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Máfias/Dinheiro Sujo

 

MÁFIA: Bilhete revela consulta preocupante do sucessor de Provenzano.

Por IBGF/WFM

IBGF,28 de abril de 2006.

Acaba de ser revelado o teor de um dos mais importantes "bilhetes" (foram 200) encontrados na casa de refúgio de Bernardo Provenzano, o chefão da Cosa Nostra preso no dia 11 de abril passado (2006).

O teor do bilhete revela uma consulta de Matteo Messina Denaro para Provenzano. Segundo os magistrados do Ministério Público de Palermo o teor dá a posição de Matteo na organização, ou seja, era o primeiro abaixo de Provenzano.

O bilhete refere-se a um crédito em dineheiro e já vencido da Cosa Nostra para com o filho do ex-prefeito de Palermo, o falecido e mafioso Vitto Ciancimino (eleito prefeito pela Máfia).

Matteo consultava o capo Provenzano como deveria agir para receber. Por outro lado, falava da "crise nas vocações", ou melhor, na dificuldade para arregimentar novos mafiosos para o papel de "piccioti" (soldados da máfia).

Segundo a Procuradoria de Palermo, nos últimos 5 anos o número de picciotti caiu de 5.192 para a metade.

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Matteo Messina Denaro.


IBGF,11/4/2006. Preso Provenzano, o governo da Máfia cai nas mãos de Matteo Messina Denaro, de 44 anos de idade e foragido desde 1993. Matteo controla as "famiglias mafiosas" de Alcamo e Trapani. Participou da guerra da máfia contra o Estado italiano em 1993, com ataques terroristas a bomba em Roma, Florença e Milão.

MATÉRIA.

Aos 14 anos de idade, Matteo Messina Denaro já usava arma de fogo e realizava disparos para intimidar as pessoas que não gostava.

Quando completou 18 anos, Matteo foi autor de homicídio. Aos 38 anos, detonou uma bomba cujo destinatário era o jornalista Maurizio Costanzo ( na Via Fauro, em Roma), que tem o programa de entrevistas de maior audiência na televisão privada, pertencente ao grupo de Sílvio Berlusconi.

Como destacou Pierluigi Vigna ( ex-procurador nacional antimáfia) pouco antes de se aposentador, "Hoje, internamente na Cosa Nostra, todos temem Matteo Messina denaro". Segundo o comandante da Esquadra Móvel de Palermo, que se empenha no combate à máfia e prendeu Provenzano, "nenhum dos que seguem Provenzano estão hierarquicamente acima de Matteo". Na ficha criminal de Matteo consta ser procurado por condenações nos seguintes crimes: (1) associação mafiosa, (2) atentados em Florença, Milão e Roma, em 1993, com 10 mortes de cidadãos comuns (3) detenção e porte de explosivos, (4) homicídios. Matteo está, também, definitivamente condenado em três processos criminais, com penas de prisão perpétua. Segundo um procurador antimáfia de Palermo, só com as pessoas que matou daria para abrir um cemitério. No ano de 1992, Matteo comandou o grupo designado para matar o chefe mafioso da "famiglia" (célula criminosa) da cidade de Alcamo, Vincenzo Milazzo. Depois de executar o crime, Matteo estrangulou a companheira do boss Vicenzo Milazo. Na ocosião, Antonella Bonomo, companheira de Milazo, estava grávida de três meses. Matteo é conhecido no ambiente mafioso por estar sempre com roupas de marca e relógio Rolex Daytona. Usa calças Versace e, à noite, coloca sempre um foulard de sede no pescoço.

Já compareceu a lugares da moda, como a Paradise Beach, dirigindo um automóvel da marca Porsche, sem placas.

Pelos amigos mafiosos, Matteo é chamado pelo significativo apelido de Diabolik.

Matteo aproximou-se da cúpula de mando da Máfia (Comissione) pelas mãos de Totó Riina, no início dos anos 90. Para a polícia, Matteo ficou riquíssimo com o tráfico internacional de drogas e teria, em nome de testas-de-ferro, milhões de euros em bancos de Malta.

O pai de Matteo, Don Ciccio, já era mafioso. Em Castelvetrano e Trapani, Don Ciccio era muito respeitado pelos seus conhecimentos de arquiológia e história da arte. Don Ciccio foi morto a tiros e o corpo encontrado em um rio. Ele chegou a ser suspeito de haver furtado uma famosa e valiosissima obra de arte: "Efebo di Selinunte).

Segundo relatos de colaboradores da Justiça (mafiosos arrependidos), Matteo, no ano de 1994, determinou que os mafiosos que dirigia votassem no partido da Forza Italia, fundado por Sílvio Berlusconi e que elegeu, como senador, Marcello Utri, condenado recentemente por associação mafiosa.

Marcello Utri era o braço direito de berlusconi na Sicília.


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