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EUA: CHEFÕES DO CARTEL DE CÁLI NEGAM ACUSAÇÕES PERANTE JUSTIÇA AMERICANA

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

Os irmãos Gilberto e Miguel Rodriguez Orejuela, fundadores nos anos 70 do Cartel de Cáli (desmantelado nos anos 90), foram interrogados pela Justiça américana do Estado da Flórida, onde respondem acusações de tráfico internacional de cocaína para os EUA

Gilberto: quando da extradição para os EUA.


Miguel foi interrogado hoje (14 de abril de 2005) e Gilberto há duas semanas e em audiência em segredo de Justiça, onde se espera uma transação (plea bargaing)

Ambos negaram as acusações e se declararam inocentes ao juiz Federico Moreno, do Tribunal Criminal da Flórida, com sede em Miami.

Segundo a agência antidrogas do governo norte-americano (DEA), o Cartel de Cáli chegou a ser o maior do mundo, depois da morte de Pablo Escobar, rival do Cartel de Medellín. Para a DEA, 80% da droga enviada aos EUA provinha do Cartel de Cáli, sob gestão dos irmãos Orejuela, Gilberto (o mais velho) e Miguel.

Depois da declaração de não culpados, o juiz suspendeu o interrogatório e passou a analisar a impuganação, pelo Tesouro Americano, da contratação do advogado Jose Quiñon, para a defesa dos Orejuela (veja no site IBGF como funciona o processo americano, quanto a contratação de advogados por traficantes que figuram na chamada Lista Clinton- ou seja, caso de réus que figuram na lista e têm os bens bloqueados. No caso, a mulher de Gilberto contratou o advogado Quiñon, mas a esposa de Gilberto também está na Lista Clinton)

Só resta a Quiñon agaurdar a decisão do juiz, pois impugnou a oposição do Tesouro (veja matéria no site do IBGF). De novidade está o fato de o juiz, para que não haja conflito, ter declarado que um único advogado não poderá atender aos dois acusados. Entendeu o magistrado que poderá haver interesses conflitantes entre Miguel e o irmão Gilberto

Não se afasta a possibilidade de Quiño, sob protesto, declarar que fará a defesa sem receber honorários advocatícios.

Para o dia 11 de maio, o juiz Moreno marcou audiência a fim de ouvir os representantes do tesouro que realizaram a impugnação, por entenderem que o advogado seria pago com dinheiro das drogas

No processo criminal, além dos Orejuelas, figuram mais 10 réus. Entre eles está Daniel Serrano, também extraditado da Colômbia e que era o tesoureiro do Cartel de Cáli. Era Daniel, pelo que descubriu, encarregado de subornar as testemunhas, arroladas no processo pelo ministério público

Daniel está fazendo acordo com a acusação: é a admitida barganha. Já se declarou culpado pelo crime de lavagem de dinheiro. Em troca, deseja ser excluído da acusação de tráfico internacional e de obstruir a ação da Justiça. ao subornar testemunhas

O acoordo com Daniel poderá ser concluído em 8 de junho próximo, quando está marcado o seu julgamento. Se não ocorrer o acordo, deverá pegar 20 anos de prisão e pagar multa.

No processo dos Orejuela, a acusuação é de tráfico internacional e foram apreendidos, pela polícia, 50 toneladas de cocaína, a envolver uma rede que empregava mais de 100 pessoas.

Em dinheiro, a pol´cia americana logrou apreender US$15 milhões.

Segundo noticiou hoje (14 de abril de 2005) o jornal El Tiempo, tanto no processo de Miami, como naquele que tramita em Nova York, a acusação pretende que os Orejuela sejam condenados a restituir US$3.100 milhões, que seria o lucro obtido com o tráfico e a lavagem de capitais sujos, objeto do processo.

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LEIA A MATÉRIA DA CORRESPONDE DO EL TIRMPO EM MIAMI.

viernes 15 de abril de 2005

eltiempo.com / justicia

Ell 11 de mayo se conocerá el nombre del abogado defensor de los Rodríguez Orejuela.

Durante la audiencia, Miguel, señalado de ser uno de los jefes del cartel de Cali, se declaró inocente de los cargos de tráfico de drogas.

La diligencia estuvo presidida por el juez Federico Moreno en su corte de Miami.

La declaratoria de inocencia de Miguel se suma a la de su hermano Gilberto, hecha el pasado 29 de marzo.

Pero por encima de esto, el tema principal de la jornada fue el derecho de los narcotraficantes de pagar por su propio abogado.

Novedades de la audiencia

La única novedad en materia de cargos se presentó cuando el fiscal Richard Gregory, que lleva la voz de la Fiscalía del Sur de la Florida en el proceso contra los Rodríguez Orejuela, le dijo al juez Moreno que el gobierno ha hecho algunas investigaciones sobre la casa (de propiedad de la esposa de Gilberto y con la que se quiere pagar el abogado) y que ahora surgían nuevas dudas sobre el número de transferencias relacionadas con esa propiedad desde el momento en que fue comprada.

Aparentemente, y aunque el fiscal no dio más información al respecto, las dudas se presentarían por el número de propietarios que ha tenido en los últimos años la vivienda, ubicada en Bogotá, lo que haría difícil controlar la procedencia de los dineros con que se adquirió.

Este pronunciamiento de Gregory va en contravía con lo expresado anteriormente por el mismo fiscal y también por José Quiñón, abogado temporal de los jefes del cartel de Cali, que en ocasiones pasadas explicó cómo la Fiscalía del Sur de la Florida no había tenido reparos sobre la mencionada propiedad.

La cita del 11 de mayo

Tras escuchar a Gregory, el juez Moreno, por primera vez desde que este debate se inició, aseguró que tal vez tendría que designar un abogado de oficio para que defienda a los jefes del cartel de Cali, aseverando: "Si no es dinero limpio, yo tendré que nombrar el abogado".

Una definición sobre el tema, sin embargo, sólo se conocerá el 11 de mayo cuando el juez Moreno reciba en su corte a representantes del Departamento del Tesoro y de Justicia para que contesten sus preguntas sobre el motivo por el cual no han otorgado a Quiñón la licencia que está solicitando.

Moreno citó a esta reunión el pasado 29 de marzo después de expresar que podría desestimar los cargos en contra de Gilberto Rodríguez si comprueba que las autoridades están entorpeciendo su legítimo derecho a una defensa.

Basado en esa misma presunción, el abogado Quiñón entabló una demanda en nombre del mayor de los Rodríguez y en contra de las autoridades estadounidenses por violar ese derecho consagrado en la sexta enmienda de la constitución de los Estados Unidos.

"Si la situación no se resuelve (el 11 de mayo) probablemente estaremos dejando el caso", dijo Quiñón.

También manifestó que no tendría inconveniente en representar a los dos Rodríguez en caso de recibir la licencia y de que el juez Moreno lo permita.

TATIANA MUNÉVAR B.

Para EL TIEMPO

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