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Drogas Ilícitas

 

LISTA Bush inclui Venezuela: não colabora na luta antidrogas.

Por WFM-CARTACAPITAL

Acaba de terminar mais um narco-round na luta entre Bush e Chávez.

A Venezuela foi incluída por Bush na lista anual dos países que não colaboram na chamada "guerra antidrogas".

Na verdade, Bush reagiu ao ato de Chavez que expulsou da Venezuela todos os agentes da DEA- que é agência antidrogas norte-americana.

A lista de Bush foi remetida ao Congressso dos EUA. Em regra, a conseqüência seria ficar proibida toda a ajuda financeira,-- publica ou privada--, para a Venezuela, mas a recomendação é de apenas de não colaboração daquele país, sem sanções.

A ironia está no fato de que as compras de petróleo venezuelado para os EUA vão continuar. Lógico, isso independe de listas, ou seja, esse é o lado hipócrita da questão.

O ingresso da Venezuela na "lista" de Bushi, com sanção financeira, causaria para o país pouco impacto econômico-financeiro. Está sendo calculada em 500 mil dólares.

É bom observar que narco-luta entre Bush e Chavez ainda não acabou.

Já dizem no próximo round da luta, Chávez iria aumentar o preço do petróleo, para compensar a perda dos 500 mil dólares.

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RETROSPECTIVA
Depois de expulsar da Venezuela os agentes norte-americanos da DEA (Drug Emforcement Administration), o presidente Chavéz deu outro golpe de mestre, colocando Bush no "corner".

A intenção de Bush, depois da expulsão dos agetes da DEA (acusados de espionagem), era colocar a Venezuela na anual "Lista de Países que não cooperaram com a luta às drogas" . Essa lista será apresentada no final de setembro.

Rápido, Chávez mostrou, nesta semana (12/09/2005), um novo record venezuelado com relação à apreensão de drogas. A Venezuela conseguiu apreender, em 2005 e até setembro, 50 toneladas de drogas ilegais. Ou seja, 16 toneladas a mais do que no ano de 2004.

O relatório venezuelado foi apresentado pela Comissão nacional Antidrogas e está assinado pelo diretor Luis Correa. E Cháves espera, como destacou em entrevista coletiva, um eleogio dos EUA, como ocorreu em 2004.

Confira abaixo a retorspectiva, com o Narco-roun entre Chávez e Bush.
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RETROSPECTIVA

DEA: cartão vermelho na Venezuela


Os observadores da geopolítica das drogas aguardam para setembro um novo narco-round entre Bush e Chávez. Em setembro, Bush apresentará a “lista” dos países que não colaboram com a luta antidrogas e a Venezuela é forte candidata a nela figurar, ao lado de Mianmar, uma narcoditadura militar.

Caso isso ocorra, o presidente Hugo Chávez não vai deixar barato. Nesse embate, as regras serão as de sempre, ou seja, valerá golpe abaixo da linha da cintura, cabeçada, trança pé e interesses empresariais.

Neste mês de agosto, aumentou a crise entre os dois governos. Chávez expulsou da Venezuela os arapongas da Drug Enforcement Administration (DEA) e rompeu o acordo de cooperação com o governo dos EUA na repressão ao narcotráfico.

O presidente venezuelano descobriu que a DEA espionava o seu governo. Pouco se interessava pela repressão, salvo realizar propaganda enganosa de atuação competente e disseminar calúnias contra Chávez. Por exemplo, a DEA lançou no seu site, e atribuiu como sua, uma operação de apreensão e desmantelamento de uma rede de tráfico de cocaína no venezuelano rio Orinoco. A operação foi toda idealizada e conduzida pelas forças italianas de cooperação, com mínima participação da DEA.

Na verdade, tardou esse rompimento por parte de Chávez. Espionagem, violação de soberania, corrupção, bisbilhotice, cooptação e parceria com narcotraficantes são práticas constantes da DEA na América Latina. A respeito, basta consultar inúmeras matérias de CartaCapital. Em uma delas, a capa da revista mostrou extratos bancários de depósitos realizados pela DEA em contas correntes de delegados da Polícia Federal brasileira, tudo sem autorização do então governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

A DEA sempre espalhou inconsistentes informes sobre a leniência a Chávez no enfrentamento do narcotráfico e as facilidades conferidas em território venezuelano aos vizinhos insurgentes das Farc. Em uma das vezes foi usada a técnica do ventríloquo e ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, coube o secundário papel de boneco vocal.

Segundo Chávez, a DEA não prestava cooperação: “Trata-se de uma máscara para desenvolver ações de inteligência política, sob monitoramento do governo dos EUA”. Para Chávez, “a DEA não é imprescindível na luta desenvolvida pela Venezuela contra o tráfico de drogas ilegais”.

Essa expulsão surpreendeu a direção da DEA, empenhada em melhorar sua imagem perante o Congresso norte-americano. Em um relatório ao Congresso e deixado vazar neste mês, a DEA informou sobre um encontro do terrorista Osama bin Laden com potentes traficantes colombianos de cocaína.

DEA: trapalhadas e delírios.


O terrorista pretendia, conforme o relatório, comprar grande quantidade de cocaína para distribuí-la envenenada nos EUA. Assim, mataria mais inocentes do que em 11 de setembro. Os traficantes colombianos não toparam o negócio e contaram o sucedido aos crédulos agentes da DEA. Muitos dos congressistas não acreditam no relatório da DEA. Têm bons motivos, pois os traficantes colombianos, que controlam 80% do mercado mundial de cocaína, não seriam imprevidentes em liquidar comercialmente com o “produto”.

Logo depois da derrubada do governo taleban no Afeganistão, a DEA apresentou um bombástico relatório ao Congresso. A agência comunicava a existência de uma rede de financiamento de plantios de papoula e extração de ópio, operada por Osama bin Laden. Nada ficou comprovado, até agora.

Como era de esperar, a Casa Branca reagiu ao rompimento do acordo bilateral e à expulsão dos agentes da DEA da Venezuela. O porta-voz do Departamento de Estado, Adam Ereli, afirmou que a acusação de espionagem é falsa. Considerou a decisão do governo Chávez de “deplorável” e destacou ter sido a atuação da DEA prejudicada pela falta de confiança. Concluiu que o rompimento “serve, apenas, para beneficiar o narcotráfico”, num país onde há lavagem de dinheiro para sustentar a corrupção.

Além dessa manifestação, o governo Bush cassou os vistos de entrada e permanência nos EUA de oficiais da Guarda Nacional da Venezuela, dentre eles dois generais. Nessa reação, a via diplomática acabou dispensada. O embaixador norte-americano em Caracas, William Browfield, preferiu anunciar as cassações dos vistos em uma entrevista à rede de televisão Globovisión.

O troco foi dado pelo vice-presidente venezuelano, também em uma entrevista. Avisou que prepara uma minuta de decreto presidencial voltado a impedir o ingresso e a permanência de norte-americanos na Venezuela.

Esse é o clima para o narco-round de setembro, que só será suspenso por interesses petrolíferos. Aí, Bush não colocará a Venezuela na “lista” e a DEA terá de amargar o cartão vermelho dado por Chávez.


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