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Máfias/Dinheiro Sujo

 

FATURAMENTO MAFIOSO DE 2004: 100 bilhões de euros

Por IBGF/WFM

Publicado no jornal LA REPUBBLICA.

tradução IBGF.

O procurador antimafia, Pierluigi Vigna: "O objetivo é distorcer as regras do mercado" Precisamos dos sindicatos para fazer um muro contra as infiltrações criminais". A máfia fatura 100 bilhões de euros".

ROMA -

O faturamento anual bruto da criminalidade mafiosa na Itália chega a 100 bilhões de euros. O dado, preocupante, foi apresentado pelo Procurador Nacional Antimáfia, Pierluigi Vigna.

Para o procurador nacional " o problema maior que enfrentamos é o da criminalidade econômica".

Secundo Vigna, o faturamento bruto de 100 bilhões de euros anuais "refere-se apenas a alguns setores, como aquele das drogas ilícitas, das concorrências públicas, das armas, da prostituição. Ainda não temos o faturamento das novas máfias".

Para o procurador nacional antimáfia, ---que fez a exposição no curso de reunião dos conselhos gerais sindicais da Região Sul da Itália (Mezzogiorno), Cgil,Cisl e Uil----, "o próximo alvo da criminalidade organizada é subverter as regras de mercado. Por exemplo, em certas zonas só são encontrados apenas produtos de certas marcas. Todas as outras marcas concorrentes ~foram afastadas. E se a economia real termina nas mãos monopolísticas da criminalidade, é claro que não existe mais um caminho democrático"

O procurador Vigna recordou a situação da região campana (Nápole etc):- "A velha Parmalat deu a sua marca para exploração comercial para uma empresa da Camorra. Isto porque tinha retorno financeiro enquanto a tal empresa lhe garantia o controle exclusivo sobre toda a zona.

Na província de Caserta (também Campania) a distribuição da água está em mãos dos chefões dos bandos da camorra. O mesmo se dá com a distribuição do pão em outras áreas do Mezzogiorno (sul da Itália)". "Todas falam do nanismo das empresas existentes no Sul, mas eu acredito que seja um condicionamento imposto pelos empresários que, para não receberem ameaças mafiosas, se colocam de modo a não concorrer com produtos que estão em mãos do crime" Depos da denúncia, Vigna fez um apelo aos sindicatos para que multipliquem os seus esforços. "Estamos certos ou não que no Sul os sindicatos são ativos e penetrantes? Aquilo que conta é a força das denúncias sobre atividades típicas exploradas pelas máfias: dos fabricantes de calçados ao supermercados".

. Aquilo que conta é contrastar, todos em conjunto, a grande obra estratégica das máfias, isto é, a estratégia de distruir a confiança dos cidadãos nas instituições". -janeiro-2005.


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