


Pesquisadores interessados em estabelecer co-relações entre uso de drogas e disfunsão sexual, como ejaculação precoce e problemas de ereção, tiveram uma surpresa. A pesquisa constatou que três em cada cinco jovens usam drogas proibidas antes de chegar aos estádios de futebol. Dentre os usuários entrevistados, a metade tinha usado maconha antes de se deslocarem aos estádios de futebol.

Sob o prisma da segurança nos estádios, o dado positivo é que a maconha, ao contrário da cocaína e do álcool, não provoca reações violentas.

Durante muitos anos, a calma nos superlotados presídios paulistas era garantida pelo consumo de maconha, que as autoridades penitenciárias faziam "vistas grossas". Os motins começaram quando a cocaína, droga psicoativa, tomou lugar da maconha.


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