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Máfias/Dinheiro Sujo

 

MÁFIA. A última da Cosa Nostra.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

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Uma recentíssima interceptação telefônica realizada pela Direção de Investigação Antimáfia de Palermo (sicília) surpreendeu os especialistas que se debruçam em análises sobre o fenômeno mafioso.

Na conversa grampeada, dois mafiosos falam de “ladrões” que estão assaltando em territórios controlados pela Cosa Nostra, sem autorização.

Um dos mafiosos noticia ter recebido uma reclamação de comerciante que paga o “pizzo” (taxa de proteção à Máfia) e já fora furtado duas vezes, no seu estabelecimento.
Os mafiosos pegos no grampo foram identificados como Giuseppe Bisesi, capo-mafia da cidade de Termini Imerese (30 km de Palermo), e Giuseppe Librei, da jovem guarda mafiosa, com 31 anoss de idade.

Segundo Bisesi, a culpa é da última lei de indulto, que abriu as portas dos presídios, como a grande causa da presença de ladrões. Bisesi avisa Librei que todos os ladrões terão os cornos rompidos: “punto e basta”. Em resposta, Librei murmura: “coglioni”, chegaram aqui e devem cair fora.

Indulto à parte, a verdade é que a Cosa Nostra, que se sustenta nos controles territorial e social, sente ter sido obrigada a submergir, depois da prisão, em 11 de abril de 2006, do chefão Bernardo Provenzano. Sem sair da Sicília, Provenzano ficou foragido durante 43 anos, a evidenciar que a Máfia tinha controle absoluto em várias regiões da Sicília.


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