São Paulo,  
Busca:   

 

 

Drogas Ilícitas

 

DROGA: resíduos de cocaína no dinheiro em circulação.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania



MILTON JUNG, estou me sentindo dividido. Igual ao visconde dimezzato (Il Visconte Dimezzato) da obra do Ítalo Calvino, aquele grande escritor italiano nascido em Cuba.

E dividido porque que não sei se devo ou não falar aos ouvintes da rádio CBN a respeito das últimas e assustadoras constatações sobre a cocaína.

E aí MILTON JUNG, comento ou não?

Cientistas ingleses examinaram 1.500 notas de 10 e de 20 libras esterlinas. As cédulas foram sacadas de nove diferentes bancos.

Pois bem, em 99,9% das cédulas foram encontrados resíduos de cocaína.

O pó da cocaína, como explicou o pesquisador britânico James Carter, penetra profundamente nas fibras do papel moeda e não sai com o manuseio ou a circulação do dinheiro.

No início de 2006, outros pesquisadores, também ingleses, examinaram durante 60 dias as estações de tratamento do esgoto britânico que deságua no rio Tâmisa. E eles constataram que dois quilos de cocaína misturavam-se, por dia, nas águas do rio Tâmisa.



Na Espanha, pesquisadores recolheram cédulas de euro usadas para troco em supermercados e farmácias populares.

Pois bem, em 94% dessas cédulas foram encontrados resíduos de cocaína.

Na Alemanha, chegou-se também nos 94%, em pesquisa feita em 2003.

Só para lembrar, na Grã Bretanha o mercado da cocaína movimenta o equivalente a 320 milhões de libras esterlinas, ou seja, 520 milhões de euros.

Na Espanha e segundo o governo do premiê Zapateiro, 475 mil espanhóis consomem cocaína diariamente.

Ao tempo de Freud, --que escreveu no século XIX sobre cocaína e depois se arrependeu--, era chique usar cocaína nos salões aristocráticos. As damas da alta sociedade guardavam a cocaína em caixinhas de rapé, revestidas de brilhantes, esmeraldas e rubis.



Ricos do século XX passaram a usar papel moeda, de valor elevado, como canudos para aspirar pó de cocaína.

Como sabem todos os bares e todas as esquinas do mundo, o uso da cocaína massificou-se. E mostram isso as pesquisas supracitadas, realizadas na Grã Bretanha, Espanha e Alemanha.



PANO RÁPIDO. A comunidade terapêutica San Patrignano,-- que é a mais famosa do mundo na recuperação de drogados--, segue um norte importante: “Drogados irrecuperáveis não existem. Mas, também não existem drogas proibidas que não causem danos à saúde física e mental”.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet