São Paulo,  
Busca:   

 

 

Drogas Ilícitas

 

COLÔMBIA- CARTEL DO VALE NORTE- APREENDIDO SUBMARINO PARA TRANSPORTE DE COCAÍNA.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

1.SUBMARINO DO CARTEL DO VALE NORTE.

Submarino para transporte de 10 toneladas de cocaína


A polícia marítma colombiana apreendeu um submarino destinado ao transporte de cocaína. Foi uma encomenda do Cartel do vale Norte, chefiado por Diego Montoya Sanches

. O Cartel do Vale Norte é o único que remanesce, depois de desarticulados o Cartel de Medellín,-do falecido Pablo Escobar- e o Cartel de Cáli,- dos irmãos Orejuela (presos e extraditados aos EUA).

A apreensão foi realizada em Tumaco, na Costa do Pacífico, área de operação do Cartel do Vale Norte. A sua capacidade de armazenamento de cocaína atingia 10 toneladas, conforme revelou Eduardo Fernandez, chefe do Departamento Administrativo de Segurança (DAS) do governo Uribe.

O submarino foi todo feito de resistente fibra de vidro e só faltavam aparelhos de precisão. A polícia marítma, pelos seus serviços de inteligência, investigou 6 meses para chegar ao local onde se encontrava o submarino.

Submarino: primeira foto divulgada e impulsão potente


Os cartéis colombianos já usaram, para o transporte de cocaína, pequenos submergíveis. Ou seja, daqueles usadas para mostrar peixes e a flora marítma para turistas. Esta foi a primeira vez que um verdadeiro submarino é apreendido.

..........................

2.O CHEFÃO PLANETÁRIO DAS DROGAS: Don Diego. Abaixo(item3) o avanço de Don BEJA.

Diego Montoya Sánchez, de 41 anos, está com a cabeça a prêmio. Cabeça que vale US$ 2 milhões, mas que deve subir de preço.

Há dois anos o colombiano Don Diego está sendo caçado pela DEA, pela CIA, pelo FBI e pela polícia colombiana. Existe um mandado internacional de captura contra ele. Motivo: Diego Montoya é o número 1 do tráfico internacional de drogas e controla o Cartel do Valle Norte.

Don Diego: o número 1 das drogas


A heroína que começou a chegar ao Brasil provém de papoulas cultivadas nos seus campos e é refinada nos seus laboratórios. Don Diego está apostando no mercado brasileiro, em face da redução do consumo dessa droga narcótica (depressora, reduz a atividade cerebral e dá sonolência de um Morfeu) nos EUA e na Europa.

Os consumidores americanos e europeus migraram para as metanfetaminas, que são drogas sintéticas psicoativas. Preferem ficar agitados, ligados. Daí o Cartel do Valle Norte estar ofertando a heroína aos brasileiros. Antes, forneciam 90% da produção aos EUA e o restante ao México.

O cartel de Don Diego opera com a saída pelo Pacífico. Mas, também, usa o Brasil como corredor de passagem da cocaína destinada à Europa. Ele sabe da regra que todo país de trânsito vira grande consumidor. Isso já aconteceu com o Brasil, uma alegria para o bolso de Don Diego e seus dependentes.

O prêmio pela sua captura está estampado em panfletos espalhados pelas regiões colombianas de plantio e refino de coca, papoula e marijuana. Poderá subir e aproximar-se do oferecido por Pablo Emilio Escobar Gaviria. Em 1993, a encomenda pela morte de Escobar chegou a valer US$ 6 milhões.

Para localizar Escobar, os norte-americanos selecionaram e treinaram um grupo policial de elite, imune à força corruptora do Cartel de Medellín. Essa elite integrou o comando batizado como Bloque de Búsqueda.

Esse comando de elite sustentou-se nas informações dos paramilitares de direita, envolvidos no combate às duas guerrilhas de esquerda. As Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), por meio do seu coordenador, Carlos Castaño, tiveram papel fundamental na eliminação de Escobar. Na busca de Escobar, a norte-americana Drug Enforcement Administration (DEA) chegou a empregar aviões dotados de equipamentos radiogoniométricos. A DEA procurava captar, em algum lugar da Colômbia, a voz de Pablo Escobar.

