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Drogas Ilícitas

 

DROGAS. Na Espanha, a DEA reúne representantes das polícias.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

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8 maio de 2007.





Hoje, em Madrid, começou o 25 International Drug Enforcement (Indec). Será a primeira da série anual a ser realizada fora dos EUA.

Como sempre, o objetivo é envolver as polícias do planeta para, sob orientação da DEA, combater o tráfico internacional de drogas, em especial na América Latina, pois a droga asiática (heroína, cujo maior produtor é o Afeganistão) não chega aos EUA.

A Espanha foi escolhida por se tratar de maior consumidor europeu de cocaína e de ponto de chegada de cocaína que é distribuída pela Europa.

Como todos os anos, a DEA tenta convencer parceiros, mas continua com a política de cooptação ao invés de cooperação internacional.

A principal estrela da conferência será o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos. A Colômbia continua a fornecer 80% da cocaína encontrada no mercado internacional e o tráfico representa significativo porcentual do pib da Colômbia.

Para ter idéia, a Colômbia produziu, em 2006, 700 toneladas de cloridrato de cocaína.

O ministro da defesa colombiana vai pedir, durante o encontro, " uma maior tomada de consciência e um maior empenho por parte da Europa"
Em 1983, ocorreu o primeiro encontro do Indec, uma idéia da DEA, que continua a apostar na Escola Andina de Polícia, para preparar policiais para multiplicadores da teoria da "war on drugs".



As autoridades européias estão escoladas, pois sabem que a DEA sempre se preocupou apenas com as rotas que levem drogas para os EUA e, por anos, omitiu-se de informar rotas que levavam drogas à Europa.

O encontro na Espanha, primeiro na Europa depois de 24 anos, pode ser o reconhecimento do equívoco desse tipo de política oportunista.


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