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Máfias/Dinheiro Sujo

 

CARTEL DE CÁLI:GILBERTO OREJUELA (o número 1 da organização), o seu advogado é vetado pelo Tesouro americano para atuar no processo criminal. O irmão Miguel (número2-El Señor) acaba de chegar a Miami, extraditado.

Por IBGF/WFM

PROCESSO À AMERICANA-

Por pressão norte-americana, a Colômbia passou a admitir a extradição de nacionais acusados de traficar drogas ilícitas para outros países.

No mês de dezembro, o colombiano Gilberto Rodriguez Orejuela, de 63 anos de idade, fundador e gestor do desmantelado Cartel de Cáli, foi extraditado para os EUA.

Gilberto OREJUELA, momento da extradição.
Preso em cárcere de segurança máxima, aguarda o irmão e sócio Miguel Rodríguez Orejuela, de 61 anos de idade (apelidado El Señor), que chegou em Miami extraditado no sábado (12 de março de 2005).

Esses dois irmãos Orejuela respondem a processos criminais em Nova York e Miami, ambos por tráfico internacional de drogas proibidas. Gilberto, o número 1 do Cartel, passa por maus momentos uma vez que o governo norte-americano, por meio do departamento do Tesouro, acabou de negar permissão para o advogado José Quinõn, com escritório em Miami, promover a sua defesa perante a Justiça dos EUA.

Nos processos criminais em curso, Gilberto e Miguel são acusados de remeter 200 toneladas de cocaína aos EUA, apreendidas no curso dos últimos anos. Apesar de encarcerado em 1995 e condenado a sete anos de reclusão na Colômbia, Gilberto continuou a traficar cocaína para os EUA.

No particular, Gilberto repetiu a proeza do rival Pablo Escobar, morto em 1993 e apelidado de “El Patrón”. Escobar tocava o Cartel de Medellín de dentro da penitenciária de Enviago, que construiu, decorou e colocou alarmes para evitar a surpresa de ataques por aviões da agência norte-americana antidrogas (DEA).

Essa penitenciária de Enviago recebeu da população o apelido de “La Catedral”, pois era vista como o santuário inviolável a abrigar o “El Patrón”.

Sem estrutura para ações fora das nossas fronteiras, muitos traficantes, recolhidos a presídios no Rio e em São Paulo, continuam a garantir a oferta drogas ilícitas nos territórios que as suas organizações criminosas controlam.

O veto do Tesouro ao advogado Quiñon deveu-se à legislação norte-americana, que se tornou mais rígida no governo do ex-presidente Bill Clinton.

Pela legislação norte-americana, o presidente dos EUA tem a obrigação de encaminhar ao Congresso, anualmente, uma lista de pessoas, físicas e jurídicas, sob suspeita de traficar internacional de drogas.

Os advogados constituídos defensores em processos criminais por integrantes dessas listas, necessitam de expressa autorização do departamento do Tesouro para poderem celebrar contratos de honorários advocatícios com os réus. E a lei norte-americana tipifica como crime o advogado manter relações econômicas, financeiras e contratuais, com traficantes de drogas relacionados nas listas presidenciais.

A proibição alcança os advogados contratados por interpostas pessoas, ou seja, familiares ou conhecidos, quando sob suspeita de estarem na posse de dinheiro obtido pelos réus. O objetivo da lei é não deixar o acusado pagar advogados com o dinheiro conseguido pelo tráfico de drogas.

Na verdade, a meta é minar a defesa processual, apesar de o Estado fornecer defensores dativos. Numa outra chave de leitura, é o reconhecimento da incapacidade do Estado de confiscar todo o patrimônio sujo.

No caso de Gilberto Orejuela, todas as suas empresas de fachada e às destinadas à lavagem e à reciclagem de capitais sujos, estão relacionadas nas listas presidenciais. O mesmo sucede com a sua esposa e diversos familiares. O advogado Quiñon informou ao tesouro que o pagamento estabelecido no contrato de honorários seria realizado pela esposa de Gilberto.

