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Drogas Ilícitas

 

LUBRIFICANTE CONTRA A COCAÍNA

Por IBGF/Jornal do Terra



Por uma questão econômica, as máfias investiram pesado nas drogas sintéticas. Elas apostaram nas drogas elaboradas em laboratórios. Só com insumos químicos e, portanto, sem necessidade de matéria-prima natural como, por exemplo, a folha de coca.

Dessa maneira, misturas de componentes químicos possibilitaram a colocação no mercado consumidor de potententes metanfetaminas. E os lucros aumentaram. A respeito, dá para imaginar a economia de custos decorrente da substituição da cocaína por uma droga sintética elaborada no próprio país de consumo. Custo mais barato, por evidente, daquele referente à cocaína refinada nos Andes e distribuída para o Primeiro Mundo.

Pois bem. Na prática, a estratégia da substituição da cocaína pelas drogas sintéticas psicoativas não foi tão vantajosa para as máfias. Apareceu a concorrência, pois qualquer pessoa podia preparar e comercializar droga sintética de fundo-de-quintal.

Resultado: as máfias repensaram as estratégias. Resolveram contaminar, “poluir”, as drogas sintéticas e provocar internações hospitalares ou mortes por envenenamento. Por exemplo, colocaram no mercado consumidor anfetamina misturada a veneno de rato ou similares.

Diante dos riscos, a cocaína voltou a reinar. Ou melhor, os lucros foram retomados pelas máfias. Em razão disso, nas discotecas, restaurantes e bares (“pubs) de países do Primeiro Mundo, voltaram aos banheiros os papelotes de cocaínas.

Só para lembrar, os banheiros continuam sendo o reduto da predileção dos “cheiradores” de cocaína. Nos banheiros, os usuários procuram superfícies planas para espalhar “carreiras” de cocaína a ser aspiradas (“cafungadas”).

Na incansável busca de “salvar os banheiros”, a polícia do Reino Unido encontrou uma solução simples e bastante curiosa. Por meio do conhecidíssimo lubrificante WD-40, made in USA.

O WD é um lubrificante penetrante, até de emprego doméstico. Esse lubrificante é usado, comumente, para facilitar a remoção de parafusos enferrujados e emperrados. Também para lubrificar correntes de bicicletas, etc.

A proposta da polícia britânica é de espalhar o produto (WD-40) nas superfícies lisas das discotecas, restaurante e bares. Em especial do velho reduto, ou seja, nos banheiros. A cocaína colocada em superfície com WD, em face da reação química provocada, fica com o princípio ativo “congelado”. A chamada “carreira” de cocaína fica congelada e a perde a eficácia.

Como se percebe, o problema de consumo em bares, clubes, dicotecas e restaurantes, pode ser solucionado com o lubrificante. Agora, para qual outra superfície o pó de cocaína vai escorregar a polícia inglesa ainda não sabe dizer.


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