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MALUF: liminar negada foi só o começo. Foto:Maluf e o xadrez.

Por IBGF/Jornal do Terra



Nem todos os companheiros deixaram de reconhecer qualidades em Paulo Maluf. Um Maluf que continua preso preventivamente numa cela especial da Polícia Federal. Depois de o companheiro Lula ter-lhe virado as costas, em recente coletiva dada em New York, o ex-prefeito Maluf ficou irritado.

Maluf e o xadrez.


No desabafo, Maluf mandou Lula atrás dos corruptos do Partido dos Trabalhadores, numa alusão clara ao mensalão, Delúbios, Serenos, Silvinhos, etc.

Como se sabe, Maluf apoiou a candidatura de Lula no segundo turno das eleições presidenciais. E o partido de Maluf e Severino Cavalcanti forma a base aliada ao governo Lula.

O reconhecimento a Maluf veio do seu companheiro de cela, ou seja, uma solidariedade entre presos. Para o preso, Maluf é um bom companheiro.

A solidariedade veio em bom momento, pois Maluf teve negada a liminar em seu pedido de habeas-corpus. Além disso, o Supremo Tribunal Federal acabou de firmar entendimento de que não há foro privilegiado para os que não têm mais mandato.

Esse entendimento do STF derruba uma das teses do habeas-corpus de Maluf. Tese que sustenta ter Maluf direito a foro privilegiado e, em razão disso, seria nula a decisão da juíza que lhe impôs a prisão preventiva.

Por outro lado, está bem comprovado, pelas escutas telefônicas, a tentativa de Maluf e do seu filho, de coagir um doleiro, de apelido Birigui, para apresentar versão falsa, de modo impedir que a Justiça chegue à verdade real.

Ficou evidenciado que Maluf e o seu rebento desejavam obstruir a atuação da Justiça. E é irrelevante o fato de o doleiro Birigui ser co-réu ou vítima. Qualquer co-réu pode confessar crimes, até para obter uma atenuante da pena: a confissão é atenuante da pena.

Com efeito, o pedido de habeas-corpus de Maluf, depois de negada a liminar, será encaminhado para parecer do Ministério Público Federal. O parecer, certamente, será pela manutenção das prisões de Maluf e o de seu filho.

Maluf: reclama do frio da cela e da qualidade da comida.


Quanto ao julgamento do habeas-corpus, Maluf tem poucas chances. A prisão preventiva é necessária e a decisão judicial foi bem fundamentada, com apoio no revelado nas escutas telefônicas.

Portanto, Maluf e o filho deverão permanecer presos até o fim da coleta de toda a prova em juízo. Isso para que não interferiram, coagindo testemunhas e co-réus.

No momento, resta a Maluf a solidariedade do seu companheiro de cela, com quem vem mantendo um bom relacionamento. Dependendo do tempo de permanência na prisão, o companheiro de Maluf poderá sair especialista em desmentidos e caradurismos.


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