Também os sonoros estampidos de uma pistola Sig Sauer, de 9 milímetros, sua inseparável arma.

A captação de voz foi eficaz quando, avisados pelos paramilitares de Castaño, os vôos deixaram a região de selva e concentraram-se no espaço de Medellín. Escobar escondia-se numa casa da sua propriedade, no bairro Los Olivos, e comunicava-se por rádio.

As coisas estão acontecendo de forma diferente na busca a Don Diego. Os representantes do governo W. Bush vacilam, pois são conflitantes muitos dos interesses políticos em jogo. Tudo porque Don Diego financia os paramilitares das AUC, sempre em luta permanente contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Don Diego injeta pesadamente dólares no Bloque Calima, das AUC, que atua no Departamento de Cauca, onde se encontra parte substancial da reserva petrolífera colombiana. Financia, ainda, as Autodefensas Campesinas Rojo Ata (Acra), no Departamento de Tolima.

E é Don Diego quem, na região do Valle, investe no refino e plantio de papoula em Tolima, Cauca e Nariño.

Vale acrescentar possuir Don Diego um coeso e bem armado “exército privado”. Recentemente, colocou seu potente “exército” para combater o denominado Bloque Ocidental das Farc, chefiado pelo guerrilheiro comunista Pablo Catatumbo.

Fora do campo de batalha, Don Diego figura como o maior suspeitos de mandar matar o monsenhor Isaías Duarte Cancino, de muito prestígio na região. As suspeitas recaíram em Don Diego em face de o clérigo criticar com veemência, nas prédicas, o narcotráfico promovido pelo Cartel do Valle e a guerrilha do bloco ocidental das Farc. Desejava motivar uma reação social.

Evidentemente, os paramilitares não têm interesse na prisão de Don Diego. Muito menos os mercenários, que são financiados pelas AUC, com dinheiro dele e não do Plano Colômbia, hoje rotulado de IRA (Iniciativa Regional Andina).

Projéteis do arsenal dos paramilitares das AUC


Muitos dos mercenários integram a força armada do cartel de Diego Montoya. Pelo divulgado na imprensa colombiana, os comandados de Don Diego massacraram 107 camponeses, na cidade de Trujillo, pertencente ao Departamento do Valle. Os camponeses executados eram considerados simpatizantes das Farc.

Em 1999, Don Diego acendeu ao high-ranking elaborado pela DEA e pela Interpol. Além da cocaína, seu Cartel do Valle fornece heroína e marijuana aos EUA e ao México. A carreira delinqüencial de Don Diego Montoya Sánchez começou no Cartel de Cáli, subordinado aos irmãos Rodríguez Orejuela. Atuou com os maiores nomes do narcotráfico internacional, como Alejandro Bernal Madrigal (Juvenal), Hermano Gómez (Rasguño), Helmer Pacho Herrera, José Santacruz Condono, Victor Julio Patino (Fomeque).

Esteve ligado aos irmãos Ochoa, potentíssimos narcotraficantes do Cartel de Medellín, que, depois das extradições para os EUA, se tornaram colaboradores da Justiça norte-americana.

Hoje, os três irmãos Ochoa – Fabio, Juan David e Jorge Luis – exploram suas grandes fazendas e criam cavalos de raça. No acordo com os norte-americanos, conseguiram preservar a fortuna conseguida com o tráfico de cocaína.

O Cartel do Valle do temido Don Diego estabeleceu-se na região ocidental colombiana, onde a principal unidade militar do país conta, na cidade de Tulua, com 110 homens. Os domínios do Cartel do Valle alcançam, também, parte do importante vale do Rio Magdalena.

O cartel domina plantios em Cauca, Tolima e Nariño e controla todas as saídas da droga pelo Pacífico. Mantém mais de 50 laboratórios de refino de heroína e cocaína nas áreas rurais de Roldanillo, El Guamo, Ortega e Ibaguè. Seus laboratórios refinam grande parte da coca produzida em Guaviare, Vaupes, Caquetà e Putumayo.

Ao Cartel do Valle atribuiu-se o aumento internacional de oferta da cocaína. No último ano, a Colômbia conquistou outros 5% do mercado consumidor de cocaína. Ou seja, a Colômbia já fornece 85% da cocaína consumida no planeta.

