São Paulo,  
Busca:   

 

 

Drogas Ilícitas

 

DROGA: Casa Branca diz não a Morales. Chavez entra em cena.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch




Presidente da Bolívia e do Sindicato dos Cocaleiros do Chapare, Evo Morales quer a industrialização da folha de coca.

Segue a pretensão do presidente do Afeganistão, que conta com o apoio do czar antidrogas da ONU, Antonio Costa: Karzai quer o aproveitamento (venda) da papoula afegã e o seu ópio pela indústria farmacêutica.É a saída que encontrou para os cultivadores afegãos não venderem o ópio-básico para os Senhores da Guerra e do tráfico internacional da heroína

A czarina antidrogas da Casa Branca, Christy McCampbell, não concorda com Morales. Entenede que a medida ensejará mais plantios e, com isso, mais matéria-prima (folha) para elaboração do cloridrato de cocaína.

O presidente Hugo Chavez apóia a idéia de Morales e acaba de lhe enviar US1,0 milhão para a industrialização da folha de coca: cosméticos, remédios, alimentos, etc.

Com a industrialização, Morales pretende tirar da lista da ONU a folha de coca, dada como proibida.

Como se percebe, a Casa Branca, que também apóia a idéia do presidente do Afeganistão, usa de pesos e medidas diferentes para situações semelhantes. Para melhor entender, basta atentar que a heroína do Afeganistão não chega nos EUA: o mercado consumidor é a Europa e Ásia.

Ao contrário, a cocaína andina chega aos EUA, onde ocorre o maior consumo mundial.

A czarina Campbell (vice do czar John Walthers) disse que concorda com plantios apenas para ensejar o uso cultural, religioso, tradicional. Aproveita para repetir o alerta dado pelo embaixador dos EUA na Bolívia (veja matéria no site do IBGF), ou seja, as áreas de plantio cresceram no Chapare e em Yugas de La Paz, a exceder o limite fixado na lei boliviana.

WFM-IBGF, 14 novembro de 2006.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet