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Máfias/Dinheiro Sujo

 

Assassinato do juiz Boselino. Quem estava por trás da Máfia?

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

20de julho de 2007.






Existem crimes apenas parcialmente elucidados. O tempo passa, os autores matérias são identificados, presos e condenados. Mas, não se dissipa a certeza de que uma nuvem escura encobre os mandantes do crime.

Ontem, 19 de julho, centenas de crianças deixaram as escolas para praticarem, defronte da palermitana Via d´Amélia, o “jogo da legalidade”. Há 15 anos, a máfia, naquele lugar, dinamitou o magistrado Paola Boserselino, de 51 anos, e cinco policiais da sua escolta.

Para recordar os 15 anos dos assassinatos, duas estatuas em bronze foram colocadas na Via d´Amelio.

Uma das estatuas é do magistrado Paolo Boserlino, morto em 19 de julho de 1992. A outra, do seu colega de profissão e amigo Giovanni Falcone. Falcone foi morto pela Máfia em 23 de maio de 1992, ou seja, 57 dias antes de Borselino: vide post abaixo sobre a tragédia

Com efeito. Ontem, 15 anos após, abriu-se uma nova investigação. O foco: “quem estaria por trás da máfia” ?

Alguns fatos levaram às novas invstigações. Vou enunciar os principais:

1)
Borselino, 28 anos de carreira, fora designado para o ocupar o posto de Falcone, depois do assassinato de 23 de maio de 1992.

Como sabia que seria o próximo alvo, começou a escrever um diário: Agenda Rossa (Agenda Vermelha).
Na agenda, fazia avaliações e mostrava como se moviam os políticos e empresários envolvidos com a Máfia.

Também desconfiava-- e com razão—do envolvimento de 007 do serviço secreto italiano com a Máfia. Ou melhor, com 007 do Sismi, órgão de espionagem militar do Estado italiano.

Naquele 19 de julho fatídico, a pasta de Borselino foi apreendida dentro do automóvel oficial que lhe tinha transportado.

Posteriormente, a pasta de trabalho acabou entregue à família, que denunciou, de imediato, a falta da Agenda Vermelha.

Bruno Contrada- 007 do Estado a serviço da Máfia.



A referida agenda, como apurado, foi furtada. Isto logo depois da explosão do automóvel Fiat, estacionado defronte ao prédio de apartamentos onde morava a mãe de Borselino.

Parêntese Na Fiatt, 100 kg de dinamite, acionados à distância por um supermoderno sistema de detonagem à distância.

A Máfia não dominava essa tecnologia de detonagem a quilômetros de distância. Basta atentar que, 57 dias antes e quando da explosão que matou o juiz Falcone, o aparelho de acionamento remoto era rudimentar e com poucos de metro de alcance.

Parentese fechado, sem deixar de frisar que o Simi e os seus 007 sempre utilizarm ecnologia de ponta.

2)

Depois da morte de Borselino restou processado e condenado definitivamente Bruno Contrada. E ele era um 007 do Sismi (órgão de espionagem militar do Esado italiano). Contrada mudou de lado. Como agente de inteligência, trabalhou para a Máfia, transmitindo informações do Estado.

3)

Os mafiosos que se tornaram colaboradores de Justiça informaram, -- nos autor processuais e na condição de testemunhas-- ter ocorrido uma mudança nos planos mafiosos, depois da eliminação do juiz Falcone, em 23 de maio de 1992.

Referidos “pentiti” (arrependidos), declararam que, de repente e para atender uma emergência, a cúpula mafiosa começou, às pressas, a elaborar um projeto para matar Borselino.

Os colaboradores,-- ex-mafiosos--,deixaram claro que a cúpula mafiosa (órgão de governo) atendeu a pedido que partiu de fora dessa organização criminosa.

Falconee Borselino.



PANO RÁPIDO.

