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Drogas Ilícitas

 

COCAÍNA: última pesquisa.

Por IBGF/WFM





Os químicos a serviço do crime organizado têm sempre uma solução quando faltam insumos nos laboratórios clandestinos de refino de drogas. Ou seja, a oferta de cocaína não falta nunca.


Por força de leis nacionais e de convenções das Nações Unidas, o fabrico e a exportação de insumos químicos devem ser controlados, fiscalizados. Em especial com relação ao éter e à acetona, empregados no refino da cocaína e da heroína.

Interessante recordar que os países andinos de plantio e refino da folha de coca não possuem indústrias químicas. Assim, os insumos vêm sempre de fora. Ou melhor, chegam aos laboratórios clandestinos por meio de contrabando ou de desvios de químicos importados regularmente.

O cimento cinza usado na construção civil é empregado como insumo substitutivo pelos "cartelitos" colombianos. E a aplicação do permanganato de potássio tem de ser dobrado para se garantir a brancura do pó, ou seja, do cloridrato de cocaína. Por evidente, o "papelote" de cocaína vendido não tem bula de acompanhamento. Não consta no invólucro aviso de o usuário estar jogando cimento nos seus pulmões.

A mais recente pesquisa relacionada ao risco decorrente do consumo de cocaína acaba de ser divulgada na Suíça. Trata-se de uma pesquisa da Fundação Suíça de Cardiologia. O resultado é assustador: "O risco de infarto é 24 vezes superior ao normal". Ainda que aspirada pela primeira vez, o efeito pode ser fatal para o coração e para o cérebro.

Segundo os pesquisadores, a cocaína acelera a pulsação e aumenta a pressão arterial. Então, o coração passa a precisar de mais oxigênio e as artérias coronárias se contraem. Pode ocorrer a formação de coágulos fatais ou a lesionar o cérebro.

Além disso, existe a sensação de contração do tórax. Pelo concluído pela Fundação Suíça de Cardiologia, 1/3 dos consumidores de cocaína sofrem de angina pectoris. O risco de infarto, - que é 24 vezes superior ao normal -, cresce ainda mais quando usados cocaína e bebida alcoólica na mesma ocasião.

A referida fundação helvética de cardiologia não está a serviço da propaganda americana de demonização do uso de drogas, onde valem até mentiras, para assustar e inibir o uso.

Em resumo. O risco constatado pelos cardiologistas suíços são verdadeiros e elevados. E a pesquisa realizada merece crédito e reflexão.


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