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Drogas Ilícitas

 

DROGA. Cresce o consumo de maconha e haxixe. Preço abaixa.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

11 julho de 2007.


O último censo francês é de 2004. Foram contados mais de 60 milhões de habitantes no país. Fora da contagem ficaram os clandestinos ou, para usar o eufemismo europeu, extracomunitários. Aqueles sem autorização para residir em território francês. Segundo o estimado pelo Censo-2004, a França contava com 60 milhões e 327 mil habitantes.

Pois bem. Todos os dias, 550 mil franceses consomem maconha ou o derivado haxixe (resina extraída das folhas e inflorescência da maconha-fêmea). Desses, 200 mil fazem uso nas próprias casas, para evitar problemas com a polícia, pois a posse da droga é crime previsto na legislação francesa.

Dez vezes ao mês, 1,9% da população francesa usa maconha ou haxixe. Por baixo, são 1,2 franceses que, habitualmente, consomem maconha.

Os dados acima são do Observatório Fancês sobre Drogas e Toxicodependência. Um observatório que trabalha com pesquisas, estudos epidemiológicos e trabalhos científicos e sociológicos.

Com isso, a França assume, na União Européia, o primeiro posto de consumo de maconha e derivados. Divide a liderança com Espanha, Reino Unido e República Checa.

Todos os anos, em campanhas preventivas sobre o fenômeno das drogas proibidas, a França gasta 36 milhões de euros. O custo social causado pelas, todos os anos, é de 919 milhões de euros.

PANO RÁPIDO. Continuar a investir em prevenção e mudar as políticas são necessárias. Para ter idéia sobre oferta, o preço do grama da maconha caiu 30% nos últimos dez anos, a mostrar abundância do produto. No mercado europeu, o grama da maconha custa 4 euros.


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