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MANI PULITE- Fim de uma geração. Magistrados históricos do MP de Milão deixam o pool da OPERAÇÃO MÃOS LIMPAS.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

I.O início de Tangentopoli.

“Mariuolo” (gatuno), esbravejou o ex-premiê Bettino Craxi. Isso há treze anos. Mais precisamente no dia 23 março de 1992, efetivo início da Operazione Mani Pulite (Operação Mãos Limpas), conduzida pelo Ministério Público de Milão.

Craxi: primeiro ministro de mãos sujas.


Naquela ocasião, Craxi colocou a falsa máscara da indignação e xingou de “mariuolo” o engenheiro Mario Chiesa, seu companheiro de partido socialista.

O “Mariuolo”- como passou a ser conhecido Chiesa mundo afora - gozava de prestígio na Lombardia. Havia sido conselheiro (deputado) e aspirava à prefeitura de Milão.

Depois de pouco mais de mês no cárcere de San Vittori- Milão, resolveu o “Mariuolo” quebrar o silêncio: 23 março de 1992. Sem vocação ao martírio para salvar “craxianos”, avisou os procuradores: “tutti rubiamo così” (todos roubamos assim).

Referia-se às indevidas vantagens patrimoniais, destinadas ao “caixa2” do partido e também ao enriquecimento de seus próceres. O velho deputado Vincenzo Balzamo, que tinha a função de administrador do partido socialista, reconheceu: “si, ho rubato, ma rubavano tutti” (sim, roubei, mas todos roubavam). Logo depois, morreu. Talvez na certeza de que a confissão condena na justiça dos homens, mas absolve na de Deus.

Segundo acusaram os procuradores, o então empresário Silvio Berlusconi (atual primeiro ministro da Itália) financiou as atividades políticas de Craxi, entregando-lhe 21 bilhões de liras.

O “Mariuolo” presidiu durante seis anos o Pio Albergue Trivulzio, misto de públicos hospital e asilo para anciãos. Sua prisão, em 17 de feveriro de 1992, decorreu de denúncia apresentada por Luca Magni, que se declarou cansado de pagar “comissões” para vencer as concorrências.

Magni era proprietário da empresa que prestava serviços de limpeza ao Pio Albergo. A notícia de crime foi transmitida ao procurador Di Pietro.

Acabou o “Mariuolo” preso ao receber de Magni um envelope contendo 7 milhões de liras. Durante a investigação, descobriu-se que mantinha duas vultosas contas em bancos suíços. Repartia propinas com Carlo Tognoli, prefeito de Milão (1976 a 1986) e definitivamente condenado por vários crimes. Em outubro de 2002, o “Mariuolo” cumpriu as penas: está quite com a Justiça.

MARIO CHIESA, Il MARIUOLO (O Malandro).


A operação Mãos Limpas cuidou basicamente da corrupção na política partidária italiana. Não limitou-se aos socialistas. Vários da democracia cristã (DC) foram apanhados e igualmente condenados, como Arnaldo Forlani, ex-presidente do Conselho de Ministros e ex-secretário do partido (DC).

Também apurou-se o envolvimento de dirigentes de estatais e grandes grupos econômicos. Suicidaram-se Gabriele Cagliari- presidente da ENI (petróleo)- e Raul Gardini, presidente da Montedison ( produtos químicos). A viúva de Cagliardi restituiu 6 bilhões de liras.

Nasceu com a Operação Mão Limpas a imagem da Tangentopoli (Propinópolis), onde membros italianos da classe política e empresarial tangenciavam a lei para o recebimento de indevidos benefícios patrimoniais.

No dia 30 de maio de 1992 foi encaminhado ao Parlamento o primeiro relatório dos procuradores. Continha 57 páginas e um pedido de autorização para processar seis socialistas, dentre eles dois ex-prefeitos de Milão.

Apurou-se que nas obras públicas o porcentual de ilícitas “comissões” variava de 3 a 4% sobre o valor da construção. E chegavam “propinas” de toda parte: metrô, hospitais, aeroportos, cemitérios etc.

As investigações sobre Craxi iniciaram-se em 15 de dezembro e ele reagiu chamando os procuradores de comunistas: toghe rosse (togas vermelhas). No entanto, uma multidão indignada brindou-o com uma chuva de moedas, quando saía do Hotel Raphael, em Roma.

Protestando inocência e com medo da cadeia, preferiu Craxi fugir para Hammamet, na Tunísia. Lá possuía uma magnífica mansão mediterrânea e, pelo noticiado, adornada com uma fonte, desmontada e subtraída da Piazza Castello, em Milão.

