São Paulo,  
Busca:   

 

 

Drogas Ilícitas

 

FÓRMULA 1 e COCAÍNA: no meio do tiroteio, o campeão Schumacker mostra os seus testes antidoping

Por IBGF/Jornal do Terra

Quarta, 5 de janeiro de 2005, 19h31



A Fórmula 1 começou 2005 embalada. E o combustível do embalo é a cocaína.

O ex-médico da Ferrari, - de nome Benigno Bartoletti e especializado em medicina esportiva -, pisou fundo. Segundo Bartoletti, de cada três pilotos um usa cocaína nas disputas da Fórmula 1. A denúncia foi apresentada à revista italiana Quatro Rodas.

Em razão da brecha aberta pelas declarações do médico Bartoletti, marcou posição o piloto Ralf Schumacher. O porta-voz de Schumacher, Edda Graf, declarou ter ouvido o comentário preocupante. Ou seja, sobre o encontro de indícios de uso de cocaína por um certo piloto, cujo nome não foi declinado.

A denúncia de Bartoletti foi feita no último dia do ano de 2004.

Logo no dia primeiro de janeiro de 2005, vieram as contestações do ex-piloto Nike Lauda. Avisou Lauda que esse problema jamais ocorreu na Fórmula 1 e a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) realiza testes antidoping.

Não demorou muito para se saber que os testes são poucos e os submetidos a exame são sorteados. Ou seja, no curso de todo o ano de 2004, a FIA realizou apenas 51 testes antidoping.

Nesta quarta-feira (5 de janeiro de 2005), a revista Sport Bild foi distribuída às bancas européias. A revista supracitada e o seu site ma internet apresentam a fala do grande campeão Michael Schumacher sobre a acusação do médico Bartoletti.

O campeão apresentou à revista o resultado dos testes antidoping a que foi submetido em 2004. Foram dois testes, ambos negativos para uso de doping.

Outros veículos de mídia foram atrás das declarações do piloto francês Jean Alesi. Ele já foi piloto da Ferrari e era assistido pelo médico Bartoletti. Afirmou que a acusação de Bartoletti era risível.

No seu tempo de Ferrari, - equipe que os fanáticos "tifosi" (torcedores) italianos chamam em razão do símbolo de "Cavallino Rampante" -, jamais ocorreu uso de cocaína ou outro doping, ressaltou Alesi.

Numa polêmica com aceleradas, brecadas e derrapadas, o médico-chefe da equipe Porche foi aos alfarrábios e revelou: só um caso de uso de cocaína é conhecido no automobilismo. E ocorreu com o piloto Achille Varzi, que foi desclassificado em corrida realizada pouco antes da 2a.Guerra Mundial. O piloto Achille corria pela Auto-Union.

Se a cocaína corre-solta na Fórmula 1 é uma questão que demanda apurações. O certo é que essa droga é psicoativa e provoca alterações físicas e psíquicas. Os neurônios ficam ativos. O cérebro trabalha mais rápido e o usuário acaba mais "elétrico". A cocaína faz perder a sensação de cansaço, ou seja, dá mais disposição.

Por outro lado, a cocaína causa hesitação e hiperatividade, tudo a causar falta de concentração. Além disso, pode gerar irritação, agressividade e ansiedade.

Em resumo, a cocaína é proibida na atividade esportiva por segurança e para impedir a desigualdade entre os atletas participantes da disputa.

Numa Fórmula 1 e usada uma imagem, o piloto sob efeito de cocaína fica mais veloz que o carro que conduz. E a chance de acidente é altíssima, para o piloto e para os outros.

NOTA:

Veja na seção Drogas Ilícitas: Fórmula i e Cocaína, acusações e réplicas.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet