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Drogas Ilícitas

 

DROGAS: III Giro semanal (21 a 27 março de 2005) mortes por overdose em presídios. Selecionados sete fatos que marcaram a semana.

Por IBGF/WFM

1) MORTES por overdose em presídios.


Dez presos morreram em razão de overdose de drogas ilícitas, --usadas por via injetável--, em presídios da Catalúnia, no ano de 2004.

A informação, divulgada na quinta feira 25 (maerço de 2005), gerou grande repercussão em toda a Espanha. Isso porque pensava-se que ocorrências iguais a do ano 2000 não iriam mais acontecer. Só para lembrar, no ano de 2000, morreram 77 presidiários de overdose de drogas ilícitas, nos presídios da Espanha.

Pelo jeito, conforme destacaram os veículos de mídia, a administração penitenciária continua a não controlar a entrada de drogas nos cárceres. E ainda não se sabe se por corrupção ou má-vigilância.

Em face do acontecido, o governo espanhol determinou a publicação de boletins mensais sobre ocorrências nos presídios.

A elaboração dos boletins ficará a cargo da Conselheria de Justicia, que foi o órgão que descobriu e revelou os 10 casos de mortes por overdose.

Além das 10 mortes por overdose, ocorreram, nos mesmos presídios da Catalúnia, 8 mortes por HIV-Aids (suspeita-se de transmissão por uso injetável de drogas), 8 suicídios e 30 mortes por doenças diversas. Houve só 1 caso de morte por briga entre detentos

2.Observatório francês para o fenômeno das drogas.

O Observatório realizou levantamentos sobre as conseqüências sociais, sanitárias e judiciárias a respeito do uso de drogas,--lícitas e ilícitas---, entre os franceses.

Pelo apurado, 850 mil franceses fumam haxixe (resina derivada da cannabis) mais de 10 vezes ao mês. Os casos de intoxicação agudas estão presentes entre os fumantes de tabaco do que de haxixe. Nâo houve nenhum caso de intoxicação aguda por haxixe ou maconha.

Marrocos: a capital mundial do haxixe


Quanto ao álcool, 13,1 milhões de franceses tomam bebidas, mas somente 4,0 milhões foram considerados em situação de risco.

O tabaco(nicotina) mata, todos os anos, 60 mil franceses. Os mortos por alcolismo, por ano, somam 45 mil. Portanto, o tabaco mata mais do que o álccol.

A tendência, para o próximo ano, será de as mulheres se aproximarem dos homens com relação ao consumo do tabaco-nicotina.

3.Apreendido submarino do cartel do vale Norte, para tráfico de cocaína. Veja matéria no site do IBGF 4.Foi abordado pela mídia européia o acordo celebrado entre a Justiça e a indústria Souza Cruz de Cigarros (veja matéria no site do IBGF).

5.Veja no site, também, a visita do czar antidrogas de Israel e a promessa de doações de aviões, com tecnologia de ponta e com vôos sem piloto, para o Equador.

6.Ainda, consulte o site do IBGF sobre a apreensão de um submarino feito a mando do cartel do Vale Norte para transportar cocaína.

7. Milícias privadas a expulsar traficantes em morros do Rio de Janeiro foi tema amplamente abordado na Europa. O artigo publicado no site do nosso IBGF foi reproduzido na imprensa italiana.



Segue o texto publicado, em italiano:

"27-03-2005, ore 15:00:09

Le milizie espellono lo spaccio e lo Stato dalle colline di Rio de Janiero

Walter Fanganiello Maierovitch*

A Rio de Janeiro, 92 favelas sono sotto il permanente rischio di sparatorie. Il motivo e' la presenza delle organizzazioni criminali, che controllano il territorio e la societa'. In queste favelas, come sa perfino il bondinho (il tram) del Pan di Zucchero, lo Stato non garantisce la sicurezza pubblica, e le associazioni criminali, fortemente armate, diffondono la paura e impongono la loro legge.

In alcune di queste favelas esiste perfino il "coprifuoco". Dopo le 22, senza autorizzazione, agli abitanti e' vietato oltrepassare i confini per tornare a casa. Questa situazione di secessione e di incompetenza dei governi, statali e federali, per mantenere l'ordine e garantire la tranquillita' sta portando ad una lettura non corretta di cio' che e' avvenuto nelle 42 favelas carioca, situate a Jacarepaguá e a Barra da Tijuca.

Undici milizie private e armate hanno espulso dalle favelas trafficanti di droghe e persone associate alla criminalita' organizzata. Gli abitanti, i commercianti e quelli che si dedicano al trasporto alternativo pagano per mantenere le milizie, a seconda della propria capacita' finanziaria. Con questa operazione, e' tornata la pace sociale. Di queste undici milizie, sei sono comandate da poliziotti dell'arma della Polizia Militare Statale, che agiscono dopo l'orario d'ufficio.

Come si puo' verificare, in 42 favelas, le milizie private riescono a mantenere l'ordine, cosa che lo Stato non assicura alla popolazione. La cosa grave e' che, oltre ai trafficanti, le milizie hanno finito, di fatto, con l'espellere lo stesso Stato. La, nessuno ha piu' bisogno delle forze dell'ordine dello Stato. Come dimostra la storia recente, "milizie" e "squadroni della morte", quando si rafforzano, passano a governare il territorio, imporre le proprie "leggi" e far valere la "giustizia" direttamente, in sostituzione di quella dello Stato.

A Rio, come nella Sicilia di Cosa Nostra, i commercianti pagano la "tassa di protezione", il cosiddetto "pizzo". Durante un viaggio in Brasile, due anni fa quando faceva parte del "pool" dei procuratori antimafia di Palermo, il magistrato Roberto Scarpinato, denuncio' come il 60% dei commercianti di quella citta' pagavano il "pizzo". Questo per evitare furti e perfino incendi intenzionali nei loro negozi.

A New York, anche la mafia siculo-americana, al tempo di Lucky Luciano, chiedeva il "pizzo" ai commercianti e cooptava poliziotti.

La cosa incredibile di tutto questo, e' che dopo il reportage del quotidiano O Globo, che ha rivelato la presenza delle milizie private in 42 favelas di Rio, la "famiglia Garotinho" (la governatrice attuale e il marito, gia' governatore dello Stato di Rio) e il ministro della Giustizia del governo Lula, hanno emesso solo silenzio. Come se andasse tutto ottimamente.

* Gia' segretario antidroga del Brasile


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