Por baixo, a ONU, pela sua agência de drogas sediada em Viena, estimou em 1.200 toneladas a quantidade de cocaína exportada anualmente pela Colômbia.

Nos EUA, Don Diego foi condenado por liderar organização criminosa colombiana dedicada ao tráfico internacional de cocaína e heroína. A sentença é de 4 de novembro de 1999. A pena imposta pelo juiz federal Stephen Brow foi a de prisão perpétua.

O processo condenatório derivou do fato de Don Diego ter exportado para os EUA mais de mil toneladas de cocaína pura em um ano. Essa droga foi embarcada em portos do Equador e do México.

No México, houve acordo entre os cartéis do Valle e de Tijuana. Este último cartel foi mostrado no filme Traffic e leva o nome da cidade que faz fronteira com a norte-americana San Diego. O cartel de Tijuana sempre cuida da remessa de drogas, a partir do Golfo da Califórnia.

Colômbia:a ousadia dos chefões do cartel do vale Norte.


Assim como Escobar, Don Diego celebrou acordo com as máfias da Galícia – espanhola – que anualmente redistribuem 650 toneladas de cocaína colombiana para a Europa.

Por Cauca e Tolima, Diego Montoya circula em um velho jipe Willys. Muitas vezes, ao lado de uma conhecida modelo fotográfica. Como todos nessas cidades sabem, o casal passa os finais de semana às margens do Lago Calima.

Como se pode perceber, Don Diego tem papel relevante com os paramilitares. Sua imagem, no entanto, macula a de Carlos Castaño, que se apresenta como o chefe de uma organização paramilitar que conseguiu, patrioticamente, vencer o narcotraficante Escobar.

As organizações paramilitares dependem dos financiamentos de Don Diego e, por si, não conseguem, no caso da sua prisão ou eliminação, operar internacionalmente o tráfico. Não conseguiriam sair da venda a varejo, no seu próprio território.

3. OS MEGATRAFICANTES Don BEJA e Don DIEGO: retratos sem retoques da Colômbia, com tráfico, Plan Patriota e a divisão dos paramilitares das AUC

Está prestes a virar pó o “Plan Patriota” do presidente colombiano Álvaro Uribe Vélez. Um plano selado com o “nihil obstat” do governo George W.Bush.

Embora acene para a celebração de um processo de pacificação nacional, o “Plan Patriota” cuida, na verdade, da execução de uma estratégia antiguerrilha dirigida a aniquilar as Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colômbia (Farc).

Em face do “Plan Patriota”, grupos militares móveis do exército colombiano foram adestrados por especialistas norte-americanos, cujo governo fornece, ainda, suporte financeiro e equipamentos bélicos e de espionagem. Não fosse o deslocamento da maior parte dos oficiais instrutores norte-americanos para o Iraque, o “Plan Patriota” teria conseguido, bem antes, o recuo de membros infiltrados das Farc em áreas urbanas.

As baixas nas hostes das Farc foram consideráveis e repercutiram. Um exemplo disso foi a prisão de Simon Trinidad, pertencente ao grupo de intelectuais que influencia o líder Manuel Marulanda, apelidado Tirofijo, fundador, em 27 de maio de 1964, dessa organização insurgente.

Marulanda: pintado por Fernando Botero


Simon Trinidad foi preso no Equador. No governo Andres Pastrana que antecedeu ao de Uribe,Simon Trinidad participou, como representante das Farc, das negociações na chamada zona desmilitarizada de San Vicent del Caguàn.

No dia 31 de dezembro de 2004, Simon Trinidad foi extraditado para os EUA.

Além de Simon Trinidad, as Farc perderam cerca de sessenta importantes comandantes de frentes guerrilheiras, como Edgar Navarro Morales, apelidado El Mocho.

Isso levou, evidentemente, a um recuo das Farc para a região de selva, onde combatem há mais de 40 anos, com sucesso. Aí, os especialistas militares contam pouco, em termos de experiência e carregam na memória o sucedido no Vietnã.

