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Máfias/Dinheiro Sujo

 

XEQUE-MATE. Por enquanto, 77 presos.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

Passei a noite no hospital. Isto porque a Thêmis teve uma recaída, depois de tomar um Xeque-Mate.

A Themis imaginava portar um tumor. Algo tratável por meio de um recente remédio, chamado súmula vinculante do STF.

Mas a Thêmis descobriu que parte do seu corpo judiciário já padece de metástase. Nada que não possa ser curado, só que, --para isso--, exige-se tratamento cautelar de choque, que parece não fazer parte das terapias no Poder Judiciário.

A operação Xeque-Mate está a mostrar que o tráfico de drogas permite a reciclagem de capitais sujos no contrabando de componentes para montagens de máquinas de jogos de azar.

E os jogos eletrônicos de azar começaram no Brasil graças à lavagem de dinheiro da cocaína de cartéis colombianos, com intermediação de mafiosos italianos.

No leito, a Thêmis lembrou do Tiradentes. Por decisão lançada com base nas Ordenações do Reino de Portugal, foi determinado o salgamento (improdutividade) das terras da família de Tiradentes, por várias gerações.

Com isso, a Themis quis lembrar que, no Estado de Direito, a pena não passa da pessoa do infrator.

Em outras palavras, o presidente Lula não pode ser inculpado por eventual tráfico de influência realizado pelo seu irmão Vavá, que tem fama de lobista.



Do episódio policial batizado de Operação Xeque-Mate, o presidente Lula sai engrandecido.

Em outros tempos, --e basta lembrar do irmão Benjamim de Getúlio Vargas--, as polícias esqueciam, ou melhor, conferiam um “bill” de indenidade aos parentes dos presidentes, como regra.

Desta vez, o presidente Lula nem foi avisado da busca e apreensão na casa do irmão Vavá. E a polícia federal pediu até a prisão temporária de Vavá, que não foi decretada, com pleno acerto.

PANO RÁPIDO. Enquanto os empresários brasileiros da jogatina organizada apostavam, --para pressionar a reabertura das casas de bingos--, em passeatas de protesto dos trabalhadores de Bingos, a polícia federal deu-lhes um Xeque-Mate. Ou seja, mais uma vez demonstrou que os empresários da jogatina são ligados na mumerologia. Só que eles gostam mesmo dos números do Código Penal.


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