Como se percebe e para voltar à expressão empregada no início deste “post”, nuvens escuras continuam a impedir que se cheguem a outros mandantes do bárbaro e ousado crime.

Não se deve esquecer, para se ter idéia das relações da Máfia com a política, da condenação definitiva por associação mafiosa de Giulio Andreotti. Ele foi sete vezes primeiro ministro da Itália: só não está na cadeia porque os crimes prescreveram. Atualmente, Andreotti, de mais de 80 anos, é senador vitalício.

Walter Fanganiello Maierovitch, 16,20 hs.

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.................................. CONFIRA um resumo da imprensa italia.

Ombre sulla morte di Borsellino – Chi ha premuto il tasto del telecomando che ha innescato l’esplosione davanti all’abitazione della madre di Paolo Borsellino? Questa domanda resta ad oggi senza una risposta.

Gli inquirenti hanno individuato gli esecutori materiali della strage, che sono stati condannati definitivamente, ma mai nessuno ha rivelato chi ha azionato l’esplosivo.

Chi ha voluto la morte del magistrato? Giovanni Brusca (pluriomicida, membro di Cosa Nostra e condannato anche per la morte del giudice Giovanni Falcone) ha sostenuto che la decisione di uccidere Borsellino sarebbe stata “accelerata” dalla necessità di far decollare la “trattativa” che Riina (clan dei corleonesi, membro dei vertici della mafia e detenuto dal 1993) aveva avviato con uomini delle istituzioni, per ottenere vantaggi legislativi in favore di Cosa Nostra.
Giuffrè (arrestato nel 2002, pentito ed ex braccio destro di Provenzano) ha invece affermato che la strage di via d’Amelio sarebbe stata voluta da Provenzano per impedire al magistrato di avviare indagini sul nodo mafia e appalti.
Dov’è l’agenda del magistrato? Paolo Borsellino, ha sempre sostenuto la famiglia, non si separava mai dalla sua agenda personale sulla quale segnava appuntamenti e pensieri. Quel taccuino non è mai stato trovato.

Falcone e Borsellino – Le due stragi, quella di Capaci (23 maggio 1992) e quella di via D’Amelio hanno sempre camminato di pari passo, come gli amici Falcone e Borsellino.

E’ dell’aprile 2006 la condanna dei giudici della Corte d’Appello di Catania, dopo il rinvio disposto dalla Corte di Cassazione, di 13 boss indicati come i mandanti dei due attentati.

Secondo i giudici, c’era l’accordo di tutti i capi delle più importanti famiglie mafiose siciliane sulla decisione di Totò Riina di uccidere Falcone e Borsellino. Il capo di Cosa Nostra temeva l’azione dei giudici. Borsellino, in particolare era considerato un vero e proprio ostacolo alla “trattativa” tra Riina e pezzi delle istituzioni per arrivare una “pax mafiosa”.

Ma sui mandanti esterni restano ancora tante lacune.

Servizi segreti deviati

Gravita attorno all’inchiesta sui mandanti occulti della strage di via D’Amelio l’ombra di “apparati di servizi segreti deviati”. La notizia, confermata dall’Ansa, prende spunto da indagini che in passato erano state chiuse con l’archiviazione.

Da alcuni mesi, però, nuovi input investigativi hanno ripreso gli accertamenti dal punto in cui erano stati lasciati: in un edificio situato sul Monte Pellegrino, che sovrasta proprio via D’Amelio, nel 1992 è stato accertato che aveva sede un gruppo operativo del Sisde.

Secondo la nuova indagine, “servizi segreti deviati” potrebbero essere dietro agli uomini che hanno eseguito l’attentato.

Dell’inchiesta si occupa ormai da anni un solo magistrato, il procuratore aggiunto Renato Di Natale, che ha pure il compito di reggere l’ufficio dei pm di Caltanissetta. Di Natale è costretto a dividersi su più fascicoli d’indagine anche a causa di una carenza di organico dell’ufficio.

20/7/2007.


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