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Drogas Ilícitas

 

DROGAS: relatório da ONU- 322 bilhões de dólares movimentados. Mais de 200 milhões de usuários.

Por IBGF/WFM

O Dia Internacional Antidrogas serviu para mostrar os fracassos das políticas da Organização das nações Unidas (ONU). Prova disso é que a "indústria das drogas" movimentou, em 2004, US$322 bilhões.

dinheiro não falta para incremento do narcotráfico.


Como se percebe, a economia movimentada pelas drogas ilícitas continua ativa, a contaminar, sem providências sanadoras, os sistemas bancário e financeiro internacionais.

Colocados os US$322 bilhões na tabela dos países de maior produto interno bruto (pib), ocuparia o décimo oitavo posto (18). Ou seja, caso considerado um narco-estado, estaria na décima oitava colocação.

O anúncio desse valor gigantesco ocorreu na 17 Jornada Mundial das Nações Unidas, realizada em Rimini (Itália), mais especificamente na Comunidade Terapêutica de San Patrignano. Ela é a maior comunidade do mundo e abriga 1800 pessoas em tratamento.

Para a ONU, o número de consumidores de drogas espalhados pelo mundo aumenta. Todo o ano o contingente envolve 200 milhões pessoas. Ou seja, equivalente a um universo de 5% da população mundial.

. Desses 200 milhões de usuários, ainda segundo a ONU, 110 milhões usam drogas ilicitas mensalmente. E 22 milhões são toxicodependentes.

O czar antidrogas da ONU, Antonio Costa, apresentou, mais uma vez, uma solução da cartilha norte-americana, da "war on drugs". Costa quer a testagem antidrogas em todos os trabalhadores. Quando da sua primeira visita à comunidade terapêutica de San Patrignano, o czar Costa tinha proposto testar as crianças das escolas, para verificar se usavam drogas. Agora, Costa dá o exemplo dos EUA para ser seguido, isto é, as empresas realizarem testagens nos trabalhadores.

Costa quer testagens antidrogas nos motoristas e naqueles que exercen atividades que colocam em risco a vida de terceiros.

ecstasy: o mercado que mais cresce. Holanda maior produtora mundial.


No relato apresentado, Costa confirma o que já se sabia com relação à Colômbia e que levou ao fim do Plano Colombia. Melhor explicando, a Colômbia, segundo Costa, produziu 687 toneladas de cocaína em 2004. A produção no Peru e na Bolívia cresceram, respectivamente, 28% e 16%. Assim, a redução colombiana, estimada em 30%, foi suprida e acrescida pelo Peru e a Bolívia.

Outro dado que se repete é o da economia do Marrocos depender da marijuana e do hashish. Para a ONU, são 120.500 toneladas a produção marroquina. E o czar Costa frisou que o Brasil, em 2005, poderá entrar na lista dos grandes consumidores´. HOje o maior consumo concentra-se na América do Norte, Austrália, Europa e África.

cocaína: Peru e Bolívia suprem a Colômbia e ampliam a oferta no mercado internacional.


O maior crescimento em oferta e demanda foi do ecstasy. A Holanda é a maior produtora de ecstasy e anfetamninas, com 76% da produção.

A maior produtora de metanfetaminas (mais potentes que o ecstasy e as semais anfetaminas) são China (50% do mercado), Myanmar (ex-Birmânia), Filipinas, INdonésia e Tailândia.


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