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Máfias/Dinheiro Sujo

 

MÁFIA: preso o secretário particular de Provenzano.

Por IBGF/WFM

IBGF,4 de maio de 2006.

Bernardo Provenzano.








OLHO

Enquanto o ex-chefão da Cosa Nostra, Bernardo Provenzano, participava, --do cárcere de Terni (Úmbria) e por videoconferência--, da primeira audiência judicial do chamado processo Trash (fraudes em licitações e execucuções de obras públicas, sob comando mafioso), --que tramita em Palermo (Sicília)--, a Squadra Mobile Antimafia predia o seu secretário particular.

O tal secretário, já anteriormente condenado e preso por associação mafiosa, era nos bilhetes identificado pelo número 123.

Trata-se de Carmelo Garifo, de 47 anos e sobrinho de Provenzano. MATÉRIA

1. Carmelo Gariffo era uma espécie de chefe-de-gabinete de Bernardo Provenzano, o capo-dei-capi (chefe dos chefes) da Cosa Nostra.

Dentre as suas tarefas estava a de se comunicar com o médico que tratava de Provenzano, que, apesar da operação de prostata realizada em Marselha durante o longo período que ficou foragido (quase 43 anos), continua a precisar de cuidados especiais.. Gariffo morava em Corleone e teve a prisão preventiva decretada. Acabou preso nesta quinta feira (4 de maio de 2006). No seu pequeno escritório mantinha um computador, apreendido e com o disco-rígido já enviado à perícia. Vários bilhetes,--escritos na máquina de Provenzano, foram encontrados e apreendidos. Servem para confirmar, entre outras coisas, que Gariffo era o identificado pelo número 123. E o 123 era tratado, por Provenzano, como um secretário particular.

Gariffo era o único a receber e a encaminhar bilhetes a Provenzano. Tudo era centralizado no seu escritório.

Os magistrados do Ministério Público têm uma outra pessoa a identificar e, também, referida por número. Trata-se do médico que visitava e cuidava de Provenzano. Até agora não se sabe quem é o médico, mas com os novos documentos, apreendidos no escritório de Gariffo, se poderá ser identificado nas próximas horas. Quando preso, Provenzano tinha consigo muitos remédios, a maioria com compra condicionada á apresentação de receita médica. A maior parte dos remédios, no entanto, eram "amostras grátis". Essas amostras grátis era fornecidas, evidentemente, por médicos. Gariffo não era um velho secretário do super-boss, pois, até poucos meses atrás, estava preso, descontando pena por associação mafiosa. Depois de cumprir a pena, Garrifo tinha desaparecido. Acabou encontrado com base em investigações realizadas no local de refúgio de Provenzano, que era próximo da entrada da cidade de Corleone (Monte dei Cavalli).

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2.No Palácio da Justiça de Palermo teve início (4 maio de 2006) a audiência do chamado processo Trash. Provenzano dela participou por videoconferência, isso da prisão de Terni (Úmbria).

Sua voz cansada e fraca foi ouvida e sua imagem transmitida na sala de audiências de Palermo. O boss declinou o seu nome e disse o nome do seu advogado, ou seja, de Francesco Marasà, contratado depois da prisão.

O advogado Marasà requereu a suspensão da audiência para se inteirar da acusação. O pedido foi negado pelo magistrado, pois, desde 18 de abril, uma petição de juntada de procuração,-- com a sua constituição--, estava nos autos do processo. Ou seja, ele tinha tido tempo e os autos a disposição para consulta desde 18 de abril (Provenzado fora preso em 11 de junho).


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