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Drogas Ilícitas

 

DROGA. Cocaleiros peruanos entraram em greve nesta quarta-feira.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

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2 de maio de 2007.



Os cocaleiros peruanos começaram hoje (2/5/2007) uma greve contra o governo de Alan Garcia e a folha de coca não será colhida e disponibilizada no mercado.

Como os bolivianos, os peruanos usam a folha de coca como remédio e alimento. Entre os povos andinos, a folha de coca é considerada sagrada e, por séculos, representa símbolo de identificação cultural.

A greve dos cocaleiros é liderada por Eduardo Ticeran, que ficou internacionalmente conhecido pelo slogan: “Coca ou morte” . A deflagração da greve começou no estado (província) de Huanuco.

Segundo anunciou Eduardo Ticeran, a greve terá a duração de 72 horas: “Será um protesto contra o governo que diz desejar negociar e, depois, nos chama de narcotraficantes”.

Antes do colombiano Pablo Escobar levar a coca para ser plantada na Colômbia, e com o “boom” dos cartéis de Medellín e Cáli, o Peu era o maior produtor de coca e distribuidor mundial de cloridrato de cocaína.

Durante a ditadura de Alberto Fujimori, coube ao iminência parda do regime, Vladimiro Montesinos (ex-agente da CIA, expulso do exército por traição), combater o terror (Sendero Luminoso) e o narcotráfico. Montesinos virou apoiador dos cartéis que se dedicavam ao tráfico de cocaína e transformou o Peru num narco-estado.

Coca tingomaria (peruana), a mais resistente.


A greve dos cocaleiros,-- que não devem ser confundidos com narcotraficantes pois não elaboraram e nem comercializam o cloridrato de cocaína)--, vem no momento em que os trabalhadores nas minas iniciaram, em 1º de maio, um movimento paredista, por tempo indeterminado.

Os mineiros querem do governo melhoria nas condições de trabalho e nos contratos celebrados.


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