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Drogas Ilícitas

 

MACONHA não é droga de passagem para a cocaína

Por IBGF/WFM

Muitos mitos sobre drogas já ingressaram em 2004 e passaram para 2005.

São eles fabricados. Sustentam-se na reiteração de velhas mentiras e de empulhações interesseiras. As agências norte-americanas de inteligência (CIA) e de combate às drogas, tipo a Drug Enforcement Administration (DEA), especializaram-se em espalhar as falácias e as satanizações.

Pior é que aparece sempre um "czar antidrogas" norte-americano para atuar como caixa-de-ressonância. Por exemplo, o moralista William Bennett (governo George Bush), o general Barry McCaffrey (governo Bill Clinton) e o fundamentalista John Walters (governo George W. Bush e ex-auxiliar de Bennett).

Uma das pérolas produzidas é conhecida como teoria da "droga de passagem". Ou seja, o usuário sempre passa de uma droga para outra mais pesada. Pela mencionada "teoria", a maconha seria a porta de entrada para as drogas ilícitas mais pesadas: a cocaína, o crack, a heroína e as sintéticas.

Vários e isentos centros internacionais de pesquisas sobre o fenômeno das drogas concluíram que nada existe na maconha a levar à busca de outras substâncias. Portanto, nenhum componente farmacológico, químico, neurofisiológico ou psicológico. E nem o alcoólatra (alguns psiquiatras preferem alcoolista) deixa de beber para cheirar cola de sapateiro ou cocaína.

Nos EUA, a conceituada American Medical Association já afastou a relação causal preconizada pela teoria da "droga de passagem". Até a American Bar Association - equivalente norte-americano à Ordem dos Advogados do Brasil - encomendou estudos científicos, que atestaram a falsidade da teoria da "droga de passagem".

Pela desinformação, continua a fazer sucesso no Brasil a enganosa teoria da "droga de passagem", que na imaginação nativa poderia ser assim expressa: taça de café, latinha de coca-cola, cigarro de tabaco, copo de cerveja, garrafa de whisky, baseado de maconha, papelote de cocaína, etc.

Um segundo mito diz respeito à maior potência do princípio ativo (THC- tetraidrocanabinol) da maconha. A respeito, a dupla Bennett-Walters ressaltou: "Os maconheiros de 20 anos atrás cairiam no chão se provassem a erva canábica de hoje".

Não há duvida ter se conseguido chegar a um THC mais potente, variando de 4% a 18%, em face do melhor trato com os plantios (Colômbia, Marrocos, Caribe). A resina da planta (haxixe) tem, também, THC mais forte. Existem, ainda, o shunk (hidropônico) e a maconha transgênica (geneticamente alterada nos seus inúmeros componentes perturbadores da atividade do sistema nervoso central do fumante).

Segundo especialistas europeus, quando o THC é mais forte, o usuário reduz o número de tragadas. Ou, diminui o tamanho do cigarro.

Sobre outras falácias, voltaremos ao tema. Não há dúvida de que fumar maconha faz mal a saúde e, no Brasil, os governos não investem em informações adequadas à população.

Para tranqüilizar os pais e mães, fica o registro de que ninguém no planeta, até hoje, morreu de overdose de maconha. A overdose de cannabis apenas ocorreria se o "tapa" (consumo, na gíria dos jovens) fosse de quatro quilos, ou seja, algo impossível de se acontecer.


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