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Drogas Ilícitas

 

MACONHA. Mais uma divulgação infelz de teste.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

28 setembro de 2007.



A empresa Anti Doping Norway foi contratada para aplicar testes antidrogas nos velejadores integrantes das equipes competidoras da 32ª. edição da Copa América.

Ontem, em Londres, cinco membros do corpo de jurados tomaram as declarações de Simon Daubney, da equipe suíça do famoso e campeão veleiro Allighi. Motivo: a Norway afirma ter dado positivo, para maconha , o teste de urina realizado em Daubney.

Depois de ouvida, Daubney participou de uma coletiva à imprensa. Disse que os jurados concluíram não ter ocorrido culpa da sua parte, no que toca a correlação entre sua conduta e o resultado positivo no teste feito pela Norway.

Mas, diante do resultado do teste, Daubney deligou-se da equipe Allighi. Frisou que aguardará a conclusão das apurações e que comprovará a sua inocência. Só depois, pensará se voltará ou não à equipe do Allighi.

No mundo da vela, todos sabem que Simon Daubney não usa drogas proibidas. A amostra de urina de Daubney foi analisada nos laboratórios da empresa em Valência (Espanha). O capitão da equipe suíça do Allighi , Brad Butterworth, externou solidariedade a Daubney. Disse que no âmbito da embarcação Allinghi não se admite nenhum uso de droga. Esclareceu que Daubney pode ter sido vítima de ”contaminação ambiental ” em recintos utilizados durantes as várias regatas. Em outras palavras, um fumante passivo e “vítima involuntária”
. A negativa de Daubney, que não tem antecedentes e já participou de inúmeras competições, e digna de crédito no mundo das velas. E todos sabem que, depois das regatas, ocorre confraternização em locais públicos, onde se permite o álcool e o fumo. Daí, o alerta do chefe da equipe campeã Brad Butterworth.

Pano Rápido. Mais uma vez fica claro que a divulgação de testetagem pode causar danos à imagem. Além disso, o atleta exposto pode não ter tido nenhuma intenção de se drogar.

Um novo caso para os arquivos implacáveis do jornalista Juca Kfouri, um dos poucos com sensibilidade a mostrar que a divulgação da testagem viola direitos da pessoa e pode causar dando irreparável à carreira de atleta.

Wálter Fanganiello Maierovitch.


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