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RIO DE JANEIRO e NÁPOLES travam iguais narco-guerras

Por IBGF/Jornal do Terra

Duas guerras entre organizações criminosas que seguem o modelo mafioso estão em curso. Essas guerras acontecem no Rio de Janeiro e em Nápoles.

Nesses dois lugares, Rio e Nápoles, os objetivos criminosos são semelhantes. Ou seja, as associações criminosas disputam o controle de territórios. Isto para obtenção de maiores ucros com o tráfico ilícito de drogas.

No Rio, organizações como o Comando Vermelho, o Terceiro Comando e os Amigos dos Amigos, disputam o controle de 92 favelas, onde o Estado não está presente há anos.

Só para lembrar, no início dos anos 90, o cantor Michael Jackson pediu autorização e pagou ao crime organizado "taxa de proteção" para gravar um "clipe" no morro Dona Marta. Na ocasião, a polícia avisou que não podia garantir a sua segurança.

Neste mês de dezembro de 2004, situação semelhante ocorreu com os ministros da cultura e do trabalho, Gilberto Gil e Ricardo Berzoini. O crime organizado deu autorização para que esses dois ministros ingressassem no Complexo da Maré.

Até o início novembro deste ano, os conflitos nos morros cariocas disputados por facções de organizações criminosas resultaram em 147 mortes.

Em Nápoles, por seu turno, os camorristas liderados por Paolo Di Lauro entraram em guerra com o chamado grupo camorrista da secessão. Eles disputam o controle dos bairros de Secondigliano e Scampa, tradicionais "bocas" de venda de cocaína, heroína, marijuana e drogas sintéticas.

Por dia, o negócio das drogas em Nápoles movimenta 500 mil euros, ou seja, 2 milhões de reais.

A guerra entre os grupos de Di Lauro e os separatistas, só em dezembro, resultou em 33 mortes. Nos dias 20 e 21 deste dezembro verificaram-se 5 assassinatos.

No Rio, o 27 de dezembro foi marcado pela tentativa de invasão do morro da Mineira. Isso pelo bando que controla o morro de São Carlos, liderado por Gilson Aritana, de 21 anos de idade. Sete pessoas foram executadas e os seus corpos carbonizados.

As organizações criminosas cariocas, como sucedeu com o jornalista Tim Lopes, queimam os corpos para dificultar a identificação. Numa imagem criada por esses facínoras, cada organização tem o seu "forno micro-ondas" para "desaparecer" com os corpos.

As organizações criminosas em conflito, no Rio e em Nápoles, têm a mesma característica organizacional. São horizontalizadas, ou seja, sem cúpula de governo. Portanto, os grupos não obedecem a um órgão de cúpula, como acontece com a Máfia siciliana e com a máfia sículo-americana (Cosa Nostra), ao tempo de Lucky Luciano (Salvatore Lucania).

Diferentemente do que ocorre com a polícia carioca nos 72 morros em conflito, as forças de ordem da Itália conseguiram, nos bairros de Scampia e Secondigliano, recuperar o controle territorial.

No Rio de Janeiro, predomina a insegurança pública. E quanto à segurança pública, a família Garotinho é a metáfora da incompetência. » Conheça o Terra em outros países Resolução mínima de 800x600 © Copyright 2005,Terra Networks, S.A Proibida sua reprodução total ou parcial Anuncie | Assine | Central de Assinante | Clube Terra | Fale com o Terra | Aviso Legal | Política de Privacidade


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