O recuo guerrilheiro para as áreas de domínio foi ordenado por Marulanda, com 75 anos de idade completados em 2004. Conforme revelam os analistas, trata-se de uma chamada ao combate na selva, com ataques provocativos contra postos militares e de polícia, em centros rurais. E essa estratégia defensiva, e também de trégua nas práticas terroristas urbanas das Farc, surpreendeu os “generais gringos” idealizadores do “Plan Patriota”.

Outra surpresa desagradável para a dupla Uribe-Bush. No final de agosto de 2004, eles acabaram de ouvir um retumbante “não” das Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colômbia (Farc).

O direitista Uribe pretendia, como as Farc feridas e com baixas significativas, envolvê-las no referido processo de pacificação nacional. Isso para colocar fim à guerra civil iniciada em 9 de abril de 1948, quando foi assassinado, em período eleitoral, o líder popular Jorge Eliécer Gaitán, candidato imbatível à presidência.

O conflito colombiano, nas últimas avaliações, consome, anualmente, 25% do pib, ou seja, cerca de US$23 bilhões de dólares.

A desconfiança e o objetivo marxista da guerrilha representam componentes a impedir o diálogo. No ano de 1953, conservadores e liberais, abriram caminho para o general Gustavo Rojas Pinilla dar um golpe de estado, com a promessa de pacificar o país e conceder anistia aos grupos guerrilheiros de então. Os rebeldes acreditaram no ditador Rojas e os que depuseram as armas foram massacrados.

Nota-se, ainda, que a desconfiança decorre de um cenário bem transparente e revelador de injustiça social, de corrupção institucional galopante e de uma elite predadora. No último censo realizado em 2002, a Colômbia contava com 43,6 milhões de habitantes. Quase 33,0 milhões de colombianos vivem diariamente com menos de US$2,0. A propósito vale lembrar as riquezas colombianas extraordinárias em água, petróleo, esmeraldas, metais preciosos, e uma biodiverrsidade amazônica quase inexplorada.

O “Plan Patriota” tem o lado das organizações dos paramilitares de direita, sempre simpáticas ao governo Uribe, que deseja envolver 1 milhão de civis no combate às guerrilhas de esquerda. Aliás, uma velha tradição da elite colombiana. Os latifundiários, os ricos e os poderosos, sempre criaram “exércitos privados”, a título de defesa da guerrilha e da delinqüência, comum e organizada.

Desde o início do governo Uribe, começou uma disputa interna nas diferentes organizações paramilitares, onde as Autodefensas Unidas da Colômbia (AUC) são as mais fortes e organizadas.

O líder das AUC, Carlos Castaño, desapareceu em abril de 2004, depois da chegada à Colômba de um pedido de extradição dos EUA. Pelo Tribunal norte-americano da Flórida, Castaño está definitivamente condenado por tráfico internacional de toneladas de cocaína.

As AUC nasceram pelas mãos de Felipe Castaño, morto pelas Farc. O seu irmão e sucessor Carlos transformou, nos últimos dez anos, as Auc em cartel de drogas.

Para isso, Castaño trouxe para a organização Diego Murillo Bejarano, membro do operante Cartel do Vale Norte e do extinto cartel de Medellín, fundado por Pablo Escobar.

Diego Murillo Bejarano, apelidado Don Berna, aliou-se a Diego Montoya Sanches, Don Diego, financiador das AUC e considerado o maior traficante de drogas ilícitas do planeta.

No site da Embaixada dos Estados Unidos em Bogotá pode ser visto o pedido de extradição de Don Berna, que “ sustena el titulo de Inspector General de las AUC”, e está acusado, perante a corte federal de Manhattan, de tráfico de toneladas de cocaína para os EUA. Consta da acusação que o tráfico internacional, por intermédio do cartel das AUC, serve “para financiar sus actividades terroristas paramilitares y enriquecer a sus jefes”.

Com efeito, a divisão interna das AUC deriva de duas posições inconciliáveis. Um dos grupos, integrado por Castaño e o megatraficante Don Berna, pretende continuar as negociações de “paz” (Plan Patriota) com o governo Uribe.

Essa “pacificação”, numa correta chave de leitura, significa anistia, não extradição aos EUA e formação de um partido político de direita, sem esquecer que o narco-chefão Pablo Escobar já foi deputado colombiano. Em outras palavras, um partido de traficantes de drogas, apagado com a borracha do Plan Patriota os antecedentes criminais dos seus membros, autores de toda sorte de violação de direitos humanos.

