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ÁSIA CENTRAL- TURCOMENISTÃO:máfias, violações de direitos humanos e ditadura corrupta

Por WFM-CARTACAPITAL

SILÊNCIO CONIVENTE.

Saparmurad Nyazov é o presidente vitalício do Turcomenistão, um eufemismo cunhado pelos 50 integrantes do Parlamento para lhe conferir o título de ditador, em 1999.

Misto de Saddam Hussein e do capomafia Totó Riina, o corrupto presidente Nyazov se autoproclamou o “Turkmenbashi”, ou seja, o guia de todos os turcumenos.

Para isso, ofereceu e impôs ao seu povo um besteirol chamado Rukhama, tido como “manual espiritual da nação”, com 400 páginas de exaltações personalistas e distorções históricas.

Nyazov controla um país com reservas consistentes de petróleo, cobiçada posição geoestratégica na Ásia Central, com o Irã na fronteira sul e o Afeganistão ao sudeste.

O Turcomenistão possui gás natural em abundância a ocupar o quinto posto de maior extrator. Banhado pelo Mar Cáspio, detém posição topográfica apta acontrolar os recursos hídricos de modo a poder comprometer países vizinhos. Também está entre os maiores produtores mundiais de algodão, com exploração de trabalho infantil e mão de obra escrava.

Outra fonte de renda embolsada pelo “Turkmenbashi” decorre do livre transito do ópio proveniente do Afeganistão. Para encobrir as suas alianças com as máfias do narcotráfico, Nyazov sustenta que o uso terapêutico e recreativo do ópio faz parte da cultura do seu povo.

De quebra, o país elabora drogas sintéticas proibidas internacionalmente e que são traficadas para a Rússia asiática e a Europa.

No final do ano 2000, o Turcomenistão triplicou as extrações de petróleo e de gás, graças a concessões governamentais celebrados com companhias internacionais. Apesar do aumento nas produções e dos preços em alta, a população do Turcomenistão empobreceu, conforme recente relatório do Banco Mundial.

Metade dos quase 5,4 milhões de habitantes vivem abaixo da linha de pobreza. A mortalidade infantil antige 52% e a expectativa de vida para os homens não ultrapassa os 67 anos.

Explicar o empobrecimento é simples para qualquer observador. O “Turkmenbashi” e o seu filho Murad vendem as riquezas do país e recebem comissões.

Além disso, os cassinos, os hotéis e a prostituição são comandadas por estrangeiros, mas a parte dos lucros fica com o ditador e o seu delfim. A lavagem do dinheiro é realizada na zona off-shore de Chipre.

Para os turcomenes que escapam com vida do país para morar na Rússia, o ditador Nyazov consegue se manter no poder em face de posturas sabujas perante norte-americanos, russos, islâmicos e grandes corporações.

As empresas petrolíferas norte-americanas recebem concessões para extrair petróleo e não há risco de prejuízo por insurgência ou terrorismo. Os agentes da inteligência norte-americana (CIA) circulam livremente para coletar informações sobre o Irã e acompanhar a resistência dos talebans no Afeganistão.

Em abril de 2003, Niyazov celebrou com Putin um acordo de cooperação econômica e de segurança político-militar. Mais, o Turcomenistão, desde o início, integra a Comunidade de Estados Independentes que reúne doze das quinze repúblicas federativas que formavam a antiga União Soviética.

Vários ex-agentes da KGB a serviço das máfias russas estão estabelecidos no Turcomenistão. Por exemplo, as máfias russas fornecem prostitutas e crianças virgens para os executivos que se hospedam nos hotéis da capital Asgabat, cuja tradução do nome significa, por ironia, “cidade do amor”.

Desde a independência da URSS, em outubro de 1991, Niyazov converteu-se ao islamismo, religião seguida por 86,9% dos turcomanos.

Antes disso, era do partido comunista e representava a região no Politburo sediado em Moscou. Para fazer média, construiu na sua cidade natal a maior mesquita da Ásia Central.

Com essas posturas, desenvolve-se no Turcomenistão uma ditadura que não despertam a devida atenção da ONU e do seu rém-criado Tribunal Penal Internacional, apesar das violações a direitos humanos e da cassação de liberdades públicas.

O ditador turcomano tem fotografias, estatuas e bustos espalhados por toda a parte.

Durante o ano letivo suspende por três meses as aulas. Então, os estudantes são obrigados a trabalhar na colheita do algodão e no preparo da terra. A essa forma de exploraração de trabalho infantil, o “Tukmenbashi” classifica como estágio de integração da escola aos centros de produção.

Depois de se safar de um atentado em outubro de 2002 e de encarcerar sem direito de defesa os suspeitos, Niyazov suspendeu temporariamente a pena de morte, para demonstrar à comunidade internacional generosidade.

O silêncio da sua ditadura é mantido pelos interesses econômicos e estratégicos. No popular, o “Tukmenbashi é do tipo que vende a mãe e entrega.


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