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Drogas Ilícitas

 

DROGAS: tiros nos pés--DARSI la zappa sui piedi.

Por WFM-CARTACAPITAL

Escolhido pelas Nações Unidas como o Dia Internacional de Combate às Drogas, o 26 de junho reservou muitas surpresas e contradições, neste ano de 2005.

Comandante REYS, o segundo da hierarquia das Farc.


O segundo homem da hierarquia das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, deu continuidade a uma surpreendente série de entrevistas. Para os arapongas da agência de inteligência dos EUA (CIA), o comandante Reyes, como é conhecido, começou a sedimentar o caminho que o levará à sucessão do combalido Manuel Marulanda, fundador das Farc.

Em março, Reyes falou para o Pravda, da Rússia, já sob nova direção. Ressaltou que os insurgentes não têm conta em bancos nem seguro de vida. São sustentados pelo ideal de mudar a Colômbia.

Na segunda quinzena de maio, Reyes fora entrevistado pelo Canal 8 da televisão equatoriana e disparou: “As drogas deveriam ser legalizadas”. Os seus argumentos não destoam dos do conservador republicano Milton Friedman, papa do neoliberalismo, da economia de mercado e ganhador do Nobel de Economia de 1985.

No domingo 26, Reyes revelou à Telenoticias colombiana a disposição das Farc de negociar a troca de prisioneiros com o governo dos EUA. Inicialmente, propôs a troca de dois insurgentes, extraditados para os EUA e processados por narcotráfico internacional, por três cidadãos norte-americanos seqüestrados em 2003. A resposta da turma de Bush ele avisou que aguardaria pela imprensa.

Após a entrevista, Yolanda Betancourt, mãe da ex-senadora Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Farc em fevereiro de 2002, propôs a formação de uma Comissão Internacional de Paz para cuidar da troca de prisioneiros.

FARC: o líder Manuel Marulanda, numa pintura de Fernando Botero.


No mesmo domingo 26, o czar antidrogas da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Costa, abriu a 17ª Jornada Mundial de Combate às Drogas, na Comunidade Terapêutica de San Patrignano (Rímini, Itália).

A escolha de San Patrignano foi simbólica. Trata-se da maior comunidade terapêutica do mundo, com 1,8 mil pacientes jovens. E o mote escolhido para a campanha da ONU de 2005 mirou na saúde: “Dê valor a você mesmo e faça uma escolha sadia”.

Na ocasião, Costa apresentou o tradicional relatório de dados sobre o fenômeno das drogas ilícitas. O grande impacto veio com a afirmação de que a “indústria das drogas” movimentou US$ 322 bilhões em 2004.

Para Costa, o giro financeiro colocaria o narcotráfico, caso fosse tomado como um Estado, na 18ª posição da tabela entre as nações com maior Produto Interno Bruto (PIB). Também revelou o czar da ONU que, no ano de 2004, mais de 200 milhões de pessoas engrossaram o universo de usuários de drogas, a atingir 5% da população mundial.

lavagem de dinheiro sujo é necessária à indústria das drogas ilícitas.


Numa correta chave de leitura, a ONU reconheceu, diante dos resultados proclamados, que as políticas e as estratégias conservadoras que adota estão falidas, pois são baseadas nas vetustas Convenções de 1961 e 1988. Se quis impactar, Costa conseguiu dar um tiro no próprio pé.

A propósito, o respeitado Transnational Institute (TNI), sediado na Holanda, insistiu na troca do Dia Internacional de Combate às Drogas pelo Dia Internacional de Políticas Humanas de Drogas, feitas as mudanças necessárias, com abandono da criminalização do usuário e o fim da militarizada estratégia da guerra às drogas. Segundo nota à imprensa divulgada pelo TNI, as estratégias e políticas da ONU causam mais danos do que benefícios.

Outro tiro no próprio pé ocorreu na Casa Branca, com Bush na mira e o seu czar antidrogas, John Walthers, no gatilho. Para a dupla, em 2004, a produção de cocaína na Colômbia caiu 30% e chegou a 640 toneladas.