Condenado definitivamente pela Justiça italiana, procurou a Corte Européia de Direitos Humanos- sediada em Estrasburgo. Alegou haver suportado violações a direitos fundamentais, nos processos condenatórios. Faleceu em 19 de janeiro de 2001, na Tunísia. Foi enterrado na Itália e logo depois sua família tomou conhecimento da decisão da Corte de Estrasbugo: não houve violação a diretos humanos.

Nos primeiros dez anos de Operação Mãos Limpas foram investigadas 3.175 pessoas. Proferidas 1223 condenações e 160 absolvições. O decurso do tempo levou ao reconhecimento de prescrições, beneficiando 228 réus, dentre eles os amigos e co-réus Berlusconi e Craxi.

Início do pool Mani Pulite:Davigo, Colombo e Di Pietro.


Neste março de 2005 deixam o pool histórico da Operazione Mani Pulite (Operação Mão Limpas) os seus dois últimos iniciadores. Ou seja, os magistrados Gherardo Colombo e Piecamillo Davigo foram, pelo Conselho Superior da Magistratura, promovidos para a Corte maior da Justiça italiana.

Passarão a integrar a Corte de Cassação, equivalente ao nosso Supremo Tribunal Federal.

Colombo ingressou na magistratura em 1974 e Davigo em 1978. Estiveram na linha de frente da magistratura do Ministério Público da Procuradoria de Milão.

O antigo procurador-chefe- Francesco Saverio Borelli- há três anos-- caiu na aposentadoria compulsória (70 anos). Antonio di Pietro abandonou o pool no seu auge, para ingressar na política. Elegeu-se deputado e senador. Atualmente, integra o Parlamento Europeu como euro-deputado.

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II.Cronologia em Italiano- realizada por www.pointovu.com Cronologia del caso "Mani Pulite" 17 febbraio 1992. A Milano il giudice Di Pietro fa arrestare il socialista Mario Chiesa presidente del Pio Albergo Trivulzio. Inizia la clamorosa inchiesta «Mani pulite». 5 aprile 1992. Elezioni politiche. La Dc sotto il 30%. Il PSI perde 1, 2%. Il quadripartito ottiene una risicatissima maggioranza. La Lega di Bossi oltre il 9%. Il Pds poco sopra il 16%. Parlamento frammentato, difficoltà di costituzione del governo.
22 aprile 1992. Arresto di otto imprenditori; collaborano tutti.
24 aprile 1992. Giovanni Spadolini eletto presidente del Senato con i voti di Dc, Psi, Pri, Pli, Psdi, Msi e Lega. Oscar Luigi Scalfaro eletto presidente della Camera con i voti di Dc, Psi, Pli, Psdi, Verdi, Rete e Pannella. Il Pds vota Napolitano. 25 aprile 1992. Con un discorso di quarantacinque minuti teletrasmesso, il presidente della Repubblica Francesco Cossiga annuncia le sue dimissioni.
28 aprile 1992. Arresto di Epifanio Li Calzi e Sergio Soave (Pds).
1 maggio 1992. Avvisi di garanzia per i parlamentari socialisti Carlo Tognoli e Paolo Pillitteri. 6 maggio 1992. Arresti di Massimo Ferlini (Pds) e dei segretari cittadini e regionali della Dc, Maurizio Prada e Gianstefano Frigerio. In prigione anche Enzo Papi della Cogefar (Fiat).
13 maggio 1992. Primo avviso di garanzia al tesoriere della Dc Severino Citaristi. In Parlamento 1. 014 elettori cominciano a votare per eleggere il nuovo presidente della Repubblica.
15 maggio 1992. La Dc decide di candidare Forlani al Quirinale. Mario Segni annuncia che i referendari non lo voteranno.
22 maggio 1992. Dopo l'ennesima fumata nera il segretario democristiano Forlani annuncia le sue dimissioni.
23 maggio 1992. Poco prima delle 18 sull'autostrada dell'aeroporto di Punta Raisi a Palermo viene assassinato il giudice Giovanni Falcone. Rimangono uccisi anche la moglie e tre uomini della scorta.
25 maggio 1992. Al sedicesimo scrutinio Oscar Luigi Scalfaro, settantatré anni, democristiano, diventa il nono presidente della Repubblica. Viene eletto con 672 voti di Dc, Pds, Psi, Psdi, Pli, Verdi, Rete e Lista Pannella.
3 giugno 1992. Con trecentosessanta voti di Dc, Pds, Psi, Psdi e Pri Giorgio Napolitano diventa presidente della Camera. 18 giugno 1992. Dopo lunghe consultazioni, il socialista Giuliano Amato riceve l'incarico per la formazione del nuovo governo.
1 luglio 1992. Repubblicani, verdi e pidiessini voteranno contro la fiducia al governo Amato ma si dichiarano pronti a valutare con attenzione i singoli provvedimenti. Mario Segni annuncia il suo sì. 2 luglio 1992. Con 173 voti su 313 votanti il Senato esprime la fiducia al governo Amato.
3 luglio 1992. Craxi dice alla Camera: «Chi è senza peccato scagli la prima pietra».
10 luglio 1992. Il governo vara una manovra economica per reperire nel 1992 30. 000 miliardi. 19 luglio 1992. Un'autobomba della mafia uccide il giudice Paolo Borsellino, procuratore della Repubblica a Marsala, e cinque agenti della scorta.
2 settembre 1992. Il deputato socialista Sergio Moroni, accusato di avere incassato tangenti su numerosi appalti, si suicida. Con una lettera al presidente della Camera dichiara di aver agito per conto del partito e denuncia il «grande velo d'ipocrisia» steso sul sistema di finanziamento dei partiti.
29 ottobre 1992. Con quattrocento voti favorevoli quarantasei contrari e diciotto astenuti, la Camera dei deputati approva in via definitiva la ratifica del trattato di Maastricht. 14 dicembre 1992. Nelle elezioni locali in 55 comuni, fra i quali Varese e Monza, dove stravince, la Lega diventa il secondo partito nel nord, la Dc e il Psi si dimezzano, il Pds mantiene le posizioni. 15 dicembre 1992. Primo avviso a Craxi.
16 dicembre 1992. Il Senato approva la finanziaria. La Camera approva il programma di privatizzazioni. 14 gennaio 1993. Via libera dal Parlamento per 12 autorizzazione a procedere. Tra gli inquisiti l'ex ministro dei Trasporti Carlo Bernini (Dc), il segretario amministrativo della Dc Severino Citaristi e il parlamentare socialista Sisinio Zito. 24 gennaio 1993. Craxi chiede che si apra un'inchiesta parlamentare sul finanziamento di tutti i partiti. 7 febbraio 1993. Si costituisce il faccendiere Silvano Larini che accusa Craxi e Claudio Martelli per il "conto protezione" in Svizzera.
10 febbraio 1993. Raggiunto da un avviso di garanzia per bancarotta fraudolenta, il ministro della Giustizia Claudio Martelli si dimette dal governo e dal Psi. 11 febbraio 1993. Travolto da «Mani pulite» Craxi rimette il suo mandato di segretario del Psi. 19 febbraio 1993. Arresto per falsa testimonianza del portavoce di Forlani, Enzo Carra: condannato.
