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O AVIADOR: DI CAPRIO no cinema e JUANITO,aviador de Escobar, é preso na Colômbia

Por IBGF/WFM





O noticiário internacional está dividido entre dois lendários aviadores. De um lado, o falecido milionário norte-americano Howard Hughes. Do outro, o colombiano Juan de Jesús Gil Aguilar, apelidado “Juanito”, preso na madrugada desta sexta-feira (11 de fevereiro).

O primeiro aviador referido, Hughes, é mostrado no filme de Martin Scorsese. Um filme que acaba de ganhar três globos de ouro, prêmio ofertado pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood.

O Aviador de Scorsese levou os prêmios de melhor filme dramático, melhor trilha sonora e melhor ator, que foi Leonardo Di Caprio
DI CAPRIO,em O AVIADOR.


Di Caprio faz o papel do aviador norte-americano Howard Hughes, que agitou o início do século XX pela sua fortuna patrimonial e excentricidades.

Aos 20 anos de idade, por exemplo, o lendário aviador Hughes era o maior perfurador de petróleo do mundo. Como conseqüência, virou o homem mais rico do planeta.

Além de empresário, Hughes produziu e ganhou um Oscar de melhor filme, isso aos 22 anos de idade. Como aviador, seu maior feito foi dar a volta ao mundo em quatro dias, num vôo solitário e pilotando um bimotor.

No Brasil, além do filme O Aviador, as livrarias colocaram à venda dois livros sobre Hughes. Homem recluso e cheio de manias, Hughes teve morte misteriosa e abriu-se uma grande batalha na disputa pela herança deixada.

O outro aviador, Juanito, foi preso norte da cidade de Bogotá. Há quinze anos, Juanito estava sendo “caçado” pela polícia colômbia e pela agência norte-americana antidrogas (DEA).

Apesar de foragido há quinze anos, Juanito nunca deixou de pilotar aviões que transportavam cocaína para os EUA, México e Caribe. Fora, evidentemente, os vôos internos pela Colômbia, sempre carregados de insumos químicos e cloridrato de cocaína.

Juanito foi o piloto de Pablo Escobar, fundador e operador do Cartel de Medellín. Como especialista, Juanito organizou para Escobar o “Expresso da Cocaína”. Ou seja, gerenciava uma frota de aviões de transporte de cocaína que partiam da “Tranquilândia”, nome da localidade onde ficavam os laboratórios de refino de Escobar.

A propósito, o nome “Tranquilândia” deveu-se ao fato de a polícia nunca por lá incomodar.

Com a morte de Escobar em 1993 e os desmantelamentos dos Cartéis de Medellín e Cáli, restou na Colômbia apenas o mega-cartel do Vale Norte, dirigido por Diego Montoya Sanches, apelidado de Don Diego.

O respeitável “curriculum vitae”,--- criminal e de aviador---, levou Juanito para o Cartel do Vale Norte. E o piloto Juanito passou a realizar navegações aéreas pelo Pacífico, numa rota a atender o Cartel colombiano do Vale Norte e o parceiro Cartel mexicano de Tijuana.

Como se percebe, a vida do aviador Juanito também daria um filme dramático. Talvez um Aviador II, com os talentos de Scorses e de Leonardo di Caprio e um novo Record de bilheterias.


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