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MENSALÃO À ITALIANA: Cai o presidente do Banco Central (BankItália) por insider trading. Pouco antes, a nova lei reduziu drasticamenteas penas para as fraudes fiscais

Por IBGF/WFM

Olho.

Mensalão à Italiana. Pediu exoneração o presidente do BankItália (equivalente ao Banco Central Brasilieiro), Antonio Fazio. O seu mandato era por tempo indeterminado.

O premier Sílvio Berlusconi já prepara modicações, que são questionadas. O mandato do "governador" de BankItália será por 6 anos, com possibilidade de uma renovação. Será, também, demissível por decisão do Conselho do Banco.

A desconfiança decorre do fato de Berlusconi, anteriormente ao escândalo, ter mandado ao Parlamento e logrado aprovação de uma lei que reduziu a pena para crimes financeiros, como, por exemplo, o falso balanço e as fraudes. Como conta com maioria parlamentar, a lei foi aprovada e sancionada

A queda-livre começou no sábado (17/12/2005), depois do interrogatório de Gianpiero Fiorani. Os magistrados do Ministério Público de Milão surpreenderam ao convocar Fiorani, em pleno sábado e com o Palácio da Justiça fechado. A imprensa ficou fora e passou a especular, no domindo e na segundo, sobre a queda de Fazio.

Capítulo inicial. O governador da Bankitália, Antonio Fazio estava no no rol dos supeitos. O governador (não presidente, como no Brasil), Antonio Fazio, passaria abusivamente informações privilegiadas ao seu pupilo Gianpiero Fiorani (já preso), responsável pelo Banco Operário Italiano.

A Itália, terra da Operação Mãos Limpas (Tangentopolis), --que reprimiu a corrupção na política partidária--, volta ao cenário internacional com um grande escândalo financeiro.

Para os procuradores de Milão, Gianpiero Fiorani, o ex-número 1 do Banco Popular Italiano, corrompeu políticos, praticou fraudes financeiras, lavou dinheiro, aproveitou-se de insider information e perpetrou estelionatos. Afirmam que a prova é farta e induvidosa.

Os nomes dos políticos "comprados" continuam sendo mantidos em sigilo. A juíza de instrução preliminar, Clementina Forleo, decretou a prisão preventiva de Fiorani e mais quatro, dados como cúmplices. Todos foram presos pela Guarda de Finanças.

O governador do Bankitália já foi notificado que está sendo investigado por insider trading" (repassava informações privilegiadas com abuso no exercício das funções ) e associação para delinqüir.

Fala-se em esmolas para políticos, Caixa 2 (cassa nera) e prejuízos a pequenos e médidos poupadores.

MATÉRIA.

Antonio Fazio, governador da BankItália.


O governador (não presidente, como no Brasil), Antonio Fazio, passaria abusivamente informações privilegiadas ao seu pupilo Gianpiero Fiorani (já preso), responsável pelo Banco Operário Italiano.

A Itália, terra da Operação Mãos Limpas (Tangentopolis), --que reprimiu a corrupção na política partidária--, volta ao cenário internacional com um grande escândalo financeiro.

Para os procuradores de Milão, Gianpiero Fiorani, o ex-número 1 do Banco Popular Italiano, corrompeu políticos, praticou fraudes financeiras, lavou dinheiro, aproveitou-se de insider information e perpetrou estelionatos. Afirmam que a prova é farta e induvidosa.

Os nomes dos políticos "comprados" continuam sendo mantidos em sigilo.

A juíza de instrução preliminar, Clementina Forleo, decretou a prisão preventiva de Fiorani e mais quatro. Todos foram presos pela Guarda de Finanças.

O presidente da Bankitália já recebeu o aviso (notificação em 16/12/2005) de que está sob suspeita de insider trading e concurso em associação para delinqüir.

MATÉRIA

O nome dos políticos que recebiam euros de Gianpiero Fiorani é mantido em sigilo pelo juiz encarregado das investigações priliminares (gip).

O gip (giudice d´istruzione preliminare), Clementina Forleo, decretou a prisão preventiva de Gianpiero Fiorani, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes e estelionato e associação para delinqüir (formação de quadrilha).

Gianpiero Fiorani era o número 1 da Banca Populare Italiana (BPI) e o Ministério Público de Milão (o mesmo da Operação Mãos Limpas) investigou sobre os "negócios ocultos" do banco popular no caso Antonveneta.

A prisão de Fiorani e outras cinco pessoas foi realizada, por ordem judicial, pela Guarda de Finanças, que é a polícia italiana que cuida das fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, agiotagem, etc.

O banqueiro Fiorani foi preso na sua residência, na pequena cidade de Lodi, considerada a primeira cidade do planeta em qualidade de vida.

O banqueiro Gianpiero Fiorani, "mensalão à italiana".


Do mandado de prisão constou um rol de crimes e o registro de que há "movimentos de dinheiro destinado a expoentes da política" (movimenti di soldi destinati as esponenti politici".

As demais prisões ocorreram nas cidades de Codogno e Lugano (Suíça).

Fiorani é acusado de: a) agiotagem (espalhou notícias falsas para influenciar na bolsa de valores, mais especificamente para interferir nos valores dos títulos negociados);
b) insider trading (utilização de informações privilegiadas para benefício patrimonial);
c) estelionato simples e estelionato qualificado:
d)apropriação indébita;
e)associação delinqüencial para o cometimento dos crimes acima.

Os nomes dos políticos, no mandato de prisão, foram substituídos pelo termo latino "omissis", utilizado quando não se pode divulgar os nomes.

Segundo os procuradores (14/12/2005), a prova é exuberante e os fatos revelados nas interceptações telefônicas estão comprovados por documentos.


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