22 febbraio 1993. Arresto del numero 3 della Fiat, Francesco Paolo Mattioli.
25 febbraio 1993. Raggiunto da un avviso di garanzia per violazione della legge sul finanziamento pubblico dei partiti, Giorgio La Malfa si dimette da segretario del Pri. 1 marzo 1993. Arresto di Primo Greganti (Pci-Pds). 5 marzo 1993. Il Consiglio dei ministri vara la soluzione politica per Tangentopoli depenalizzando il reato di finanziamento illecito ai partiti e prevedendo sanzioni amministrative con la restituzione triplicata delle tangenti e un'interdizione dai pubblici uffici da tre a cinque anni. 7 marzo 1993. Il presidente Scalfaro non fìrma i decreti dei governo in materia di Tangentopoli. Il procuratore capo di Milano Borrelli esprime a nome di tutti i giudici di «Mani pulite» un netto dissenso ai decreti varati dal governo per uscire da Tangentopoli.
11 marzo 1993. Si costituisce Francesco Pacini Battaglia che svela 500 miliardi di fondi neri Eni.
15 marzo 1993. Avvisi di garanzia per il segretario liberale Renato Altissimo, che il giorno dopo si dimette. 25 marzo 1993. Il Parlamento approva il sistema maggioritario e l'elezione diretta del sindaco per i comuni fino a 15. 000 abitanti.
27 marzo 1993. Tiziana Parenti entra nel pool.
29 marzo 1993. Mario Segni abbandona la Dc denunciando che «il tentativo di riformare questo partito dall'interno è senza speranza».
18 aprile 1993. Successo dei «sì» per tutti gli otto quesiti referendari promossi dai radicali (su Sistema elettorale Senato, Nomine Bancarie, Ministero Partecipazioni Statali, Legge Droga, Finanziamento Pubblico dei Partiti, Controlli ambientali USL, Ministero Agricoltura, Ministero Turismo). Il referendum per il maggioritario, che riguarda il sistema elettorale del Senato, sostenuto oltre che dai radicali, anche da Mario Segni e dal Pds di Achille Occhetto, viene approvato con l'83% dei voti; quello per la depenalizzazione per il possesso di stupefacenti viene approvato con il 55% dei voti. 28 aprile 1993. Il primo presidente dei Consiglio non parlamentare della storia della Repubblica, Carlo Azeglio Ciampi, presenta la lista dei ministri del suo governo. Sono 24, di cui 9 tecnici e 3 ministri dei Pds. La maggioranza si allarga anche a Pri e Verdi.
29 aprile 1993. La Camera dei deputati nega per 4 volte l'autorizzazione a procedere contro Craxi. A seguito del voto della Camera si dimettono i tre ministri del Pds e il verde Francesco Rutelli, ministro dell'Ambiente.
4 maggio 1993. Rimpasto: il presidente del Consiglio sostituisce i quattro ministri dimissionari, nominando Paolo Barile ministro per i Rapporti con il Parlamento, Livio Paladin ministro per le Politiche comunitarie, Franco Gallo ministro delle Finanze, Umberto Colombo ministro per la Ricerca scientifica, e Valdo Spini torna al ministero dell'Ambiente.
7 maggio 1993. La Camera vota la fiducia al governo Ciampi: 309 sì di Dc, Psi, Psdi e Pli, 185 astenuti di Pds, Verdi, Pri e Lega nord, e 60 no di missini e Rifondazione. 11 maggio 1993. In manette l'ex cassiere del Pci Renato Pollini.
16 maggio 1993. Carlo De Benedetti ammette finanziamenti illeciti per 20 miliardi.
6 giugno 1993. Crollo delle forze di governo nel primo turno delle elezioni amministrative che coinvolgono 11 milioni di elettori. La Dc che tiene solo al sud, Psi decimato, buon successo del Pds e della Rete, trionfo della Lega nelle prime elezioni dirette dei sindaci.
20 giugno 1993. Ballottaggio dei sindaci. Marco Formentini (Lega) vince il ballottaggio su Nando Dalla Chiesa a Milano; a sorpresa Valentino Castellani supera Diego Novelli a Torino. Enzo Bianco sindaco di Catania di stretta misura su Claudio Fava. Quindici sindaci della Lega al Nord. Affermazione del Pds che conquista 72 comuni su 145. Clamorosa sconfitta Dc: solo sette sindaci su 61 ballottaggi.
13 luglio 1993. Giuseppe Garofano (Montedison) viene arrestato a Ginevra.
20 luglio 1993. L'ex presidente dell'Eni Gabriele Cagliari si suicida nel carcere di San Vittore dove era detenuto dal 9 marzo. Era detenuto per lo scandalo Eni-Sai (pm. De Pasquale). Di Pietro dichiara: «è una sconfitta». La moglie restituirà 6 miliardi di tangenti.
23 luglio 1993. Si suicida alle 9 dei mattino nella sua casa milanese Raul Gardini, anche lui coinvolto in Tangentopoli. Molti arresti tra cui Carlo Sama e Sergio Cusani per la maxitangente Enimont.
3 agosto 1993. Il Senato approva la nuova legge elettorale maggioritaria per la Camera con 128 sì, 29 no e 59 astenuti.
4 agosto 1993. La Camera approva la nuova legge elettorale maggioritaria per il Senato con 287 sì, 78 no e 153 astenuti. 24 agosto 1993. Tizana Parenti iscrive il tesoriere del Pds Marcello Stefanini sul registro degli indagati.
2 settembre 1993. Arresto del presidente del tribunale di Milano Diego Curtò.
13 ottobre 1993. La Camera riduce le fattispecie di immunità parlamentare: la richiesta di autorizzazione a procedere resterà solo per l'arresto, le perquisizioni e le intercettazioni.
28 ottobre 1993. Inizia il processo Cusani.
22 novembre 1993. Alle elezioni amministrative, Orlando vince a Palermo con il 75 per cento dei voti. Tutti i candidati progressisti vanno al ballottaggio nelle grandi città. A Roma e a Napoli i missini Fini e Mussolini sono secondi. Al Nord, i candidati della Lega sono secondi a Genova e Venezia. Sparisce il centro.
23 novembre 1993. All'inaugurazione del suo supermercato Shopville, a Casalecchio, Berlusconi annuncia che pensa di entrare in politica. Dichiara che se fosse a Roma voterebbe per Fini.
4 dicembre 1993. Renato Altissimo (Pli) ammette di aver ricevuto denaro da Sama. Lo stesso farà poi Giancarlo Vizzini (Psdi).
5 dicembre 1993. Le città scelgono i progressisti. I cinque candidati delle Alleanze di progresso: Rutelli (con il 53, 1%), Bassolino (55, 6/o), Sansa (59, 2%), Cacciari (55, 4%) e Illy (53%) vincono al ballottaggio contro i candidati del Movimento sociale e della Lega.
11 dicembre 1993. Al Congresso della Lega Bossi rilancia la tripartizione dell'Italia: Padania, Etruria e Sud.
15 dicembre 1993. Ciampi dichiara che, con l'approvazione della fianziaria, il suo governo ha esaurito il programma.
17 dicembre 1993. Al processo per le maxitangenti Enimont, Forlani non sa e non ricorda. Craxi; contrattacca «così facevan tutti» e dichiara che dal 1987 al 1990 il Psi ha incassato «contribuzioni» per 186 miliardi.
18 dicembre 1993. La Camera approva la legge finanziaria anche con il voto favorevole del Pds.
5 gennaio 1994. Umberto Bossi ammette i contributi Montedison, ma sostiene di non saper nulla dei 200 milioni dati ad Alessandro Patelli (arrestato il 7 dicembre).
2 febbraio 1994. Sama parla di un miliardo al Pci.
11 febbraio 1994. Arrestato per mazzette ai funzionari Cariplo, Paolo Berlusconi: verrà poi assolto in Cassazione. Berlusconi junior ammette invece le tangenti versate ad alcuni politici locali.
27 marzo 1994. Il Polo delle libertà vince le elezioni.
21 aprile 1994. Scoperta la prima tangente dello scandalo Guardia di Finanza: 80 i finanzieri arrestati ed oltre 300 gli imprenditori coinvolti.
24 aprile 1994. Cesare Romiti scrive al "Corriere" e ammette le tangenti Fiat.
28 aprile 1994. 8 anni a Cusani in primo grado.
13 luglio 1994. Il governo emette il decreto "salva ladri" proprio mentre i finanzieri arrestati parlano della Fininvest. Il pool (senza Borrelli) annuncia in tv le proprie dimissioni.
28 luglio 1994. Arresto lampo di Paolo Berlusconi per le mazzette alla Finanza.
3 ottobre 1994. Arresto e confessione del prestanome di Craxi, Giorgio Tradati.
21 novembre 1994. Iscrizione di Silvio Berlusconi al registro degli indagati.
23 novembre 1994. Ispezione ministeriale su Di Pietro.
6 dicembre 1994. Di Pietro si dimette dalla magistratura.
13 dicembre 1994. Berlusconi viene interrogato.
22 dicembre 1994. Cade il governo Berlusconi.
Gennaio-Dicembre 1995. Richiesta di rinvio a giudizio per Berlusconi, condanne per tutti, o quasi, i protagonisti di Enimont. A Brescia l'avvocato Taormina sollecita indagini su Di Pietro (100 milioni da Giancarlo Gorrini). Verrà assolto da tutto.
22 novembre 1995. Il pool accusa Berlusconi di aver finanziato illecitamente Craxi (21 miliardi).
Luglio 95. Stefania Ariosto racconta la presunta corruzione di una serie di giudici romani da parte di Cesare Previti.
12 marzo 1996. Arresto del giudice di Roma Renato Squillante.
15 settembre 1996. A La Spezia Lorenzo Necci e Pacini Battaglia finiscono in manette.
14 novembre 1996. Di Pietro si dimette da ministro dei Lavori pubblici e viene indagato dalla magistratura bresciana. Sarà assolto.
28 gennaio 1998. Il Parlamento vota no all'arresto di Previti.
7 luglio 1998. Condanna in primo grado di Berlusconi per corruzione.
13 luglio 1998. Craxi e Berlusconi condannati per il caso All Iberian (poi prescritti).
26 novembre 1999. Berlusconi e Previti a giudizio per la prima tranche di Toghe Sporche (Sme).
19 gennaio 2000. Craxi muore in Tunisia.
19 ottobre 2001. Berlusconi assolto in Cassazione per le tangenti alla Gdf.
--da Prince Faster altre informazioni si trovano su: ManiPulite.it


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