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Máfias/Dinheiro Sujo

 

RIO:crime organizado promove secessão e se aproveita da inépcia das políticas de segurança pública. O livro de Garotinho desapereceu das livrarias.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

OLHO

4 de dezembro de 2005.

Uma menina menor serviu de isca para a parada do ônibus da linha 350 (Passeio-Irajá).
Ela confessou à polícia que a ordem dada pelo traficante Lorde (Anderson Gonçalves dos Santos), de 25 anos, era para incendiar e matar todos os que estivessem no ônibus.
##folha743##

A ação de matriz terrorista seria para "vingar a morte de um comparsa", morto pela polícia. A adolescente fez um relato frio, sem qualquer sentimento de culpa ou pesar pela morte de 5 inocentes (incluída uma criança de 1 ano).
A polícia aindal investiga uma provável extorsão policial a narcotraficantes como estando na raiz da ação do crime organizado.

MATÉRIA
Uma adolescente foi detida na madrugada (4/12/2005) pela polícia civil do Rio. Ela admitiu ter participado do covarde ataque ao ônibus da linha 350 (Passeio-Irajá), que resultou em 5 mortes e ferimentos em 14 outros 14 passageiros que estavam no ônibus.

Duas mulheres, numa esquina, fizeram sinal para o motorista do ônibus, passando-se por passageiros. Sem desconfiar, o motorista do ônibus parou para receber as duas passageiras, no bairro de Brás de Pina. O ônibus, então, foi invadido por um grupo que despejou gasolina, fechou as portas e ateou fogo.
Tim Lopes, tortura e corpo queimado.


O mentor do ataque teria sido Anderson Gonçalves dos Santos, apelidado Lorde, de 25 anos de idade. Lorde comanda o tráfico nos morros da Fé e Quitungo.

A acompanhante da menor detida teria sido a namora de Lorde. Lorde e a namorada estão foragido. Comenta-se de teriam fugido para São Paulo. Como LOrde tinha controle de território, é mais provável que esteja escondido nos morros da Fé e Quitungo.

SECESSÃO.O traficante Joca no comando da Rocinha.

Sobre a secessão no Rio de Janeiro, neste início de dezembro (1/12/2005), circulou a notícia, veiculada na coluna de Ancelmo Góis (O Globo), que o traficante Joca baixou uma determinação nos "seus domínios" (Rocinha).

Joca, líder do narcotráfico da Rocinha, avisou que não dará proteção, na Rocinha, a ladrão que cometer crimes nos espaço físico do Barra Shopping ao Humaitá.

Para Joca, esse território pertence ao Estado e é governado não por ele mas por Rosinha Mateus. Como quer bom relacionamento, fixou as suas fronteiras e não vai abrigar foragidos.

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OLHO.

A polícia civil investiga uma provável extorsão a narcotraficantes na raiz da ação do crime organizado, que queimou um ônibus, matou 5 pessoas (incluída uma criança de 1 ano de idade) e deixou 14 feridos. No Rio, o controle territorial e social aponta para a secessão. CONFIRA: (1) secessão e (2) extorsão na raiz do atentado.
CONFIRA: (1) secessão. (2) extorsão na origem do atentado.



MATÉRIA 1. Secessão-comentário.

Em termos de segurança pública, o Rio de Janeiro no governo do presidente Lula continua igual ao do tempo de Fernando Henrique Cardoso. Ou seja, permite-se, em um regime federativo, a secessão. Uma secessão caracterizada por um Estado federado conquistado e dominado pela criminalidade organizada.

A política nacional de segurança pública desenvolvida pelo governo federal é ineficaz para contrastar o fenômeno da criminalidade organizada. Em síntese, é a política nacional desejada pelo Comando Vermelho, Amigo dos Amigos e Terceiro Comando, que são as associações delinqüenciais mais temidas no Rio de Janeiro.

Quanto ao nível estadual e na administração de Rosinha Mateus, o Rio de Janeiro continua o mesmo dos governos estaduais anteriores. Em outras palavras, não consegue restabelecer a ordem, a tranqüilidade pública e a paz social.

No Rio de Janeiro, as organizações criminosas passaram a ter controle social e de territórios. E o poder corruptor das associações delinqüenciais conseguiu transformar policiais em bandidos.

A criminalidade organizada, no curso dos anos, mostrou crescimento em ousadia e já fez de tudo na cidade. Por exemplo, assassinou a diretora de presídio Sidnéia Santos de Jesus, que queria impor a ordem no Bangu I. Também as associações criminosas já julgaram e executaram o jornalista Tim Lopes, por ter ele mostrado como funcionava a feira livre das drogas proibidas.

Diante desse quadro de desgoverno, falência e insegurança, a população teve aniquilados os seus direitos fundamentais. Como conseqüência, recolheu-se ao silêncio. Um silêncio que se transformou em solidariedade pelo medo, como escrevia o siciliano Leonardo Sciascia ao narrar o comportamento da população em face do poder paralelo da máfia.

Na terça-feira passada (30 novembro de 2005), o crime usou, mais uma vez, do método terrorista. Por vingança ou como se comenta reação à extorsão policial ( dois sargentos teriam extorquido o traficante Lorde), um grupo criminoso incendiou um ônibus e matou, covardemente, cinco pessoas, dentre elas uma criança de 1 ano de idade. Não bastasse, o governo do crime organizado reagiu para manter a hierarquia e a disciplina. Assim, a cúpula de governo mandou executar aqueles indisciplinados que, sem ordem superior, atearam fogo e queimaram vivas cinco pessoas.

A respeito desses dois episódios, o ministro da Justiça reagiu verbalmente, como se estivesse diante de um Júri e os jurados fossem todos os atônitos membros da sociedade civil. Em tom professoral, avisou que os responsáveis pela barbárie devem ser identificados e punidos pela Justiça. Como diria Nelson Rodrigues, perpetrou o óbvio ululante.

A respeito, o ministro Bastos não lembrou do tal grupo especial que, em tragédia anterior, deu como solução para combater o crime organizado.

Para o secretário da segurança do Rio, a solução passa pela prisão perpétua. Uma velha receita que não inibe, como sabem todos os quem têm conhecimento mínimo sobre criminalidade organizada.

Com efeito, mais alguns dias e talvez voltaremos com à surrada fórmula do Exército nas ruas do Rio de Janeiro. E assim vamos, com as autoridades, federal e estadual, demonstrando a sua inépcia. Até quando?
2.MATÉRIA: extorsão pode estar na raiz do atentado

A polícia civil do Rio de Janeiro e a Corregeria começaram a investigar informação acerca de uma evetual extorsão como causa do atentado. Segundo divulgado, o traficante Lorde comando o ataque ao ônibus no bairro de Brás de Pina. Ele terria sido extorquido por dois sargentos do 16 Batalhão da Polícia Militar (Olaria).

Lorde, membro do Comando Vermelho, controla o tráfico de drogas no Morro da Fé e do Quitungo. Os dois sargentos teriam exigido 5 mil reais de Lorde, para não incomodar o tráfico.

O traficante Lorde teria pago apenas 2 mil reais. Como deixou de pagar o restante, os dois sargentos começaram a realizar, com policiais outros, ações nos pontos de venda de drogas do morro da Fé e Quitungo.

Numa das ações, teriam sido mortos três traficantes do bando de Lorde. Para se vingar, Lorde resolveu causar um grande escândalo a desprestigiar a polícia militar e conseguir a transferência dos sargentos.

Os relatos sobre vingança foram de uma testemunha que teria acionado o "disque denúncia" e está colaborando com a Corrgedoria.


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