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RIO DE JANEIRO: proibida a cola de sapateiro, entra o Cheirinho da Loló

Por IBGF/Jornal do Terra

No Rio de Janeiro, a Assembléia Legislativa criou uma lei estadual proibindo a comercialização da cola de sapateiro. A cola de sapateiro é utilizada como inalante pelas crianças-de-rua que assuatm oss turistas.

No particular, a Assembléia Legislativa copia a legislação municipal, que contempla a proibição de venda no município. Portanto, agora a proibição será para todo o Estado do Rio de Janeiro.

Ao invés de fiscalizar a comercialização e, por outro lado, impôr ao Poder Executiva estadual medidas para proteger e resgatar a dignidade das crianças-de-rua, os deputados estaduais preferiram proibir o comércio. Não perceberam que a cola de sapateiro é apenas um dos inalantes disponíveis.

Em outras palavras, proibiu a cola de sapateiro como se não existissem outros inalantes como, por exemplo, a gasolina, a aguarrás, o esmalte, o tiner, a benzina, o lança-perfume, as tintas e o tradicional e barato "Cheirinho da Loló". O "Cheirinho da Loló", muito popular no norte e no nordeste do país, resulta da mistura de alguns dos insumos supracitado.Tudo é misturado num pano e cheirado pela "meninada"

Esses inalantes provocam, nas crianças, efeitos semelhantes à cola de sapateiro. Ou seja, euforia, alucinações, redução da fome, visão dupla, confusão mental, fala enrolada, etc. Em altas doses de consumo, essas substâncias, como a cola de sapateiro, causar queda de pressão arterial, diminuição da respiração e dos batimentos cardíacos. Ou seja, esses inalantes, em doses elevadas, podem causar a morte.

Diante disso, a pergunta que se faz é a seguinte: será que a Assembléia Legislativa, por lei, vai proibir o comercio carioca de vender gasolina, esmalte, etc ??? Enquanto a Assembléia do Rio pensa ter resolvido o problema das crianças cheiradoras de cola de sapeteiro, as crianças permanecem nas ruas, sem assistência e entregues à própria sorte.

Esta semana (22-28, novembro de 2004) mais de 100 crianças de rua foram detidas e encaminhadas para a Prefeitura, para serem cadastradas. Isso em razão de subtrairem bens e tirarem o sossego de turistas.

Como a Prefeitura não possuía pessoal especializado e estrutura para atendimento, a grande maioria dos menores fugiram. Em poucos horas, estavam de volta aos locais onde havia ocorrido a detenção.

A mostrar como as coisas andam mal, o representante do ministério público entendeu que a proibição de venda da cola de sapateiro não basta. Segundo ele, a lei federal precisa punir criminalmente o vendedor

. É a velha fórmula de criminalizar para inibir a venda. Triste nisso tudo, é não perceber a omissão do Poder Público com as crianças e os adolescentes, que fazem uso pesado de drogas. Na base do que tiver: crack, cola, maconha, cocaína, esmalte, etc.


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