Walthers: o czar antidrogas da Casa Branca


O próprio Walthers, --como observou a especialista Donatella Poretti-, esqueceu declarações anteriores, quando avisou que, naquele ano, o consumo nos EUA ficou em 300 toneladas e as apreensões das polícias norte-americanas chegaram a 373 toneladas. Basta somar para chegar a 673 e não a 640 toneladas. Mais: Walthers não lembrou que a cocaína colombiana também é apreendida em outros países.
Não bastasse, o relatório da ONU preparado pelo aliado czar Costa mostrou ter a Colômbia, em 2004, produzido 687 toneladas de cocaína. Para compensar perdas no ano passado, o Peru aumentou a oferta em 28% e a Bolívia, em 16%. Daí, dá para perceber o motivo do fim do Plan Colombia e o aumento de cocaína no mercado internacional.

Plan Colombia: fracasso total.


A jornada da ONU encerrou-se de forma melancólica, com Costa apontando caminhos abusivos e violadores de conquistas universais nos campos dos direitos humanos e das liberdades públicas. Costa recomendou aos Estados membros da ONU que sigam o exemplo dos EUA, que obrigam as empresas a submeter seus empregados a testes antidrogas.

Ao se mostrar complacente com a economia movimentada pelas drogas, Costa coloca todos os trabalhadores sob suspeita. Uma lástima, ou melhor, uma droga.

Por Walter Fanganiello Maierovitch

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IN ITALIANO

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La giornata mondiale antidroga, i fallimenti nascosti sotto il tappeto Walter Fanganiello Maierovitch

Scelto dalle Nazioni Unite come "Giorno internazionale di lotta alla droga", il 26 giugno ha riservato molte sorprese e contraddizioni per questo 2005.

Il secondo uomo della gerarchia delle Forze Armate Rivoluzionarie della Colombia (Farc), Raúl Reyes, ha dato continuita' ad una serie sorprendente di interviste. Per gli agenti statunitensi della Cia, il comandante Reyes, per come e' noto, ha cominciato a preparasi il cammino che lo avrebbe portato alla successione del malato Manuel Marulanda, fondatore storico delle Farc.

Comandante REYS, o segundo da hierarquia das Farc.


Lo scorso marzo, Reyes ha parlato con la Pravda russa, gia' sotto la nuova direzione. Ha evidenziato come gli insorgenti non hanno conti bancari e neppure assicurazioni sulla vita. Sono sostenuti dal solo ideale di cambiare la Colombia. Nella seconda quindicina di maggio, Reyes venne intervistato da Canal 8 della televisione ecuadoriana e sparo': "le droghe devono essere legalizzate". I suoi argomenti non discordano da quelli del conservatore repubblicano Milton Friedman, padre del neoliberismo, dell'economia di mercato e vincitore del Nobel per l'Economia del 1985.

FARC: o líder Manuel Marulanda, numa pintura de Fernando Botero.


Domenica 26 giugno, Reyes ha comunicato alla Telenoticias colombiana la disponibilita' delle Farc per trattare lo scambio di prigionieri con il Governo Usa. Inizialmente aveva proposto lo scambio degli insorgenti, estradati dagli Usa e processati per narcotraffico internazionale, con tre cittadini nordamericani sequestrati nel 2003. La risposta di Bush ha fatto sapere che l'avrebbe aspettata dalla stampa. Tra i due scelti dalle Farc per lo scambio ci sarebbe stata la guerrigliera Sonia (Naybe Rojas), accusata di traffico internazionale di droghe.

Dopo l'intervista, Yolanda Betancourt, madre dell'ex senatrice Ingrid Betancourt, sequestrata dalle Farc nel febbraio 2003, ha proposto la formazione di una Commissione Internazionale di Pace, per seguire lo scambio dei prigionieri. Tanto per ricordarlo, Ingrid e' stata sequestrata in una regione cocalera, tra Florência e San Vicente de Caguán.

Nel 2004, nel corso di un grosso scandalo internazionale, aerei militari francesi, senza autorizzazione, entrarono nello spazio aereo brasiliano e atterrarono all'aeroporto di São Gabriel da Cachoeira (Amazzonia). C'era un accordo tra le Farc e il Governo della Francia. Secondo l'accordo Ingrid (che e' anche cittadina francese) sarebbe stata liberata alla frontiera tra Brasile, Colombia e Peru'. L'accordo venne rotto e la Francia si scuso' con il Governo brasiliano per l'invasione di territorio.

