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Drogas Ilícitas

 

DROGAS, máfias. Velhas e novas reflexões.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

Estou coberto de poeira. A causa foi a pprocura,-- na hemeroteca--, de recortes de jornais com discursos, ou melhor, com alocuções do papa João Paulo II. Estas feitas na Venezuela, em 1985 e na Sicília, em 1993.

Na Venezuela,em 1985, o papa Wojtyla declarou que o narcotráfico representa uma nova forma de comércio de escravos.

Segundo sustentava Wojtyla, os narcotraficantes escravizam os usuários para ganhar dinheiro.

Na ocasião dessa alocução, o tráfico internacional de drogas ilegais movimentava US$100 bilhões por ano. Apesar do alerta do papa Wojtila, hoje, o tráfico internacional de drogas ilícitas movimenta 300 bilhões de dólares-ano.

Três anos depois da fala do papa na Venezuela, a Convenção de Viena de 1988, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), concluiu que o dinheiro movimentado pelo tráfico internacional de drogas era lavado no sistema bancário internacional.

No sábado passado (12/5/2007) e em Guaratinguetá (São Paulo), o papa Ratzinger reforçou a mesma linha de preocupação do seu antecessor. E sem alarde, doou à organização Fazenda Esperança, composta por 32 comunidades espalhadas em mais de 10 países, US$100 mil dólares.

Enquanto as palavras do papa Ratzinger dificilmente sensibilizam os narcotraficantes, pois, por evidente, não são tementes a Deus, a doação feita serve de exemplo e chama a atenção para o problema da tóxico-dependência.

O outro recorte da hemeroteca, de 1993, tem a ver com a onda de ataques promovidos pelo crime organizado paulista no ano passado.

Na Sicília, o papa Wojtyla “encarou” a Máfia e avisou:“Deus pedirá contas, pois o ser humano não pode ser esmagado, pisado (calpestato)”.

Em 1992, a máfia havia atacado o estado italiano, como ocorreu em São Paulo em 2006.(MJ). Depois do observado por Wojtyla, a polícia financeira italiana apreendeu, em 10 anos, 1 bilhão de euros, só da Camorra napoletana.

Em 5 anos, a polícia financeira fechou, na região da Campânia, 375 mil empresas de fachada, usadas para lavar dinheiro da Camorra.

Em São Paulo, um ano depois da onda de ataques, as investigações continuam em ritmo lento. Num ritmo próprio a investigações sem importância.

E as pré-mafias, de São Paulo e Rio, ainda não sentiram nenhum significativo desfalque patrimonial.

PANO RÁPIDO: as autoridades brasileiras parecem não saber que o crime organizado não tira férias.

17 maio de 2007.


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