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Máfias/Dinheiro Sujo

 

Berezovskij, Cacciolla e Corinthians.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

18 de setembro de 2007.

Boris Berezovskij e Salvatore Cacciola esqueceram as regras de blindagem do manual da Camorra.

O primeiro, foi se meter com corinthianos de quinta, que nem contas da gestão querem apresentar para o Conselho do club e nem dar satisfações à sua imensa e fiel torcida.

Quanto ao segundo, --residente na Itália e de lá natural--, desprezou o profissionalismo da Interpol e resolveu passear com a filha no Principado de Mônaco. Isto como se lá não fosse ser cumprido um mandado internacional de prisão: mandado expedido pela Justiça brasileira, depois da sua fuga e da incrível concessão, pelo ministro Marco Aurélio de Mello, de uma liminar em sede de habeas-corpus.

Essas regras supracitadas são válidas tanto para um potente capo-camorrista, quanto para um “malandrino napolitano”, aquele que bate carteira de dólar do Banco Central.

Nesse contexto parece que o Sport Club Corinthians Paulista ganhou um novo torcedor. O nome dele é Yurij Chaika. É incrível. Ele revira a internet em busca de notícias sobre o Coringão. Em especial busca informes a respeito de uma tal Lavanderia São Jorge. Dizem as más-línguas que a lavanderia fica na Marginal do Rio Tietê, sem número (há pouco dizem que colocaram número, mas pode ser falso, ou melhor, sem intervenção da Prefeitura Municipal.

Yuri Chaika é o chefe do Ministério Público da Russia. E esse procurador-geral Yuri acaba de revelar que ,---no exterior--, está o mandante dos assassinatos da jornalista Anna Politikovskaja, do jornal a Nova Gazeta Russa, e do escritor e jornalista, de mãe norte-americana e pai russo, Paul Klebnikov, que era da revista Forbes russa.

Parêntese. Paul Klebnikov foi morto em julho de 2004 e escreveu um livro a comparar Boris Berezovskij ao Poderoso Chefão. Anna Politkovskaja foi morta em outubro de 2006, com tiros de pistola e quando estava no elevador do prédio onde morava.Fim do parêntese

Consoante concluiu o procurador Yurij, o referido mandante comanda do exterior um bando de delinqüentes cuja meta é desestabilizar politicamente a Rússia. E, assim, abrir a porta para a volta dos predadores oligarcas.

Pelos sorrisos e indicativos dados, o procurador-geral Yurij Chaika deixou claro tratar-se o mandante de Boris Berezovskij, que acusou o golpe e vestiu a carapuça. Para Berezovskij e diante das insinuações, o procurador-geral é um psicopata.
Já, para o procurador Yuri, -- o sócio oculto da Lavanderia São Jorge, seria, também, o mandante do assassinato, por envenenamento e em Londres, do ex-espião da KGB, Aleksandr Litvinenko.

Por outro lado, a situação do “malandrino” Salvatore Caciolla poderá não ser tão fácil, com relação ao processo de extradição, como estão a dizer no Brasil.

Mônaco está tentando mudar, internacionalmente, a sua imagem de paraíso fiscal e de caixa-forte de dinheiro desviado por políticos corruptos.

Em dezembro, Mônaco vai promover, e estou convidado, um encontro sobre repressão à lavagem de dinheiro sujo, corrupção e de crimes fiscais. Portanto, o governo do Brasil pode explorar esse lado de mudanças de Mônaco.

É preciso se mexer e pressionar o Principado de Mônaco para trazer Cacciola de volta. E Cacciola poderá virar um colaborador da Justiça brasileira muito importante.

Agora, sem pressão do governo brasileiro, que deveria solicitar apoio das Nações Unidas e da União Européia, o Principado de Mônaco, até para não afugentar alguns correntistas, não concederá a extradição.


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