Walthers: o czar antidrogas da Casa Branca


Domenica 26 giugno, lo zar antidroga dell'Organizzazione delle Nazioni Unite (Onu), Antonio Costa, ha aperto la 17ma Giornata Mondiale di Lotta alle Droghe, alla Comunita' terapeutica di San Patrignano (Rimini, Italia).

La scelta di San Patrignano e' stata simbolica. Si tratta della piu' grossa comunita' terapeutica del mondo, con 1.800 giovani pazienti. E il motto scelto per la campagna dall'Onu nel 2005 puntava alla salute: "Valorizza te stesso, scegli la salute".

Nell'occasione, Costa ha presentato il tradizionale rapporto di dati sul fenomeno delle droghe illegali. Di grande impatto e' stata l'affermazione che l'"industria delle droghe" ha mosso 322 miliardi di dollari nel 2004.

Secondo Costa questo mercato finanziario collocherebbe il narcotraffico, in caso fosse considerato come uno Stato, alla 18ma posizione nella lista delle maggiori nazioni secondo il prodotto interno lordo (Pil). Lo zar dell'Onu ha anche detto che 200 milioni di persone fanno parte dell'universo dei consumatori di droghe, coinvolgendo cosi' il 5% della popolazione mondiale.

Secondo una corretta chiave di lettura, l'Onu ha riconosciuto, davanti ai risultati resi noti, che le politiche e le strategie conservatrici che ha adottato sono fallite, poiche' sono basate sulle vetuste Convenzioni del 1961 e del 1988. Sforzandosi, Costa e' riuscito a spingere sotto il tappeto un fenomeno che l'Onu ha gia' dimostrato di essere incapace di comprendere.

A tal proposito, il prestigioso Transnational Institute (Tni), con sede in Olanda, ha riproposto di cambiare il Giorno Internazionale di lotta alla droga per il Giorno Internazionale delle politiche umane sulle droghe, abbandonando la criminalizzazione del consumatore e la fine della militarizzata strategia della guerra alle droghe. Secondo una nota stampa divulgata dal Tni, le strategie e le politiche dell'Onu hanno causato piu' danni che benefici.

Plan Colombia: fracasso total.


Per usare un'espressione brasiliana, un altro "tiro no próprio pé" (autolesione per avere sbagliato la mira, simile all'italico "darsi la zappa sui piedi", ndr) e' stato fatto dalla Casa Bianca, con Bush che alza la mira dell'arma e il suo zar antidroghe, John Walthers, del grilletto. Per entrambi nel 2004, la produzione di cocaina in Colombia e' crollata del 30% ed e' arrivata a 640 tonnellate.

Lo stesso Walthers aveva rilasciato dichiarazioni precedenti, come riferito da Donatella Poretti dell'Aduc, quando avverti' che, nel 2004, il consumo negli Usa era arrivato a 300 tonnellate e i sequestri della polizia nordamericana arrivarono a 373 tonnellate. Basta fare la somma per arrivare a 673 e non 640 tonnellate. Inoltre, Walthers non ha ricordato che la cocaina colombiana viene sequestrata anche in altri Paesi.

Come se non bastasse, il rapporto dell'Onu preparato dall'alleato zar Costa, ha mostrato che la Colombia, sempre nel 2004, aveva prodotto 687 tonnellate di cocaina. Per compensare le perdite nel 2004, il Peru' ha aumentato l'offerta del 28% e la Bolivia del 16%. E questo fa percepire il motivo della fine del Plan Colombia e l'aumento della cocaina nel mercato internazionale.

lavagem de dinheiro sujo é necessária à indústria das drogas ilícitas.


La giornata dell'Onu si e' chiusa in maniera melanconica, con Costa che indicava strade abusive e violazioni di conquiste universali nel campo dei diritti umani e delle liberta' pubbliche. Costa ha raccomandato agli Stati membri dell'Onu di seguire l'esempio degli Usa, che obbligano le aziende a sottoporre i propri impiegati a test antidroghe. In proposito, nella prima visita fatta a San Patrignano, lo zar Costa aveva sorpreso nel proporre l'applicazione dei test antidroga nelle scuole.

Nel mostrarsi compiacente rispetto all'economia mossa dalle droghe, Costa mette considera come sospetti tutti i lavoratori. Un peccato, o meglio, una droga.


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