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Drogas Ilícitas

 

DROGAS. Aerocontinente, o expresso da cocaína, e as ligações suspeitas.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF/WFM, 7 de março de 2007.
Benedicto Jimenez, sob suspeita.


O coronel Benedicto Jimenez, conhecido no Peru pelo apelido de Xerife, está sendo investigado pelo ministério público, por suspeita de ligações com o megatraficante Fernando Zavellos.

Zavellos era proprietário da AEROCONTINENTE e usava a companhia aérea para traficar cocaína. Acabou preso e condenado por tráfico internacional e lavagem de dinheiro. A pena soma 20 anos de reclusão.

Abimael Guzman, chefe do Sendero Luminoso.


Uma carta atribuída a Benedicto Jimenez, 54 anos, encontra-se no ministério público. Na carta, há um aviso para Zavellos fugir rapidamente pois a polícia estava se organizando para prendê-lo.

Durante a ditadura Fujimori-Montesinos, o xerife Benedicto Jimenez cuidava da polícia especial e conseguiu a captura de Abimael Guzman, chefe da organização insurgente chamada Sendero Luminoso.



O então czar da inteiligência, Wladomiro Montesinos, mandou colocar Abimael Guzman numa jaula e com roupa listrada de presidiária, na apresentação para a imprensa local e internacional: foto ao lado.

O coronel Benedicto Jimenez foi candidato derrotado à prefeitura de Lima.
IBGF/WFM, 7 de março de 2007.

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RETROSPECTIVA IBGFE, em 12 de julho de 2004.


3 A “Lista de Bush” e o expresso da cocaína.

Os bens da Aereo Continente, a maior empresa de aviação comercial peruana, foram “congelados” nos EUA. É que o dono da companhia, Fernando Zevallos, entrou na “lista de narcotraficantes” do presidente Bush.

Uma lei norte-americana de 1999 (Foreign Narcotics Designation Act) proíbe o governo, instituições financeiras e empresas em geral de transacionarem com as pessoas, físicas ou jurídicas, relacionadas na “lista” do presidente dos EUA. Mais ainda: os patrimônios dos relacionados ficam bloqueados e, após a condenação judicial, passam a engordar os cofres públicos.

Os aviões da Aereo Continental não poderão aterrissar nos EUA e a potente Boeing não mais poderá dar assistência técnica, vender aeronaves ou peças de reposição à companhia peruana. A empresa de Zevallos terá dificuldades para operar com segurança e cumprir o seu slogan Nascimos para Volar.

Da “Lista de Bush” constam também os irmãos Arellano Félix, do cartel mexicano de Tijuana. Aliás, ambos têm parte das suas histórias contadas no filme Traffic. Eles corrompem o general antidrogas mexicano, que, no filme, se suicida. Na vida real, o general está vivo e preso, chama-se Gutierrez Rebolo. No filme, colocaram um sósia do general Rebolo e mudaram a história porque ele ainda não estava condenado.

Na segunda feira 7, ou melhor, no dia seguinte à divulgação da “Lista de Bush”, a polícia mexicana e a DEA, a agência norte-americana antidrogas, prenderam Jorge Arellano Félix, apelidado de El Macumba. Nenhum brasileiro está contemplado na “Lista de Bush”. De novidade, constam, além do megaempresário peruano Zevallos, dois jamaicanos, um indiano (Igbal Mirhi) e um afegão (Haji Bashir Noorzai).


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