Em entrevista à imprensa de Miami, Quiñon destacou que se está a negar a Gilberto ampla defesa nos processos. Isso porque o consagrado princípio da ampla defesa inclui a livre escolha e contratação de defensor da confiança do acusado.

No recurso para atacar a decisão do Tesouro, Quiñon alega que os seus honorários serão pagos com o dinheiro obtido pela venda de uma casa, que a esposa de Gilberto recebeu de herança nos anos 60, ou seja, bem antes de o Cartel de Cáli ter nascido.

Num Estado democrático de direito, limitações ao direito de defesa maculam qualquer processo criminal. Os defensores constituídos atuam balizados pela lei, ou seja, usam de recursos admitidos. E eles enfrentam acusadores preparados e que contam, por atuarem em nome do Estado, com ampla possibilidade de produção de provas.

Nos últimos tempos, o sistema de Justiça norte-americano, quer com relação às drogas, ao terrorismo, à insurgência e ao trato com os prisioneiros (Abu Graib e Guantánamo), mostram o quanto foram afetados os direitos e as garantias individuais.

RETROSPECTIVA: já publicada no site, por ocasião da extradição :

título: FUNDADOR DO CARTEL DE CÁLI CHEGA A MIAMI EM AVIÃO DA DEA.

Por IBGF/WFM

No último 5 de novembro de 2004, a Suprema Corte de Justiça Colombiana autorizou a extradição para os Estados Unidos de GILBERTO RODRIGUEZ OREJUELA, 63 anos de idade, fundador do Cartel de Cáli.

Nas próximas semanas será apreciado o pedido de extradição do seu irmão MIGUEL RODRIGUEZ OREJUELA

GILBERTO, na última sexta feira (3 de dezembro) embarcou para Miami, sob custódia da agência norte americana antidrogas (DEA).

Nos EUA vai responder a dois processos, perantes as cortes de Miami e Nova York. Nos dois está acusado de tráfico internacional de drogas e de lavagem de dinheiro sujo das drogas.

No avião do DEA, seguiu GILBERTO OREJUELA, --vestido com um colete a prova de balas--- e quinze membros da agência norte-americana. Consta que GILBERTO vai colaborar com a Justiça norte-americana. Em troca terá direito a visita de seus familiares colombianos, que poderão ingressar nos EUA.

Comenta-se, ainda, que os familiares de GILBERTO OREJUELA sairão da proibição da Lista Clinton: lista do ex-presidente Bill Clinton que impede o narcotraficante internacional, bem como os seus familiares, de realizarem exportações e transações comerciais com os EUA.

Segundo o processo colombiano de condenação dos OREJUELA, o Cartel de Cáli, nos anos 80-90, enviava cocaína para os EUA.

Depois da morte de PABLO ESCOBAR (1993), do rival Cartel de Medellín, os OREJUELA controlaram 80% do mercado mundial de cocaína.

Desde 1995 GILBERTO RODRIGEZ OREJUELA encontra-se preso: sua última condenação foi de 7 anos de reclusão.

Segundo as fontes de inteligência da DEA, GILBERTO OREJUELA continuava, do cárcere, a traficar drogas, sem conseguir, no entanto, manter a força exportadora anterior à prisão.

Importante lembrar, após o fim dos Cartéis de Cáli e Medellín, a nova estrutura empregada pela chamada "TERCEIRA GERAÇÃO COLOMBIANA" das drogas.

A 'TERCEIRA GERAÇÃO" atua por meio de "CARTELITOS", sem estabelecer ligações entre eles. Eles teceram uma flexível rede de distribuição e a Colômbia continua a colocar, no mercado planetário das drogas, 80% da cocaína.

Sobre a lavagem do dinheiro do ´Cartel de Cáli, veja, no site do nosso IBGF, seção Agora, a rede de farmácias LA REBAJA


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