Nas Auc, o grupo de oposição a Castaño e a Don Berna é formado por Salvatore Mancuso, um imigrante italiano dos anos 60, latifundiário e até pouco tempo atrás um “longa mano” de Castaño.

Uma outra olhada do site da Embaixada Americana em Bogotá, mostra um registro interessante, em termos de “caradurismo”, em especial pelas esquecidas alianças: “As AUC foram reconhecidas como organização terrorista internacional pelo secretário de Estado Colin Powel, em setembro de 2001. O então secretário Powell ressaltou que as AUC realizaram numerosos atos de terrorismo, incluído o massacre de civis, a expulsão em povoados e o seqüestro para fim de extorsão de políticos”.

Numa das reuniões realizadas, no bojo do processo de pacificação e entre membros do governo Uribe e das AUC, descobriu-se a presença de dois negociadores com nomes falsos. Na verdade, eram traficantes internacionais procurados pela Justiça norte-americana.

Como se nota, prevalece nas AUC a busca da impunidade por meio do processo de paz, contra a linha de Macuso. Ou seja, objetiva o grupo de Mancuso a continuação da autoproclamada “luta patriótica” contras as Farc, com a continuação, na clandestinidade, do tráfico de cocaína, heroína e marijuana.

O grupo contrário, quer a anistia e não se importa em declarar, da boca para fora, que deixará as armas. Evidentemente, não vai abdicar do narcotráfico, com Don Diego e Don Berna. No mês de dezembro de 2004, as televisões mostraram Mancuso chorando, enquanto presidia uma solenidade de deposição de armas. Puro jogo de cena, com o objetivo de agradar e sair da lista dos extraditáveis por tráfico de drogas e seqüestros.

Apesar do quadro desfavorável, o presidente Uribe aparenta confiança, mais para ampliar as doações para o seu Plan Patriota e cativar a platéia internacional, em especial a União Européia.

Enquanto a oferta internacional da cocaína não sofre abalos com o Plan Colômbia, como acaba de reconhecer no México o czar norte-americano antidrogas John Walters, nota-se que a dupla Don Diego e Don Berna fixam-se como chefões do Cartel do Vale Norte e já re-inauguraram o Cartel de Medellín.

3.DON DIEGO, SUCESSOR DE ESCOBAR- jornal EL TIEMPO-dezembro de 2003.

-Don Diego' es el motivo de la nueva guerra entre narcotraficantes-

Don Diego: o número 1 das drogas


Por temor a ser delatado, el considerado por la DEA como sucesor de Pablo Escobar, enfrenta a sus ex socios. La Policía colombiana dice tener las respuestas al asesinato de un ganadero vinculado al narcotráfico, ocurrido en Cartagena en diciembre pasado, y a la aparición de cuerpos mutilados en el norte del Valle, Quindío y Caldas. Investigadores sostienen que esta cadena de homicidios obedece a la nueva guerra entre capos del norte del Valle, Cali y un reducto de Medellín, que se enfrentan a Diego León Montoya Sánchez, 'Don Diego'.

Sobre este presunto capo y reconocido por las autoridades estadounidenses y colombianas como el nuevo zar de las drogas, pesa una orden de extradición expedida por una corte federal del sur de Florida (Estados Unidos).

El juez Stephen T. Bwoun -quien lleva el proceso desde hace más de un año- indica que Montoya es responsable de concierto para importar cocaína y lavado de dinero y que maneja el 20 por ciento del mercado de narcóticos en Colombia.

Versiones extraoficiales señalan que varios narcotraficantes siguen buscando una vía de arreglo para que la justicia de Estados Unidos les otorgue penas más bajas a cambio de rutas, bienes e información sobre el negocio manejado por Montoya, así como por su paradero.

El primer asesinato de la cadena que se investiga se registró en Cartagena, en plenas fiestas decembrinas, a la salida de una prestigiosa discoteca.

