São Paulo,  
Busca:   

 

 

Máfias/Dinheiro Sujo

 

MAFIA:Cinzas de maio. Dinamitado o juiz Giovanni Falcone.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 23 maio de 2007.
Capaci: o local da explosão.





1. A Tragédia de 23 de maio de 1992.

Falcone, um siciliano, trabalhava em Roma. Estava licenciado da Magistratura e à disposição do Ministério da Justiça, onde preparava projetos de lei antimáfia. Foi o único magistrado a desvendar a Máfia sicialiana e processar seus chefões e principais operadores.

Quando desvendou a organização e identificou os seus líderes, Falcone fazia parte do "pool" de magistrados antimáfia. Esse "pool" tinha sido criado pelo magistrado Rocco Chinnici, fuzilado pela Máfia em julho de 1983, junto com dois carabineiros da escolta. Morreu, também, o porteiro do prédio onde morava, pois Chinici foi fuzilado ao ingressar no prédio onde morava.

Coma morte de Chinnicci, o "pool" passou a ser comandado por Antonino Caponetto, que deu toda a força para Falcone ir a fundo nas apurações. O Fiat-Crona era dirigido pelo próprio Falcone, que tinha paixão pelo volante. O motorista ficou no banco do trás e, por isso, salvou-se. Os petardos atingiram em cheio o Fiat da escolta, de cor azul. Falcone morreu às 19,05 hs no hospital Civico Benfratelli de Palermo, depois de parada cardíaca e insucesso dos médicos na tentativa de reanimá-lo. Francesca, sua esposa, morreu no próprio local. O telecomando foi acionado por Giovanni Brusca, da Colina de Capaci (uma elevação próxima à autoestrada A/29, na cidade de Capaci). A autoestrada era a que ligava o aerporto de Punta Raisa (hoje chamado Falcone-Borsellino) a Palermo.

A cratera aberta com a explosão tinha 3,5 metros de profundidade e 14, 3 metros de diâmetro, conforme foto ao lado.. Nos finais de semana, Falcone deixava Roma e voltava à Sicília. 2.Para não esquecer.

Giovanni Falcone.





A Cosa Nostra mandou colocar 500 kg de dinamite num duto subterraneo de escoamente de água pluviais que cortava a auto-pista da rodavia por onde passaria Falcone e a esposa Francesca Morvillo, também juíza.

O mafioso Giovanni Brusca, chefe da "famiglia mafiosa" de San Giuseppe de Jato, acionou, à distância, o aparelho detonador (telecomando).

Hoje, Giovanni Brusca, que não suportou o sistema de cárcere duro, é um colaborador da Justiça italiana.
Brusca fez delações, verificadas durante 5 anos. No princípio, ele distorceu fatos criminosos passados, para incriminar os seus inimigos e tumuluar as investigações.
Ele só foi aceito colaborador depois de 5 anos e, no primeiro estágio premial, pode visitar a família, com escolta.

Há pouco, as visitas de Brusca foram suspensas, pois ele usou um celular pré-pago (escondido na residência), enquanto estava com a mulher e os filhos. Cometeu falta grave, pois quis restabelecer comunicação com antigos aliados.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet