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Drogas Ilícitas

 

MACONHA. O jornal inglês The Independente, de esquerda radical, pede desculpas aos leitores.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

19 de março de 2007.






Há 10 anos (1997), o jornal progressista e de esquerda The Independent promoveu uma passeada para que a maconha fosse considerada droga leve e de uso não nocivo.

A passeata no Hyde Park reuniu 16 mil pessoas, a maioria jovens. Um relatório da associação dos policiais britânicos criticou a lei, pois os agentes de polícia ficavam mais tempo a prender usuários de maconha do que reprimir o tráfico ilegal e outros crimes. A lei acabou mudada (2004) e a maconnha foi para Tabela B, das drogas leves.

Na edição de domingo (18/3/2007), em primeira página, o jornal pede desculpas pelo equívoco: "Perdoem, mas erramos".

A principal matéria da primeira página, com o desenho de uma folha de maconha a ilustrar, chama a atenção para a mudança editorial: "Hoje a situação mudou drasticamente. O haxixe que se fuma não é o mesmo de 1977. Nos dez anos passados, essa substância acabou substituída pelo skunk, numa versão 25 vezes mais potente, capaz de causar danos mentais graves ao usuário.

Para o jornal, o skunk causa mais dano do que o ecstasy e o LDS. A mudança de posição do jornal, explica o editorial interno, deve-se ao compromisso com vidas humanas, numa referência aos usuários.

Diz o The Independent que a maconha, em especial o skunk, tornou-se droga pesada e que causa danos físicos e psicológicos. Segundo o jornal, em 1997 existiam 1.600 ingleses em tratamento para se desintoxicar da maconha. Hoje, são 22 mil e o princípio ativo da cannabis (THC) aumentou o potencial em 25 vezes.

. Na prática e segundo o jornal, em dez anos a situação mudou e a maconha potencializada no seu princípio ativo pode causar grave perda de memória, distorce percepções sensoriais e gera fenômenos psicóticos.

Para muitos especialistas, a nova posição do jornal, que aponta para a criminalização pesada do usuário, esquece que a questão não é criminal, mas de saúde pública. WFM, 19 de março de 2007.


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