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Drogas Ilícitas

 

PAGODEIRO BELO vai começar 2005 na Cadeia

Por IBGF/WFM

1)Repetiu-se o acontecido na antevéspera do Natal (23 de dezembro de 2004), ou seja, o pagodeiro Belo vai permanecer na cadeia por ocasião das festas de Ano Novo.

Ontem (27 de dezembro de 2004) o presidente do Superior Tribunal de Justiça negou liminar em habeas corpus impetrado em favor do cantor Belo. Pretendia aguardar em liberdade o julgamento de recurso interposto contra a decisão condenatória imposta pela Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Só para lembrar, em novembro passado, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pela sua 8a.Câmara Criminal, deu provimento à apelação interposta pelo Ministério Público.

Pretendia o Ministério Público a alteração parcial da sentença de primeiro grau que havia condenado Belo à pena de 6 anos de reclusão, com direito a apelar em liberdade.

A mencionada 8a.Câmara, por unanimidade, acolheu o apelo do Ministério Público e condenou o pagodeiro Belo às penas de 8 anos de reclusão, a ser cumprida em integral regime fechado, e multa pecuniária. Ainda mais, foi determinado a expedição de mandado de prisão.

Portanto, pela Justiça do Rio de Janeiro o cantor Belo está condenado por tráfico ilícito de drogas e por associação delinqüencial voltada ao narcotráfico.

Belo encontra-se custodiado no presídio carioca Ary Franco, nome de um dos maiores mestres do direito penal brasileiro.

Na antevéspera do Natal, os advogados de Belo tentaram, sem sucesso, a soltura do cantor por meio de habeas-corpus apresentado ao Supremo Tribunal Federal

Agora, bateram às portas do Superior Tribunal de Justiça, com pedido de liminar. A liminar foi rejeitada e Belo vai começar o ano de 2005 na cadeia

2.Confira na seção "Drogas Ilícitas" o artigo "Capitalistas do Narcotráfico-pagodeiro Belo e os Orejuela do Cartel de Cáli".

"Muita gente pergunta como os irmãos Orejuela,--entregadores de remédios de uma farmácia Colombiana, transformaram-se nos milionários chefões do Cartel de Cáli.

É que os irmãos Orejuela começaram a tomar dinheiro em empréstimo, pagando pontualmente juros extraordinários.

Construíram uma grande rede de investidores nos seus lucrativos negócios do narcotráfico. E os investidores eram empresários que, depois de desbaratado o Cartel por pressão da norte-americana DEA, dizeram nada saber a respeito do emprego no tráfico de cocaína, do capital recolhido pelos Orejuela. Em síntese, uma justificativa simplista.

O cantor Belo, de grande sucesso artístico na América Latina, foi condenado pela Oitava Câmara do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Recebeu a pena de 8 (oito) anos de reclusão em regime fechado e mais pagamento de multa. Foi enquadrado como traficante de drogas e membros de associação criminosa de narcotraficantes.

A decisão do Tribunal Estadual de Justiça pode, em tese, ser atacada por recurso especial, ao Superior Tribunal de Justiça. Fora, ainda em tese, caber habeas-corpus.

Em face da condenação, o cantor Belo foi preso pela polícia fluminense. Estava escondido, --entre paredes de gesso, num sofisticado esconderijo, dentro da sua própria casa (casa de luxo no bairro do Recreio, de classe média alta): paredes falsas a formar um confortável quarto, com vaso sanitário~, colchão, computador etc.

Esse esconderijo, com sucesso, já havia sido usado em outro ocasião. Dessa vez, no entanto, a polícia desconfiou, em razão de um detalhe na pintura da parede.

Uma interceptação telefônica revelou a conversa do cantor Belo com um dos chefões do tráfico de drogas das favelas cariocas

. Na conversa gravada, o traficante pede dinheiro para adquirir uma partida de drogas, para posterior revenda. O cantor Belo concorda em financiar a compra e pede, usando um jargão próprio da "bandidagem" que o traficante lhe remeta um fuzil-metrallhadora (usou a expressão tênis novo)

O episódio do cantor Belo está a revelar que o financiamento de sustentação ao tráfico do Rio de Janeiro está longe das favelas, onde a população é pobre e oprimida pela criminalidade organizada.

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