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COCA: guerra biológica à coca, na Colômbia.

Por IBGF/WFM

IBGF.20 de abril de 2006.


Mais uma vez, os colombianos voltam a debater a chamada guerra biológica contra a coca.

No ano passado (2005), veio a idéia de se utilizar a heloria noyesi (vide materias abaixo), até que se descobriu que poderiam destruir toda a floresta Amazônica, pois o cardápio da noyesi (aparece nos filmes de Walt Disney) não se limitava à folha de coca.

Neste ano, tramita no congresso dos EUA (vide retrospectiva abaixo) um incrível projeto de despejar, na Colômbia, fungos destruidores da Coca.

O mesmo projeto, neste abril de 2006, foi apresentado por deputados colombianos. Ou seja, uso de fungos para destruir o cultivo ilegal de coca na Colômbia.

No Senato, como já se sabe, será pedido um estudo científico sobre o impacto ambiental. Um recente relatório da Drug Alliance Policy (DAP) apontou para conseqüências devastantes, a atingir o homem e a natureza, caso viessem a ser usados fungos na destruição da folha de coca.

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IBGF,20 de abril de 2006

Mais uma vez, os colombianos voltam a debater a chamada guerra biológica contra a coca.

. Em 1998, ocorreu grande confusão quando se divulgou que o escritório de drogas das Nações Unidas (Unodc) cogitava de empregar na Colômbia, com autorização presidenncial, o "fusarium oxyporem (ver matérias baixos).

No ano passado (2005), veio a idéia de se utilizar a heloria noyesi (vide materias abaixo), até que se descobriu que poderiam destruir toda a floresta Amazônica, pois o cardápio da noyesi (aparece nos filmes de Walt Disney) não se limitava à folha de coca.

Neste ano, tramita no congresso dos EUA (vide retrospectiva abaixo) um incrível projeto de despejar, na Colômbia, fungos destruidores da Coca.

O mesmo projeto, neste abril de 2006, foi apresentado por deputados colombianos. Ou seja, uso de fungos para destruir o cultivo ilegal de coca na Colômbia.

No Senato, como já se sabe, será pedido um estudo científico sobre o impacto ambiental. Um recente relatório da Drug Alliance Policy (DAP) apontou para conseqüências devastantes, a atingir o homem e a natureza, caso viessem a ser usados fungos na destruição da folha de coca.

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RETORSPECTIVA

IBGF,18 de outubro de 2005.

Heloria Noyesi: lagarta devoradora só de coca?



Olho.

Foi apresentado no Congresso norte-americano um projeto de lei autorizando o emprego de fungos em culturas de coca. Isso em países que, como a Colômbia, fornecem cloridrato de cocaína ao mercado norte-americano. O projeto já tira o sono de ambientalistas. No governo Clinton cogitou-se do emprego do Fusarium Oxyporum", conhecido como "comedor de coca". Nos governos Uribe-Bush falou-se da Heloria Nyesi, uma largata que se alimenta da folha e das sementes da coca. O problema é quando acaba a coca e sobra o verde Amazônico.

Matéria

1.passados remoto e próximo.

Em 1998, o governo Clinton quis impôr as Nações Unidas o derrame do fungo Fusarium Oxysporum para emprego na Colômbia. O objetivo era destruir, com base em experiência de laboratório realizadas na Califórnia, a folha de coca, que é a matéria-prima para a elaboração do cloridrato de cocaína.

A idéia era do czar antidrogas do governo dos EUA, ou seja, o general Barry MacCafrey, um combatente na Guerra do Golfo, onde perdeu parte do antebraço numa explosão de mina terrestre.

No governo Uribe, sempre subserviente a Bush, veio a idéia da largata Heloria Noyesi, inofensiva apenas nos desejos e filmes de Walt Disney.

Os ecologistas reagiaram violentamente às duas propostas. Haveria uma guerra biológica que colocaria em risco a Floresta Amazônica. Isso porque o fim da coca levaria a disseminação do fungo e da largata para outras áreas verdes. E o fungo e a lagarta não aniquilavam apenas a folha de coca: o cardápio vegetal era mais amplo, a englobar vários verdes.

2.projeto legislativo de outubro de 2005.

Vários congressistas republicanos apoiam o projeto de travar uma guerra biológica contra a folha de coca colombiana, que já se espalhou, para fugir da fumigações, para os parques e reservas naturais daquele país. Os congressistas justificam o emprego do "Fusarium Oxysporum", nas áreas de cultivo colombiano de de coca, com o argumento de que a Colômbia fornece 80% da cocaína ofertada nos EUA.

O projeto será discutido na Câmara e depois passará ao Senado e, comenta-se, poderá unir republicanos e alguns democratas que cultuam a política da "war on drugas".

