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MÁFIA. Na Justiça de Los Angeles, vitória da Cosa Nostra, pela famiglia Gambino

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

15 de outubro de 2007.

O falecido fundador do clã, Joseph Gambino.


Cosa Nostra de Nova York: vitória na Justiça.

Quatro são as “famiglie” (famílias) históricas da Cosa Nostra de Nova York: Gambino, Lucchese, Genovese e Colombo .

Elas formam a chamada máfia sículo-americana (siciliana-norte-americana) concebida pelo imigrante italiano apelidado Lucky Luciano, registrado ao nascer com o nome de Salvatore Luccania.

, A “famiglia Gambino” foi fundada pelo “mammasantissima” Carlo Gambino. O nome de maior destaque entre os Gambino foi o sanguinário e exibicionista John Gotti , preso em 1990. Condenado à prisão perpétua, Gotti morreu no presídio, de câncer na garganta, em 10 de junho de 2002.

. Outro expoente, ainda vivo, é Rosário Gambino . Ele já descontou a pena de 22 anos de prisão por tráfico internacional de drogas. Atualmente, aguardo julgamento de pedido de extradição feito pela Justiça italiana por associação mafiosa.

Rosário Gambino, no aguardo do julgamento do pedido de extradição, está custodiado no Centro de Detenção de Imigrantes localizado em São Pedro, na Califórnia.

Cosa Nostra sículo-americana de Nova York.


Embora em grau de apelação, Rosário Gambino, como revelou hoje o Los Angeles Times , obteve uma vitória na Justiça.

O juiz federal D.D.Sitgraves negou o pedido de extradição. Observou que Rosário Gambino está condenado a cumprir pena sob regime de cárcere-duro” (art.41, bis) previsto no Código Penitenciário Italiano. E para o magistrado Sitgraves, o artigo 41-bis equivale a uma forma de tortura e viola a convenção das Nações Unidas sobre a matéria.

. Rosário Gambino vai aguardar custodiado, -- num país que admite penas de prisão e perpétua e de morte--, a decisão em sede de apelação.

Seu advogado, Joseph Sandoval, sustenta que a extradição e colocação em regime especial para mafiosos perigosos colocaria em risco a vida de Rosário Gambino, que já viveu encarcerado por 22 anos.

Parêntese. O artigo 41-bis foi introduzido no Código Penitenciário depois de a Máfia ter declarado guerra ao Estado italiano. Cidades como Roma, Milão e Florença, foram dinamitadas. E juízes como Giovanni Falcone e Paolo Bosorselino, acabaram mortos em explosões arquitetadas e executadas pela Máfia.



Os grandes chefes mafiosos, como o sanguinário Totó Riina, apelidado de “capo dei capi” (chefe dos chefes), encontram-se nesse regime. Um regime para mafiosos perigosos.

Num resumo, pelo sistema previsto no artigo 41, bis, o mafioso considerado perigoso sofre restrições às visitas, com colóquios limitados: com advogado é livre e a troca de correspondência, ou seja, não há censura.

As celas são individuais e não permitem comunicação com outros encarcerados. O horário para permanecer ao “ar-livre” é limitado e sem contato com os demais.
O preso não sai para as audiências, que são realizadas por sistema de vídeo-conferência. A correspondência, com exceção a dos advogados, é censurada.

O sistema, para proteção e preservação do Estado, foi considerado, para mafiosos perigosos, não violador de direitos, pela Corte de Direitos Humanos da União Européia.


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