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MACONHA TRANSGÊNICA em São Paulo.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

De onde chegou a maconha transgênica encontrada um bairro da zona sul da capital de São Paulo?

Foram sessenta (60) pés de maconha, misturados a outros cultivos, como mandioca e mamão. O terreno fica na Vila Alexrandrina, próximo à represa de Guarapiranga, que abastece a cidade.

Para os policiais civis que encontraram á plantação, com boa altura e pronto para os cortes, as sementes vieram da Bahía

Como se sabe, a Secretaria Nacional antidrogas, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, implantou, no chamado Polígono da Maconha (no Estado de Pernambuco), um projeto de cultivos substitutivos à maconha, com verbas do Banco do Nordeste. O projeto chamou-se Moxotó-Pajeú, nome dos dois rios que cortam a região. Simultaneamente, realizou-se a operação de erradicação das áreas de cultivo, e o projeto recebeu o nome de Mandaca´ru (planta do sertão igual a um cactus espinhoso).

Por falta de execução do elaborado no Projeto, não ocorreu acompanhamento por satélite e fotografias aéreas. As áreas de plantios, então, migraram para os Estados da Bahía e Maranhão. Com efeito, se verdadeira a informação dos policias de São Paulo, poderá estar ocorrendo plantio de maconha na Bahía, com sementes de maconha geneticamente modificadas

O mais provável é que as sementes tenham vindo do Paraguai, país que inunda o mercado brasileiro com bebidas alcoólicas falsificadas (especialmente whysky escocês), contrafação de roupas de grifes famosas, cigarros de fumo paraguaio em caixas falsificadas de conhecidas marcas norte-americanas, etc.

A maconha proveniente de semente geneticamente modificada é cultivada, desde o início do ano de 2003, no Paraguai. O plantio inicial ocorreu na cidade paraguaia de Capitán Bado, vizinha ao Estado brasileiro do Mato Grosso do Sul.

Em Capitán Bado, o primeiro corte da maconha é realizado a cada 90 dias. Na planta de semente comum, não modificada geneticamente, os cortes são realizados a cada 180 dias. Portanto, a chamada maconha transgênica é tirada para venda na metade do tempo, fato que duplica a oferta e, evidentemente, os lucros.

Segundo órgãos de inteligência, as sementes geneticamente alteradas são elaboradas em laboratórios clandestinos nos EUA e Holanda. Vale acrescentar, ainda, que as máfias internacionais, depois da queda do Muro de Berlim, contrataram os químicos desempregados do Leste Europeu.

O investimento suplantou os US$ 180 milhões e foram elaboradas sementes modificadas de coca e maconha, além de drogas sintéticas. Para comprovar que a coca não dá só nos Andes, a criminalidade usuou sementes especiais e realizou plantios, com sucesso, na Ilha de Samoa (Pacífico)

A maconha paraguaia atende aos mercados consumidores do Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. O maior centro paraguaio de cultivo e oferta de maconha transgênica é o Estado de Canindeyu, que faz fronteira com o Mato Grosso do Sul.

Nas montanhas de Canindeyu, o ciclo de produção é contínuo, ou seja, sem interrupções. Dois tipos diferentes de sementes são modificadas para germinação e desenvolvimento no frio com seca e no calor com umidade.

A modificação genética permite estabelecer o gênero (sexo) da maconha. E a cannabis femea tem o princípio ativo (THC, o tetra-hidro-canabinol) mais potente. Além disso, o princípio ativo possui mais de 50 componentes. Assim, é possível trabalhar e potencializar cada um deles: o componente alucinógeno pode ser potencializado e preponderar sobre os demais.

No Brasil, a Constituição Federal estabelece a desapropriação de terras utilizadas no cultivo de plantas proibidas. Com efeito, a área encontrada em São Paulo, com 60 pés, deverá ser desapropriada pelo governo federal.

Só exames de laboratório comprovam se as sementes foram alteradas geneticamente. As folhas têm um verde mais fraco, pois assimilam menos clorofila (fenômeno da fotossíntese).

A maconha transgênica paraguaia tem as flores e folhas com cheiro de menta, isto para despistar cães policiais. Não se trata de "cigarro de maconha mentolado", mas de flor e folhas com cheiro de menta. Isso, evidentemente, para não despertar suspeitas nos aeroportos e portos, em especial quando as policias empregam cães farejadores de drogas

As áreas de plantio de cannabis só aumentam no Paraguai. Organizações mafiosas vendem proteção a latifundiários paraguaios, isto para evitar a invasão de "campesinos sin terra". Em troca, os latifundiários paraguaios fingem não perceber o plantio de maconha em pequenas áreas desmatadas das suas terras.

Na América do Sul, Paraguai e Colômbia são grandes produtores. A Colômbia fornece aos EUA, num acordo com os Cartéis mexicanos. A maconha brasileira, de Pernambuco, Maranhão e Bahia, são de pior qualidade: THC baixo e, apesar da maconha ser dióica (só macha ou só fêmea), as misturas são feitas quando prensados os blocos de maconha. Para evitar, na prensagem, que as folhas, flores, sementes e ramos, fiquem preservados e sem forte e característicos odor, eles são "banhados" com mel.

Pelo "andar da carruagem", a América do Sul poderá concorrer com o Marrocos, maior produtor mundial de cannabis e de haxixe.


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