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BEIRA-MAR: do sonho ao pesadelo.

Por IBGF/Jornal do Terra

Desde que foi transferido para São Paulo, --em fevereiro de 2003--, o traficante e facínora Fernandinho Beira-Mar sonhava em retornar para um presídio carioca.

Sua preferência recaía no Bangu I, onde mandava nos diretores, corrompia os guardas do presídios e continuava a comandar o tráfico de drogas, até por celular.

Quanto a isso, o sonho de Beira-Mar acabou. A 2a.Turma do Supremo Tribunal Federal manteve ontem (7 de dezembro de 2004) a decisão do Superior Tribunal de Justiça que lhe negava a transferência e a suspensão do regime disciplinar diferenciado.

Em síntese, Beira-Mar continuará custodiado no presídio paulista de Presidente Bernardes, reservado aos presos de alta periculosidade e com rígido regime disciplinar. Aliás, um regime inspirado no sistema penitenciário italiano, reservado a potentes mafiosos.

No presídio de Presidente Bernardes, Beira-Mar é mantido em cela individual. Não tem direito a visitas íntimas. Com advogados e familiares, conversa por microfone e separado por um vidro, para evitar passar e receber bilhetes.

Na cela, Beira-Mar não tem televisão e nem rádio. Mais ainda, toma banho de sol sozinho e não pode manter contato com os demais presidiários. O celular, teve de deixar no presídio do Rio.

A Itália, nos anos 90, sentiu a ousadia das organizações mafiosas e a arrogância dos seus chefões. Resolveu, então, criar uma nova política criminal. Com isso, alterou o seu sistema penitenciário.

O objetivo era afastar os mafiosos dos territórios de influência e mostrar a eles que não eram chefes de Estado. Ou seja, a Itália não iria mais admitir o chamado “Estado paralelo”.

No presídio de Bernardes, o sistema disciplinar não é tão rígido como o reservado aos mafiosos italianos. A prova disso é que no ano passado, ---de dentro do presídio de Presidente Bernardes, foi elaborado o plano de execução do juiz Machado Dias---, que era o corregedor.

O juiz Machado Dias foi assassinado em cumprimento de ordem saída do interior do presídio de Presidente Bernardes.

Apesar disso, no Presídio de Bernardes, até o momento, não ocorreram fugas e rebeliões.

Esse regime disciplinar rígido tem sido apropriado para baixar a crista de Beira-Mar. Haja vista o seu desejo de ser transferido e de mudar de regime.

A decisião do STF de manter Beira-Mar em Presidente Bernarde foi fundamental para mostrar a força do Estado contra a Força do Crime Organizado.

Em abril de 2001, Beira-Mar foi preso na Colômbia e transferido para o Brasil. O então governador Garotinho desejava que Beira-Mar ficasse no Bangu I, pois esses presídio era tido como de segurança máxima.

A transferência de Beira-Mar serviu para mostrar o engano e a demagogia irresponsável de Garotinho. Beira-Mar “esculhambou” com o sistema prisional carioca. Ele promoveu rebelião, matou rivais e virou diretor de fato do Bangu I, sem ter precisado de nomeação da família Garotinho.


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