Miguel Solano, ganadero y señalado narcotraficante, fue baleado por desconocidos. El vínculo de Solano con el narcotráfico data de 1995, cuando la Policía allanó varias viviendas en Cali dentro de la operación 'Centauro II'. Fuentes de la propia mafia le dijeron a este diario que 'Miguelito', como se le conocía, era buen amigo de 'Don Diego'. Pero tras gestionar un arreglo con la justicia de E.U., la mafia empezó a temer que el posible acuerdo hubiese incluido la delación de capos.

Semanas después de su muerte, empezaron a aparece personas descuartizadas en el Quindío, zona de influencia del cartel del Norte del Valle, Caldas y Risaralda. Tal como EL TIEMPO lo reveló, el estado de los siete cuerpos hallados impidió establecer la identidad de las víctimas. Lo único que ha revelado el análisis de dos de los cadáveres es que se trataba de gente adinerada: usaban cadenas de oro y zapatos italianos, marca Roberto Cavalli.

Frente a embajada

El episodio más reciente relacionado con esta vendetta se registró en Bogotá. El cadáver de un hombre fue encontrado en los alrededores de la embajada de Estados Unidos en Colombia.

La Policía Metropolitana encontró el cuerpo el pasado 15 de marzo, amarrado de pies y manos y con un tiro en la nuca. Además, una cinta adhesiva le cubría la boca. La identidad de la víctima -de cerca de 30 años- aún no ha sido establecida.

"Se trataba de un muchacho que trabajaba para Diego y que, al parecer, le pasaba información a la DEA. A él le atribuyen el hecho de que la justicia haya estado a punto de capturar a Diego en dos ocasiones", señaló un hombre cercano al caso. Ese supuesto vínculo, dice la fuente, explica el porqué su cadáver fue tirado en una zanja cercana a la sede diplomática.

Esta es la tercera gran guerra en la mafia. La primera la desató Escobar, en 1990, cuando se encontraba acorralado. La segunda, que data de 1998, ha cobrado la vida de más de 100 personas y aún no ha culminado. En ella se enfrentan los herederos del cuarto hombre del cartel de Cali, Hélmer 'Pacho' Herrera, asesinado en la cárcel de Palmira, con algunos de sus enemigos del cartel del Norte del Valle, liderados por Orlando Henao Montoya. Este también fue asesinado en prisión.

4)SOBRE A APREENSÃO DO SUBMARINO- jornal EL TIEMPO.

Transcrição do publicado no jornal EL TIEMPO.

Descubren en Nariño submarino que zarparía este mes con al menos 10 toneladas de droga hacia E.U.

Donde fue construida la nave, se descubrió un cristalizadero para el procesamiento de droga y dos lanchas rápidas de 45 pies cada una.

El hallazgo, producido este viernes, fue del DAS, la Fuerza Naval del Pacífico, la Infantería de Marina y los guardacostas del Pacífico, en zona rural del municipio Salahonda (Nariño).

Cada pieza para construir el submarino fue trasladada por mar, el único camino para llegar a este campamento, en una región de esteros, a la que solo se puede llegar navegando por aguas peligrosas.

Eduardo Fernández, director de la seccional del DAS del Valle, dijo que, según los primeros informes, la embarcación estaba lista desde enero pasado y anotó que en el ensamblaje habrían participado personas de Buenaventura y Cali.

Sin embargo, no se ha determinado si el aparato pertenece a grupos de narcotraficantes del departamento o si es de la guerrilla. Se sabe que en la zona opera el frente 29 de las Farc.

El DAS tiene informes de que la construcción de este narco submarino empezó en octubre del año pasado y que es mucho más pequeño y!de menos tecnología en comparación con el que la Policía Nacional encontró hace cinco años en una bodega en Facatativa.

"Pretendían sacar clorhidrato de cocaína, al parecer a Estados Unidos", dijo el oficial, quien agregó que desde hace seis meses se le seguía la pista al navío.

Fernández, quien se abstuvo de informar si hay capturados, anotó que ayer en la tarde no conocía de nuevos reportes, pues sus detectives no habían podido salir de la zona por causa del mal tiempo.

El comandante de la Fuerza Naval del Pacífico, capitán de navío Jairo Javier Peña, dijo que este tipo de embarcación ha sido utilizada para llevar droga por el Caribe. De hecho, aseguró que años atrás en otros operativos se han incautado sumergibles en Cartagena y Santa Marta.

CALI Y PASTO.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet