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Drogas Ilícitas

 

DROGA: deputados flagrados em teste antidrogas.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

Câmara dos Deputados (palazzo Montecitorio).



Para ouvir o comentário, acesse http://radioclick.globo.com/cbn/

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COMENTÁRIO: Justiça e Cidadania-Rádio CBN.

Um órgão colegiado chamado de “Garantidor da Privacidade” é utilizado em países europeus para controlar nas televisões certos programas de entretenimento, sátiras e crônicas.

Ontem e terça feira (10 e 11/10/2006), na Itália, o Garantidor da Privacidade virou alvo de contestações, em face da proibição de matéria que seria veiculada em programa televisivo.

Sobre o programa de televisão proibido, seis (6) repórteres abordaram cinqüenta (50) deputados e dezesseis (16) deles estavam drogados.

Ou melhor, dentre os dezesseis (16) tóxico-deputados, doze (12) estavam sob efeito de maconha e quatro (4) turbinados por cocaína.

Portanto, um (1) em cada três (3) deputados estava sob efeito de droga ilícita. Os deputados fisicamente permaneciam na Câmara em Roma (Montecitorio), mas, na verdade, estavam prá lá de Marrakesh.

Os seis (6) repórteres eram os apresentadores do programa que leva o nome de “As Hienas” (Le Iene). O programa está no ar desde 1996, com elevada audiência. Mal comparando, é versão light do programa “Pânico”, exibido pela televisão brasileira. Claro, num padrão civilizado de Primeiro Mundo.

O órgão “Garantidor da Privacidade” proibiu o programa que iria divulgar o resultado dos testes toxicológicos, mas sem identificar quem seriam os tóxico-deputados.

Esse órgão Garantidor da Privacidade procura estabelecer um ponto de equilíbrio entre a liberdade de informar e o direito à privacidade, ambos princípios constitucionais fundamentais num estado democrático de Direito.

Como o programa “As Hienas” tem muita audiência, os cinqüenta (50) deputados receberam com toda a atenção os repórteres.

Sob o argumento de que o suor provoca muito brilho nas gravações, os repórteres limparam com algodão úmido o rosto dos cinqüenta parlamentares.

E nenhum dos cinqüenta (50) deputados desconfiou que cada algodão usado fazia parte de um “kit” de testagem de drogas.



Para o Garantidor da Privacidade, os repórteres violaram à intimidade, que é uma garantia constitucional. Ou seja, garantia de que outros não podem ter acesso a dados interiores, salvo se liberados.

Sobre o ocorrido ontem e na terça feira na Itália, a opinião pública ficou dividida.

Muitos juristas consideraram que a liberdade de informar deveria prevalecer, ainda mais em se tratando de homens públicos (deputados)

Perante os leigos, o Garante de Privacidade virou um censor de regimes fascistas.

O certo é que os deputados não sabiam que seriam submetidos a testes antidrogas. Por outro lado,-- e como muito bem frisou órgão italiano Garante da Privacidade--, o problema da droga tem a ver com a saúde do usuário e, portanto, é uma questão reservada, íntima.

Para finalizar, é bom lembrar o conteúdo de e.mail enviado por telespectador italiano e divulgado: -“Na Câmara dos deputados italianos, liberou geral.”


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