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CRIME ORGANIZADO: governador virou refém dos paramilitares.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro.




Estou preocupado com um refém do crime organizado.

A situação desse refém é grave e me faz lembrar da africana Uganda.

Em Uganda, conta-se que existem pessoas que vivem o dilema dos dois (2) escorpiões fechados numa mesma garrafa. Se os escorpiões resolverem brigar, não haverá vencedor, pois os dois (escorpiões) morrerão envenenados.

O mencionado refém, caso resolva enfrentar os delinqüentes, poderá começar a morrer politicamente.

O refém do crime organizado é o governador Sérgio Cabral. E por que refém?

Vejamos: se Cabral quisesse, pediria à Força Nacional de Segurança Pública dar uma passada em 92 favelas e prender em flagrante os milicianos (paramilitares) que controlam as favelas, vendem proteção e exploram a população pobre e desamparada pelo Estado.

As 92 favelas dominadas pelas milícias são bem conhecidas, já foram elencadas em diversas matérias publicadas no jornal O Globo.

Se as milícias saírem dos territórios ocupados, os traficantes retomarão o controle das favelas. E, certamente, vão se vingar dos moradores, que não reagiram contra as milícias.



É bom lembrar que as milícias sempre usaram um único modus operandi. Ou seja, as milícias invadem as favelas e expulsam à bala os traficantes de drogas que controlavam o território.

Como noticiou o jornal O Globo, nas favelas Vila Joaniza (antiga Barbante, na Ilha do Governador) e na da Cidade Alta (Cordovil), as milícias estão em guerra com os traficantes e 9 pessoas já morreram.

Pano Rápido, se os membros das milícias forem presos em flagrante, os traficantes voltarão. E voltarão porque a polícia de Cabral já demonstrou não ter condições para garantir a segurança nas 92 favelas.

Interessante notar que as milícias erguem muros para delimitar os territórios e impedir o ingresso de estranhos, ou melhor, aqueles sem visto ou passaporte validado pelas delinqüência organizada.

Os chefões das milícias, certamente, devem ter pensado no o muro que o ex-premier Ariel Sharon mandou construir, isto para evitar o ingresso em Israel de homens-bombas e palestinos indesejados. Também os chefões devem estar acompanhando a construção do muro, que Bush mandou erguer em parte da fronteira com o México. E o muro de Bush é para evitar o tráfico de drogas e o ingresso de imigrantes clandestinos nos EUA. O governador Cabral, já chegou a mandar derrubar os muros nas favelas, mas recuou e retirou a ordem de destruição.

Vamos esperar que as autoridades não levem 28 anos para a derrubada. Os mesmos 28 anos que se esperou para a queda do muro de Berlim. WFM/CBN, 15 de fevereiro de 2007.


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