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Máfias/Dinheiro Sujo

 

PCC: patamar da Al Qaeda e imitação do mostrado pela Al Jaezira.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

O PCC é uma organização piramidal, como a potente máfia sicíliana e a terrorista Al Qaeda.

No vértice dessa pirâmide está o órgão de governo do PCC, o seu cérebro. Um órgão localizado no interior dos presídios e que passa ordens, em especial para os componentes da base, que estão fora dos cárceres.

Com controle de território e difuso poder de intimidação, o PCC, nos seus 13 anos de vida, foi galgando patamares mais altos e colocando em prática técnicas e métodos mafiosos e terroristas.

Nos ataques voltados a desmoralizar o Estado e a causar intranqüilidade social, o PCC promove ações espetaculares. Como não é uma força regular, o PCC agride e recua, igual realizam as organizações voltadas à guerrilha urbana.

No seu percurso de sangue, o PCC, como a máfia, produziu vítimas anônimas e cadáveres excelentes (pessoas de destaque, como o juiz-corregedor Machado Dias.

Como a máfia fez ao atacar com bombas em Florença, Milão e Roma, o PCC repetiu na capital e no interior de São Paulo. De quebra, elegeu policiais e carcereiros como alvos e os marcou para matar.

A Al Qaeda, pós 11 de setembro, firmou-se como organização líder do fundamentalismo fascista islâmico. Envia fitas para a televisão Al Jaezira e dá ordens e apoio às organizações no Iraque, no Paquistão, na Cahimira, etc.. O número 2 da Al Qaeda (uma organização radical sunita) já pediu apoio ao hezbollah (xiita) e ao hamas palestino.

O PCC, com o seqüestro e a fita divulgada, quer se tornar uma espécie de Al Qaeda, ou melhor, a voz representativa das massas carcerárias.

Na fita colocada no ar na Globo, o PCC pede um mutirão, além de protestar contra o regime de cárcere duro (regime disciplinar diferenciado). Dias antes do seqüestro, o Ministro da Justiça, como a ouvir o eco dos cárceres, anunciou um mutirão em São Paulo. Como se nota agora, o ministro da Justiça foi o eco do desejo do PCC. Para isso, conta com os governos, federal e estadual, completamente despreparados para contrastar esse fenômeno.

Pior, as autoridades não conseguem liquidar com o PCC nos presídios e ainda pensam que são capazes de fornecer segurança à população, na cidade e no estado de São Paulo.


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