São Paulo,  
Busca:   

 

 

Máfias/Dinheiro Sujo

 

JORNALISTAS ASSASSINADOS: cartéis mexicanos silenciam vozes discordantes.

Por WFM-CARTACAPITAL

JORNALISTAS EXECUTADOS

No México, é tradição do crime organizado silenciar com sangue os seus opositores, especialmente os periodistas

...
Cartéis Mexicanos: sempre dispostos a matar.


Só neste mês de abril (2005), os cartéis mexicanos fuzilaram e mataram dois jornalistas, Guadalupe García e Raúl Gibb Guerrero. É da tradição da bandidagem organizada mexicana silenciar com sangue os opositores, especialmente os periodistas.

Como os sicários da Jerusalém sob o domínio do Império Romano, os agentes do crime organizado mexicano também promovem ataques de surpresa. A diferença está no emprego de potentes armas de fogo em vez da sica, um punhal de lâmina curta, levado às concentrações das praças públicas debaixo da manga. O insurgente é chamado de sicário por usar a sica para matar.

Guadalupe García tinha 39 anos. Foi alvejada por disparos. Agonizou durante 11 dias e faleceu no domingo 17. Ela divulgava denúncias pela rádio Nuevo Laredo, que leva o nome da cidade localizada nos confins com os EUA e sob influência do Cartel do Golfo do México.

A cidade de Nuevo Loredo serve ao Cartel do Golfo como corredor para passagem das drogas destinadas a atender o mercado consumidor da Costa do Atlântico norte-americana. A principal rede distribuidora de drogas passa por Nuevo Laredo e estende-se até Houston, no Texas, New Orleans, na Louisiana, e Tampa e Miami, no estado da Flórida. O Cartel do Golfo está aliado aos “cartelitos” colombianos, produtores e fornecedores de cocaína e heroína.

O Cartel do Golfo rivaliza com os cartéis batizados com os nomes das cidades de Tijuana e Juarez, situadas na divisa com as cidades norte-americanas de San Diego e El Paso.

Os famosos irmãos Arellano Felix fundaram o Cartel de Tijuana, que controla o Golfo da Califórnia, na Costa do Pacífico. O cartel e a cidade de Tijuana foram mostrados no filme Traffic, campeão de bilheterias.

Como se sabe, os irmãos Arellano Felix também compravam cocaína peruana. Era vendida pelo ministro Vlademiro Montesinos, eminência parda e responsável pela arapongagem durante a ditadura de Alberto Fujimori.

No fim de março, Montesinos amargou a sua segunda condenação criminal: tráfico internacional de drogas e de armas, lavagem de dinheiro, corrupção e falsidade.

Segundo Jose María Aguillar Reis, da DEA, agência norte-americana antidrogas, Montesinos vendeu aos Arellano Felix 19 toneladas de cocaína pura. A cocaína era refinada nos laboratórios mantidos por Montesinos, na praia peruana de Arica. Aguillar foi fuzilado logo depois de confirmar suas acusações à juíza Magali Bascones.

Raúl Gibb Guerrero dirigia o jornal La Opinión, editado no estado mexicano de Vera Cruz. Nos editoriais alertava sobre o fortalecimento dos cartéis mexicanos e sua infiltração no poder político. Gibb estava pessoalmente empenhado em descobrir o assassinato de um jornalista mexicano, eliminado no fim de 2004.

Gibb foi atacado a tiros e faleceu no domingo 10 deste mês. O magistrado Santiago Vasconcelos atribuiu a autoria ao Cartel do Golfo.

Os cartéis das drogas crescem em ousadia, arrojo e violência. Os laços entre os cartéis mexicanos, cartelitos colombianos e o megacartel do Vale Norte estão cada vez mais sólidos e as drogas abundantemente nos EUA, país campeão mundial de consumo.

Por outro lado, naufragou a promessa formal de Bush de acabar com os plantios de coca na Colômbia até o fim de 2004. Despejou herbicida e imaginou, com a destruição das plantações colombianas, afetar o mercado de oferta.

Bush sonhou que a cocaína, pela queda vertiginosa da oferta, atingiria preços elevadíssimos para o consumidor no fim de 2004. Ao acordar do sonho, em novembro de 2004, na cidade de Cartagena, descobriu que o preço da cocaína havia baixado, passando a custar menos de uma xícara de café em qualquer ponto dos EUA.

O governo norte-americano, em quatro anos de Plan Colombia, gastou US$ 3 bilhões. Nos últimos 25 anos, para reduzir a oferta de drogas, foram gastos US$ 25 bilhões. E a área de plantação de coca continua a mesma, com 200 mil hectares, há 20 anos.

Na Colômbia, pelos dados oficiais, as fumigações reduziram a área de plantio de 180 mil para 65 mil hectares. A coca, então, migrou para o Peru, Bolívia e Equador.

Não bastassem o insucesso e a destruição ambiental causada pelo militarizado Plan Colombia, a polícia marítima colombiana acabou de encontrar e apreender o primeiro submarino do Cartel do Vale Norte, chefiado por Don Diego Montoya-Sanchez, o número 1 das drogas no mundo.

O submarino tem capacidade para transportar até 10 toneladas de cocaína. Conta com potentes motores de impulsão, casco de fibra de vidro e arrojado designer. Sua apreensão ocorreu em Tumaco, na Costa do Pacífico.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet