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Drogas Ilícitas

 

O SEXO DA MACONHA AGITA O MERCADO INTERNACIONAL

Por IBGF/Jornal do Terra

A sabedoria popular ensina que não se deve comprar gato por lebre.

Esse ensinamento é levado a sério pelos importadores, intermediários e distribuidores da maconha e derivados, como o haxixe, o seu óleo e o “black Bombaim” (ópio misturado ao haxixe).

Os grandes centros produtores de maconha e derivados são os seguintes: Marrocos, Jamaica, Líbano, México, Índia, República do Congo (ex-Zaire), Angola, Paraguai, Colômbia.
-maconha fêmea-


Vale lembrar que a planta da maconha nasce naturalmente. Como regra, a planta se desenvolve em qualquer lugar.

Os centros consumidores estão espalhados por todo o planeta. Para se ter idéia, na Europa cerca de 15 milhões de pessoas fumam marijuana.

Nos EUA, são 14 milhões de usuários de marijuana. O número é um pouco mais baixo no Canadá e na Austrália. Somados todos os americanos (norte, centro e sul), chega-se aos 70 milhões de consumidores.

Daí, dentre outros negócios paralelos, cresce a venda de papel gomado, que os fabricantes insistem em afirmar que é para a feitura de cigarros de tabaco. Só que o consumo de tabaco decresce. O da maconha aumenta e a produção de papel gomado cresce e os lucros são sentidos. No Brasil, toda banca de jornais vende papel gomado, nacional ou importado.

Voltando ao levar gato por lebre, no mercado internacional o “sexo” (gênero) da maconha conta muito. Em outras palavras, o importador quer saber e verifica se a maconha é do “sexo” (gênero) feminino ou masculino. E qual vale mais no mercado, a maconha macha ou a fêmea ?

A maconha, quer a macha, quer a fêmea, é uma droga perturbadora do sistema nervoso central.

Com efeito. Aquele importador que deseja comprar a maconha para elaborar cordas, papel, tecer tecidos (tipo saco) ou fornecer as sementes para pássaros, deve optar pelas fibras da maconha macha. Ela é mais resistente, mas o seu princípio ativo (tetra-hidro-canabinol) é fraco.

Quando o objetivo é o tráfico ilegal e proibido, a maconha fêmea é preferida, pois é mais potente ativamente: reúne uma quantidade maior de princípio ativo.

Portanto, é a maconha fêmea que mais interessa ao tráfico. No Vale do Rif, Marrocos, 100 mil famílias vivem do cultivo da cannabis e esperam a primeira florada da planta nova, para saber se macha ou fêmea.

Só para relembrar, no ano de 2005, o Marrocos vai colocar no mercado europeu mais de 3 mil toneladas de marjuana. A grande porta européia de entrada da marijuana e do haxixe marroquinos é a Espanha.

A botânica já revelou ser a maconha uma planta dióica, isto é, não há possibilidade de se encontrar mistura de flores machas com fêmeas. Então, a planta ou é totalemente macha ou totalmente fêmea: é pela flor que se distingue o gênero.

Resumindo: até com relação à maconha, o “sexo” feminino é mais valorizado.


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