Consta do projeto a especificação de um fungo, ou seja, um micro-organismo com capacidade de destruir arbustos de coca, matéria prima para a elaboração do cloridrato de cocaína.

Hoje (18?10/2005) no Parlamento colombiano ouviu-se o indignado discurso do senador de esquerda Jorge Henrique Robledo", que tomou conhecimento do anteprojeto norte-americano. Da tribuna, Robledo bradou o seu "Não à guerra biológica com a qual os EUA querem vitimar a Colômbia". Ressaltou, ainda, danos ambientais e o vai-e-vem das propostas tendentes a aniquilar com as florestas.

Para os parlamentares que apóiam o projeto de lei, não se trata de guerra biológica. Para eles, o "Fusarium Oxysporum" é um "controlador 100% biológico". Esse fungo, segundo o projeto de lei, deverá ser espalhado apenas em regiões de plantio de coca, onde eliminariam as plantas.

Os favoráveis ao uso do Fusarium Oxysporum lembram um fenômeno natural (praga) ocorrido em zona cocaleiro do Peru, no Alto Huallaga, em 1984. Só esqueceram de contar que o Fusarium, depois de consumir a coca, atacou outras culturas. Em síntese, é um perigo e para não morrer tem toda a Amazônia para se espalhar.

Em 1998, por ocasião da Assembléia especial da ONU sobre drogas, o czar das Nações Unidas, PINO ARLACHI, em nota publicada, condenou o uso do Fusarium.

A posição de Arlacchi foi contestada pelo czar norte-americano, general Barry MacCafrey, que inistia no sucesso de experiências nos EUA e no Uzbequistão, lá relativamente ao plantio da papoula, donde se extrai o ópio. Na mesma ocasião, a empresa do pesquiszador David Sands (americano) fez proposta de acabar com o plantio de maconha na Flórida. Isso mediante o emprego de um fungo derivado da "família" do Fusarium. Para acabar com a maconha, a empresa de David desejava receber 10 milhões de dólares.

Um especialista em fungos alertou que o grande problema é que o Fusarium Oxysporum não vai querer morrer depois que acabar a última folha de coca. Os floricultores da Colômbia, segundo matéria publicada nos jornais locais, alertaram que uma espécie de Fusariu atacou os cravos cultivados. Houve necessidade de se transferir o plantio de cravos para outro país vizinho, pois o funco não morria, apesar do uso de potentes químicos.

Por outro lado, muitos cocaleiros já alertam que irão combater o fungo com todos os químicos preparados, tão logo sejam espalhados. Especialista em fungos, Tomas Sicard frisou ser o Fusarium oportunista, isto é, particularmente agressivo em um organismo enfraquecido. Assim, os camponeses afetados por leucemia, cancro e HIV-Aids poderão ficar vulneráveis.

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Retrospectiva.

O fim do Plan Colombia parece que abalou profundamente o presidente colombiano Alvaro Uribe. Ele persegue a idéia de acabar com a matéria prima usada na elaboração, em laboratórios químicos, do cloridrato de cocaína. Ou seja, quer liquidar com a folha de coca, produzida naturalmente nos Andres.

Heloria Noyesi: lagarta devoradora só de coca?


A idéia não é nova. No governo do presidente Bill Clynton, o czar antidrogas da Casa Branca, general Barry MacCaffrey, projetou uma guerra biológico à coca. A meta era disseminar o "Fusarium Oxysporum", que comeria a semente da coca.

O "fusarium oxysporum" foi testado na Califórnia. Como não havia a garantia de que só comeria a semente de coca ( e não as outras sementes), o presidente Clynton não embarcou na idéia do general. Não quis correr o risco de passar para a história como predador de florestas.

Uribe tem um estudo com a Heloria Noyesi, uma lagarta que depois vira mariposa e coloca ovos nas folhas de coca. Os óvos viram largatas esfomeadas por folha de coca.

Evidentemente, os ambientalistas estão preocupados com Uribe. No Plano Colômbia, em parceria com o governo norte-americano (Clynton e Bush), foram derramados herbicidas (glifosato) nas áreas de plantio. Resultado: danos ecológicos irreversíveis.

Folha de coca, matéria prima do cloridrato de cocaína.


Findo o Plano Coloômbia, Uribe anunciou que vai continuar a derramar herbicidas. Agora, nos Parques Nacionais (reservas naturais), pois o plantio de coca, para fugir às fumigações, migrou para essas áreas de proteção ambiental.

A "Heloria Noyesi " virou desenho de Walt Disney e integrou o filme Alice no País das Maravilhas. Para os ecologistas e ambientalistas, Uribe só com camisa-de-força.


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