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Cocaína Transgênica na Colômbia

Por IBGF/WFM

02-setembro de 2004-COCA TRANSGÊNICA NA COLÔMBIA

O coronel colombiano Diego Caicedo encontrou vasto plantio de cocaína transgênica. Isso ocorreu no norte da Colômbia, em Sierra Nevada, região de Santa Marta.

Chamaram a atenção dos agentes colombianos antidrogas, comandados pelo coronel Diego, a tonalidade mais claras das folhas e os quase 3 metros de altura dos arbustos de coca.

. Levadas as amostras da coca encontrada aos laboratórios, verificou-se que provinham de sementes geneticamente modificadas, ou seja, sementes transgênicas. Verificou-se, então, que o componente estimulante da folha de coca transgênica era qualidade superior. Entre 97% e 98% de conteúdo estimulante, ao passo que a folha normal detém de 24% a 25% de princípio psico-ativo.

Ainda ficou comprovado que coca geneticamente modificada reduz o período de colheita em 4 meses. Ou seja, a folha normal é colhida depois de 8 meses enquanto a transgênica pode ser recolhida com 4 meses. Mais ainda, o arbusto contém quantidade maior de folhas. Em suma, mais lucro para os narcotraficantes colombianos, hoje organizados em pequenos “cartéis”:cartelitos, como são conhecidos.

Segundo levantamentos dos serviços de inteligência, os cartelitos colombianos já investiram US$150 milhões em pesquisas.

Com referidas pesquisas, os narcotraficantes dos “cartelitos” chegaram à folha de coca transgênica. E, agora, procuram obter uma planta que resista aos erbicidas (venenos) despejados pelos aviões norte-americanos: despejam o veneno chamado glifosato, --produzido pela multinacional Monsanto, nas áreas de cultivo de coca.

A propósito, o secretário antidrogas norte-americano (czar antidrogas), John Walthers, acaba de afirmar, no México, que a oferta de cocaína não foi reduzida, apesar do Plano Colômbia. Ou seja, a oferta de cloridrato de cocaína ( a folha de coca é a matéria prima para a elaboração da pasta) não sofreu redução.

Como mostra esse novo cenário, a produção de cloridrato de cocaína (pó) dobrou com a coca transgênica, de modo a neutralizar o efeito das erradicações feitas por meio de despejo de venenos.

Convém lembrar que a Colômbia não produz os insumos químicos usados no refino da cocaína (éter, acetona, etc). E os traficantes lavam dinheiro fora da Colômbia, em grandes centros on-shore e off-shore.

Em outras palavras, ficou claro como os produtores de cocaína enfrentam e vencem, com tecnologia e conivências, o militarizado e simplista Plano Colômbia.

-7 de dezembro de 2004.

O Financial Times publicou ontem (7 de dezembro de 2004) uma longa matéria sobre a existência coca transgênica na Colômbia. A coca de sementes geneticamente modificadas seria resistente ao herbicida-glifosato, derramado, pelos aviões norte-amercanos da Dyn Corp, em áreas de cultivo colombianas.

-8 de dezembro de 2004

Na tarde de hoje (8 de dezembro de 2004), John Walthers, que é o czar antidrogas do governo Bush, reagiu à matéria do jornal Financial Times e declarou que tudo não passa de “mito de camponeses”.

Walthers afirmou, ainda, que apenas está ocorrendo, na Colômbia, substituição da Coca tradicional (a Caucana) pela coca Tigomaria peruana, que é mais resistente e gera 8 colheitas ao ano, ou seja, 4 a mais do que a Coca tradicional.

O czar americano, no entanto, não desmentiu o coronel do exército colombiano Diego Caicedo. Ele afirmou ter encontrado e colhido coca trangênica em Sierra Nevada-região colombiana de Santa Marta (vide matéria acima)
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