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MACONHA e aquecimento global. Comentário.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania






A questão do aquecimento global e do efeito estufa surpreendem.

Até as áreas de cultivo de maconha foram afetadas pelas mudanças climáticas no planeta.

No Marrocos,-- que é o maior produtor mundial de maconha e de haxixe— , o aquecimento e a falta de chuvas provocaram uma quebra de 40% na área de cultivo, segundo a ONU, em relatório divulgado hoje, 28 de fevereiro de 2007.

O efeito estufa não foi a causa que tornou “meia-boca” a 10ª.Feira Holandesa as Maconha, que terminou domingo passado (25/2/2007) e teve duração de três dias.

A badalação foi pouca, mas os negócios foram muitos. Para ter idéia, envelopes com 10 sementes tinham preços que variavam de 25 a 125 euros, ou seja, a caber em vários de bolsos.

Um agricultor que já tivesse conquistado uma Highlife Cup (Copa Mundial da Maconha ao vencedor do concurso do melhor produtor de cannabis) oferecia, logicamente, as sementes com preços mais elevados: uma questão de griffe.

Na Holanda, em cada casa podem ser cultivados até 5 pés de maconha. Mais de 5 pés de maconha é crime.

Na verdade, a bola quase-murcha na holandesa 10ª.Feira da Maconha foi para não provocar o novo governador conservador da Holanda.

Os conservadores ganharam as eleições e prometeram melhorar a imagem do país, que arrecada bilhões de euros com o “turismo do fumacê”. O premier holandês sabe que o turismo cannabico afeta a imagem internacional do país, embora não se possa comparar com a Colômbia da cocaína.

O novo governo estuda a cassação das autorizações para venda de maconha em cafés. Pela lei, fumar maconha fora dos cafés é crime. E, no cafés, só venda para maiores de 18 anos. Os cafés que funcionam só no período noturno não podem vender mais do que meio-quilo da erva.

Em toda a Holanda são mais de 800 cafés. O Café Sarasani vende legalmente cigarros de maconha desde 28 de novembro de 1968.

Lá, até as garçonetes sabem que THC forte conta no caixa, pois reduz o número de tragadas e as vendas nas mesas e balcões. Como média, ninguém passa de 7 tragadas: mais forte o THC, menos serão as tragadas.

Os anteriores governos progressistas holandesas, com a política de venda de maconha nos cafés, procuraram afastar o consumidor do traficante. Com isso não concordam os conservadores, Só que, até agora, não conseguiram implantar uma nova política. Mais ainda, deixar de arrecadar com o turismo canábico pode esfumaçar o PIB da Holanda.

Por falar em PIB, mais de 1,5 milhão de marroquinos dependem para sobreviver do cultivo da erva canábica. Agora, dependem, também, das alterações climáticas.

No Vale do Rif e em Yebala estão as áreas de cultivo. E o Marrocos é responsável por 30% da maconha e haxixe presentes no mercado europeu. E o efeito estufa levará ao aumento nos preços.

Segundo a ONU, 4% da população mundial consome a cannabis, isto na faixa de 15 a 64 anos.


Para ocorrer overdose é necessário o consumo diário de 4 quilos de maconha. Por isso, até agora, não houve registro de morte por overdose no planeta. Por outro lado, as autoridades do Primeiro Mundo se preocupam o aumento de acidentes automobilísticos envolvendo motoristas sob efeito de maconha, que é droga perturbadora e que afeta os reflexos.

Em vários países europeus, e ao contrário do Brasil, os policiais rodoviários usam quite especial para detectar consumo de maconha: teste da saliva.

Pano rápido, para usar o consagrado bordão do Millor Fernandes. E “pano rápido” adaptado ao estilo Lula de explicar as coisas; Pode-se concluir que a razão está com o técnico do Milan de Kaká e Ronaldo, o fenômeno. Ontem, Ancelotti afirmou: menos jogadores, menos problemas. Mais jogadores, mais problemas.


WFM, 01 de março de 2007.


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